quarta-feira, 8 de abril de 2009

Algumas Questões Para Adeptos De Monopólios Públicos

1.

RTP pública – dezenas de canais privados
TAP pública – dezenas de companhias de aviação privadas
Caixa Geral de Depósitos – inúmeros bancos privados
Universidades e politécnicos públicos – várias universidades privadas
Hospitais públicos – vários hospitais, clínicas e consultórios privados
Carris e CP, públicos – táxis, e autocarros inter-cidades privados
TMN semi-pública – OPTIMUS, VODAFONE privadas

Será que o pró-monopólios acredita realmente na virtude, na justiça, e na eficiência destes, e considera que o governo devia fechar imediatamente canais privados, companhias privadas de aviação, bancos privados, universidades privadas, clínicas e consultórios privados, transportadoras privadas, operadoras privadas de telecomunicações?
Será que o adepto dos monopólios pode honestamente dizer que se é geralmente melhor servido nos monopólios públicos do que no sector privado?


2.

Se o advogado dos monopólios do estado acredita que empresas públicas são melhores do que empresas privadas, porque razão defende quase sempre que as empresas privadas não tenham o direito de competir com as empresas públicas (por exemplo na captação, distribuição de água, de electricidade, de correio). As empresas públicas são, na opinião do pró-monopólios, melhores do que as privadas. Neste caso, porque razão forçar os consumidores a escolherem a opção pública? Será que os consumidores são burros ao ponto de não saberem o que é bom para eles? Será que os burocratas, ministros e funcionários públicos do estado sabem melhor do que próprio consumidor o que ele deve escolher? Não será que o pró-monopólios tem na realidade o medo não assumido (abertamente) de que as empresas públicas que ele defende sejam na realidade terrivelmente ineficientes, prestem um mau serviço, e não tenham sucesso caso deixadas sozinhas face à concorrência?

O interesse do consumidor é sempre consumir aquilo que mais lhe agrada ao melhor preço. Porquê impedi-lo?


3.

O intervencionista diz que o estado deve assumir a produção de bens essenciais. E, prossegue ele, esta produção de bens fundamentais deve ser um monopólio. Será que estaríamos melhor se o estado fosse o único produtor de comida, de alimentos, de casas, de medicamentos? Será que o intervencionista quer ir viver para um país onde as suas políticas são aplicadas com firmeza a toda a economia: Cuba, Coreia do Norte?!


4.

No mercado livre, quando um produtor qualquer falha na venda dos seus serviços e produtos, por vontade própria, por incompetência, por greve de trabalhadores ou por qualquer outra razão, o consumidor vai comprar o que lhe falta a outro produtor qualquer. Mas se o estado for o único produtor e distribuidor de comida, de água, de medicamentos, o que faz o intervencionista necessitado quando este falha? Muito simplesmente, morre *(1) . E aí, as predições que o liberal fez sobre as consequências dos monopólios públicos realizam-se. No meio da miséria, é este o magro consolo de quem viu seus princípios serem espezinhados.


Viva a Liberdade!

*(1) Se alguém está interessado em conhecer as barbaridades que acontecem quando o estado se propõe possuir toda a terra, e assumir a tarefa de alimentar a população, deveria ler com atenção as secções dedicadas à Ucrânia no tempo de Staline, e à China no tempo de Mao Ze Tung, em: “O Livro Negro Do Comunismo; Courtois, Werth, Panné, Paczkowski, Bartosek, Margolin; Editora Quetzal”.