quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A Rainha das Nações

Na proxima guerra, surgirá um Monstro no coração do Mundo. O fogo alastrará por toda a parte.

Só uma nação poderá combattel-o. Aquella que já destruiu a Terra. Aquella que deu força ao Monstro. Redimir-se-á de forma dolorosa. Sozinha, carregará o Mundo ás costas. Protegerá quem precisa de ser protegido. E illuminará o caminho dos povos da Terra.

Ha que rezar por esta irman mais velha. Para que encontre a força de carregar este fardo pesadissimo com sabedoria. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

As Caravellas


Ha relações especiaes e inquebraveis entre nações. Nações e povos, e isso é o mais extranho, completamente diferentes e até, antipathicos. É muito provavel um povo estar ligado mais fortemente a gente nas antipodas da Terra, do que com os seus vizinhos fronteiriços.

Os povos teem um destino e uma missão historica. Algo de mystico, que não lhes é dado conhecer de antemão. Essa missão realiza-se nas influencias mutuas entre povos.

Estas ligações teem a sua origem no commercio, na guerra, na pregação, nas relações de familia. São, muitas vezes, dolorosas. Mas uma vez que a ligação se fez, é inquebravel. Pode haver rupturas temporarias, e apparentemente, definitivas, mas é uma illusão. Algumas gerações passam, seculos até, mas como que dois imanes, os povos voltam a attrahir-se.

Muitas vezes, os povos passam do odio à guerra. Mas depois do confronto apercebem-se, com uma certa vergonha, que gostam uns dos outros. Percebem, tambem, que o soffrimento por que passaram era necessario, e os fez crescer.

Ha algo de muito forte no "inconsciente" dos povos. Uma raiz profunda, vinda de uniões anteriores, e de premonições. É um medo, uma esperança, uma saudade, uma attracção, um olhar para o horizonte, um pensar sempre uns nos outros. Empathia com os soffrimentos do povo distante. Por vezes, uma hostilidade artificial e excessiva, que é já um perder a lucta, e saber que se deve perdel-a. Uma hostilidade que é, no fundo, um chamar a si o outro. Sonhos. Algo de diffuso.

Um dia, apparece um pioneiro. Um homem que precisava de partir. Para aquelles que o veem, não é simplesmente um aventureiro, um soldado, um missionario, ou um commerciante. É todo um significado, muito forte. O representante de seculos de historias em commum. Elle toca, e deixa abalados, os seus hospedes. Sem saber, elles estavam á espera. Precisavam de receber. E depois desse pioneiro, veem outros, e mais outros. E as pazes estão feitas.

...

Portugal vae lançar os seus emissarios. De novo.