sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Revolta Contra A Corporação-Rainha

O Correio da Manhã publicou esta semana um artigo em que cita o Pedro Nunes, actual bastionário do cartel, perdão, da Ordem dos Médicos. O chefe dos curandeiros estava, como é óbvio, a defender os privilégios da sua casta.

"Há médicos a mais!".

Ah bom?! O estranho é que uma consulta de dez minutos ou um quarto de hora custa no mínimo 50 Euros, no privado, onde há preços de mercado que reflectem verdadeiramente a raridade e a procura do serviço (ao contrário do sector de estado, com os seus preços subsidiados pelos impostos).

"Com tanta gente a formar-se, a qualidade vai baixar!".

Ah bom?! Não se sabia que mais concorrência era má para o consumidor! O ideal, provavelmente, seria haver só um médico no país. Aí, o serviço atingiria a perfeição. Talvez o Pedro Nunes queira ser o felizardo nessa posição.

É profundamente repugnante ver constantemente o pessoal médico (médicos, enfermeiros, farmacêuticos, companhias produtoras de medicamentos) defender os seus privilégios, os seus cartéis, as suas patentes, atiçando os políticos e os seus cãezinhos fiéis - os polícias - contra a concorrência, através das leis. Isto é ainda mais chocante vindo duma ralé que professa em todo o lado e em toda a ocasião ter como único objectivo servir a população com abnegação, respeitando religiosamente o seu juramento de Hipócrates. Denota uma grande hipocrisia. Nunca se ouve algum médico com integridade suficiente para defender a livre-entrada no sector (se bem que seja preciso dar algum desconto: qualquer médico que critique substancialmente a Ordem será mais tarde ou mais cedo esmagado por esta, sob um pretexto qualquer irrelevante, perdendo assim o seu ganha-pão). Para esta gente, fornecer serviços médicos não é um direito. É um privilégio que requer licença. Quem é ou não médico não é determinado livremente pelos pacientes, escolhendo eles confiar ou não nalgum indivíduo para tratar-lhes da saúde, em função dos seus critérios próprios de doente. É decisão do estado, e da Santa Ordem, encabeçada por canalhas ao estilo do Nunes.

Seria muito mais honesto dizerem que eles, médicos, como toda a gente, trabalham antes de mais em defesa dos seus interesses próprios. Afinal de contas, não há nada de mal nisso. Ninguém tem que ser o mártir dos outros. O que é verdadeiramente imoral é fazer pressão sobre os porcos dos políticos para que criem leis liberticidas em benefício de determinada classe. Ora o sector médico está profundamente envolvido neste tipo de mafiosices. Por causa destas "leis" há gente que sofre e que morre, literalmente: os custos do serviço aumentam e a qualidade diminui.

No entanto, há algo de muito positivo a realçar. Os comentários online ao dito artigo, muito numerosos, foram praticamente todos extremamente críticos da casta médica e do Pedro "Cartel" Nunes. Ainda bem que os portugueses estão a perder a admiração balofa que têm geralmente pelos médicos. A opinião pública acaba sempre por influenciar as políticas que sofremos, duma forma ou de outra, e esta hostilidade só pode ser benéfica.

É importante que os liberais defendam, nestas circunstâncias, um sector da saúde livre. Ou seja, completamente desregulamentado, desmonopolizado, com preços livres, sem subsídios, sem impostos, e nas mãos de privados e de associações caritativas não submissas ao poder. Só isso poderia devolver um pouco de humildade à Casta Terapêutica.

Quanto ao tal Nunes, só se pode dizer que o que deveria ser dito sobre ele não pode ser escrito. Infelizmente, há em Portugal leis contra a injúria e a difamação que impedem que se chame as coisas pelo nome. Este homem é uma vergonha, simplesmente.

Finalmente, fica uma dúvida: quanto é que o tal Nunes ganha, por ano?!

Viva a Liberdade!