sábado, 21 de novembro de 2009

Vamos Ser Sérios

Pelo Filipe Abrantes, 17 de Novembro 2009, no Insurgente

Uma das motivações (confessas ou inconfessas) dos homossexuais para se quererem casar é o desejo de aceitação social. Porém, esta aceitação dificilmente acontecerá, apesar de todo o esforço dos militantes da causa e de todas as engenharias que conseguirem impor na legislação. Uma sociedade tende a valorizar práticas que a ajudem a prosperar e a perpetuar-se no tempo. Daí que, desde sempre, o trabalho, o esforço individual ou a entreajuda foram vistos como valores indispensáveis pela generalidade dos membros de uma sociedade. Da mesma forma, tudo aquilo que beneficiava a instituição da Família era estimado e protegido. A educação, a segurança ou a entreajuda entre membros de uma família eram alguns dos pilares que sustentavam a força da instituição familiar. Todas as sociedades foram criando mecanismos que favoreciam a estabilidade familiar. A Família é o núcleo mais básico de uma sociedade. Em todas as sociedades surgiu espontaneamente a instituição do casamento. E, não por acaso, em nenhuma delas se verificou o casamento para duas pessoas com o mesmo sexo. E porquê? Porque, basicamente, a homossexualidade era, e bem, vista como luxúria, como um vício (como o jogo ou as drogas, por exemplo), e sempre foi minoritária. E mesmo se a homossexualidade nem sempre foi criminalizada e combatida (ver Grécia Antiga ou Roma, para citar os exemplos mais conhecidos), nunca foi assimilada à instituição familiar, e muito menos confundida com ela. A homossexualidade, apesar de natural em muitos dos casos, é vista como uma provocação ao restante da sociedade que, espontaneamente, vive para a reprodução e para a procura da prosperidade. Ora a homossexualidade é estéril (como o jogo ou outros tipos de vícios). Os não homossexuais podem (e devem, pois não é crime duas pessoas do mesmo sexo terem relações sexuais) tolerá-la, mas é utópico querer que a aceitem no sentido de a equipararem à heterossexualidade (o normal, na espécie humana).

A insistência por parte dos militantes pelo casamento homossexual reveste-se, assim, de uma particular perversão: sabendo que a grande maioria das pessoas reprova os seus gostos e práticas sexuais (devem saber pois não se cansam de reclamar contra essa “discriminação no dia-a-dia”), insistem na usurpação de uma instituição ancestral, tentando dessa maneira que através do poder político as pessoas se vão desligando dos seus “preconceitos” e passem a aceitar plenamente a homossexualidade. Esta promoção do casamento homossexual é 1. uma provocação imoral à sociedade, e 2. um atentado (mais um) à instituição do casamento.

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