domingo, 11 de outubro de 2009

Não Vote!

Neste dia de eleições para as máfias locais, uma das melhores coisas que se pode fazer é não ir votar. Há muitas razões para tal. Uma daquelas que deveria fazer vibrar os liberais é muito simples: os políticos querem que as pessoas votem! Se eles, nossos soberanos, parasitas e inimigos, querem que nós votemos, e se ainda por cima nos dão a possibilidade de não votar (por enquanto...), não há nada melhor, mais gostoso, do que desagradar-lhes. É estranho, no mínimo, da parte daqueles que pretendem desconfiar do sistema, fazer a vontade àqueles que o compõem! Podemos suspeitar, no mínimo, se eles pedem com tanta insistência às pessoas para votar, que tal acto lhes agrade. Ora, se agrada aos políticos, e tendo em conta que o seu bem-estar, que o seu rendimento, e que o seu poder se faz à conta da liberdade das pessoas, é provavelmente má ideia fazer-lhes a vontade.

Os políticos assustam-se muito com a abstenção (ao ponto de preferirem frequentemente que se vote nos seus adversários, em vez de se ficar em casa!), porque sentem que é um sintoma da descrença no regime, no seu todo. Ora é precisamente esta atitude de descrença perante o regime democrático que os liberais devem exibir, se querem ser consequentes quanto ao seu respeito pela liberdade. Tem que se abandonar a ideia de que liberdade e democracia são sinónimas. Tem que se abandonar a ideia de que uma política é justa e aceitável, e merece submissão da parte das pessoas, só por ter sido aprovada por um processo democrático.

Fique em casa, vá passear com a família, vá à missa, e à noite assista com ironia ao espectáculo democrático, na TV (como observador, não como palhaço participante).

Se pensa que não votar vai ter más consequências, tranquilize-se. Quer vote ou não, tem pouquíssima influência, e vai acabar na mesma por ter outros a escolher por si!

Hoje não vote, e faça um político infeliz! (Será preciso melhor argumento do que este?!)

Viva a Liberdade!