terça-feira, 27 de abril de 2010

Oportunismo E Fanatismo

"The worst government is often the most moral. One composed of cynics is often very tolerant and humane. But when fanatics are on top there is no limit to oppression."

~ H.L. Mencken

domingo, 18 de abril de 2010

Erupção De Idiotice


Um vulcão islandês de nome estranho anda a fazer das suas há algumas semanas. É fumo e mais fumo. Como não podia deixar de ser, as burocracias aproveitaram este pretexto para puxarem até aos limites os seus poderes. Bloquearam grande parte dos aeroportos da Europa. Isto não devia admirar. É o que fazem sempre que pretendam aumentar o seu poder: aproveitar, exponenciar, e criar crises do nada.

Tudo isto cheira mal (e não é só enxofre).

Mais uma vez se constata que o estado considera que os cidadãos são burros demais para decidirem por eles próprios se é prudente ou não voar nas actuais condições, ou se enquanto proprietários de companhias aéreas vão tomar o risco de perder um avião. Supostamente, se o bom pastor não cuidar das suas ovelhas, estas vão alegremente caminhar para a morte, e destruir intencionalmente patrimóninio de bilhões de euros. Somos todos uns irresponsáveis suicidas.

Fica-se claramente com a sensação de que todo o "perigo" foi exagerado pelos mídia e pelo poder. Não se assistiu a um mínimo de espírito crítico. As companhias já andam a testar aviões nas actuais condições, sem verdadeiros problemas. Os voos de "emergência" são permitidos (só não fica muito claro o que é uma "emergência"). E o vulcão tem andado activo há várias semanas, sem que ninguém se lembrasse de provocar todo este teatro.

Os burocratas da União Europeia já andam a dizer que vão "reavaliar a situação, tendo em conta os interesses das companhias aéreas e as condições de segurança". Tais afirmações são simplesmente uma maneira manhosa dos responsáveis aéreos admitirem o absurdo de toda esta situação, tentando não perder a face de caminho. Declarações destas pretendem conciliar o inconciliável. Ou se considera que as cinzas são perigosas, e não faz sentido (na lógica manhosa e liberticida dum burocrata) deixar os aviões voar; ou se considera que não são perigosas, o que ilustra bem a idiotice duma proibição destas à escala de todo um continente.

Tanta unanimidade por parte das autoridades aéreas da Europa, levando inclusivamente a fechos de espações aéreos em países em que a nuvem de cinzas não chegou sequer, não pode deixar de ser vista com ironia. Quem sabe, talvez os grande burocratas europeus, após um jantar em Bruxelas, tenham decidido pregar-nos uma partida... Ou talvez seja simplesmente uma característica da idiotice e da ovelhice propagarem-se irresistivelmente, a grande velocidade. O que é certo, é que todo este episódio mostra bem a carneirice dos europeus. São bem mansos, não haja dúvidas. Só assim se explica que dêem a funcionários públicos anónimos a autoridade de os fechar dentro do seu próprio país, como se de uma prisão se tratasse, quando lhes dá na gana! E tudo isto sob um pretexto frouxíssimo.

Contudo não se pense que tudo foi mau. Os canalhas da parasitocracia foram apanhados na própria rede que teceram... Uns quantos políticos ficaram bloqueados no estrangeiro durantes estes dias. Pelo menos durante este tempo não os ouvimos. E outros tiveram que atravessar a Europa por terra, uma maneira bem pouca confortável de viajar longas distâncias. É menos divertido do que andar a passear de avião à conta do contribuinte.

Aproveitemos este espectáculo burlesco enquanto dura.

domingo, 11 de abril de 2010

Última Hora: Máfia Polaca Decapitada


A notícia do acidente de aviação que vitimou hoje um grande número de canalhas, perdão, de dignitários do regime polaco confirma mais uma vez um facto indisputável: o comunismo mata! (Mesmo depois de acabar.)

Parece que o avião era um Tupolev.

Também confirma que as massas sofrem patologicamente e incorrigivelmente do Síndrome de Estocolmo. Isto manifesta-se geralmente por manifestações de tristeza insensatas e idiotas por parte das vítimas - e não só - dum qualquer gangster governativo que bata a bota. Os idiotas dos polacos vão dar a aos seus mafiosos um funeral que jamais dariam a pessoas simples e decentes que morreriam num acidente de autocarro. Critérios...

Os indivíduos que estavam no avião eram quase todos uns parasitas, e quase todos mais ou menos uns traidores. Parasitas dos piores, porque homens muito influentes duma instituição criminosa - a máfia-estado. Deputados, políticos, altas patentes militares, toda esta gente estava envolvida até às orelhas no parasitismo dos polacos, e não só. E traidores, porque muitos deles, depois de terem lutado corajosamente e de forma bem sucedida contra os Soviéticos, não hesitaram em tomar eles próprios o poder, tomando assim o lugar destes, tendo eles próprios passado a fazer o trabalho sujo de opressão dos seus compatriotas, o que é ilegítimo independentemente desta opressão ter sido melhor ou pior do que a precedente. Traidores, além do mais e sobretudo, porque após terem tomado o poder, passaram os últimos vinte anos a entregar o seu país a organismos supranacionais como a NATO (na prática, os Estados Unidos) e a União Europeia, em troca duns dinheiritos e duns jantares em palácios e ministérios internacionais. Foi este o papel das "elites" polacas nas últimas décadas.

De qualquer modo, tudo isto pouco importa. Agora, a questão premente é de saber a quem os polacos vão pagar os seus impostos? Será possível viver sem pagar impostos? Deve ser horrível! Isto fica como um pergunta lançada ao ar.

E a propósito de ar, e de aviões, não podemos nesta ocasião deixar de dar ao Senhor Lech Kaczynski e aos seus amigos a saudação que os franceses se dão entre amigos:

Bon Vent!

sábado, 10 de abril de 2010

A Caça Ao Homem

Pelo Filipe Abrantes, no Insurgente, 10 de Abril 2010.

Esta perseguição ao Papa, uma verdadeira caça ao homem, não tem motivações genuínas. Os meios de comunicação social progressistas (quase todos) apresentam todos os dias “novos casos”, uns mais “chocantes” do que os outros. É, no mínimo, muito estranho que de repente tantos casos surjam. Durante meses e meses nada se falou, mas ultimamente é todos os dias, o que aponta para uma conjugação de esforços no sentido de atacar a Igreja Católica e, em particular, de encurralar o Papa (que peça desculpa por tudo e por nada, que resigne… enfim, só lhes falta exigirem ao Papa que se humilhe com vergastadas em praça pública em jeito de redenção).

Os ataques não são genuínos porque os seus autores não estão minimamente preocupados com as vítimas dos pedófilos. Sabe-se que os media de esquerda (quase todos, repito) não se importam com a pedofilia e com pedófilos à solta, como o prova o caso da Casa Pia. Esta gente pretende apenas atacar um dos seus alvos de sempre, a Igreja. Agora é este tema, como podia ser qualquer outro (condenação do uso do preservativo, defesa da vida humana antes das 10 semanas, denúncia da imoralidade da homossexualidade e da destruição social que provoca, etc.). Não são para levar a sério. É mais uma luta ideológica dos imorais.

Democracia E Liberalismo: Conceitos Incompatíveis

Pelo Rui Botelho Rodrigues, no Sem Governo, 4 de Abril 2010

Nota # 1: O termo «democracia» será utilizado neste texto com o significado de «democracia parlamentar de massas», ou seja, o presente sistema da civilização ocidental.

Nota #2: preferi não fazer links ou falar em nomes, porque o objecto do texto é uma crítica a ideias gerais que predominam no debate político, não sendo originárias de nenhuma cabeça em particular – embora citações e exemplos pudessem ser facilmente encontrados.

Nota #3: para efeitos de simplificação, assumiremos neste texto que os governos eleitos representam a maioria que os elegeu – ideia que deve ser disputada noutro texto.

Como qualquer moderado moderno eu costumava ser um fervoroso e intransigente defensor da democracia. Se não caía na fantasia fraudulenta neo-conservadora de impor pela força das armas o sistema democrático a países (alguns nem sequer nações) sem qualquer tradição similar, e admitindo que a democracia parlamentar era uma fórmula estritamente ocidental e impossível de ser aplicada em países sem tradição clássica (isto é, grega e latina) e judaico-cristã, não me cansava de promover a maravilha democrática (hoje, reconheço, com um tom de «fim da história» pacóvio), convencido da superioridade moral da coisa, da sua compatibilidade com, ou mesmo necessidade para, um Estado liberal, e da sua posição primordial como evolução da civilização ocidental no sentido para o qual ela sempre apontou: a liberdade e a responsabilidade do indivíduo.

Hoje, ultrapassada a infantilidade, a democracia não pode senão ser olhada com suspeição e desdém. Não precisamos de teoria para perceber as falhas inerentes e a incompatibilidade entre o liberalismo (ou seja: entre a liberdade e responsabilidade do indivíduo) e a democracia. As falhas, as atrocidades, os horrendos resultados estão à frente dos nossos olhos – e um defensor do liberalismo terá de efectivamente escolher a sua devoção principal: ao poder da maioria ou à liberdade do indivíduo.

Esta escolha, porém, torna-se difícil ou mesmo impossível quando a maioria dos auto-proclamados liberais são, na sua esmagadora maioria, utilitários na sua defesa da liberdade. Não que entre eles exista qualquer teoria fundamental assumida que justifique o utilitarismo (excepto em alguns casos particulares) – tanto que muitas vezes se consideram o contrário de utilitários. Mas a forma que os seus argumentos tomam, a natureza das suas críticas e os princípios subjacentes às suas propostas são, sem dúvida, utilitários. E é desse utilitarismo que nasce, e é por ele que persiste, a defesa quase cega da democracia (no sentido de serem incapazes, como os marxistas ainda são, de confrontar a realidade e as consequências do sistema político que advogam). Como os comunistas de outrora, os liberais-democratas recusam-se a reconhecer a realidade à frente dos seus olhos e defendem a democracia de ataques logicamente correctos com o princípio empírico de que as más experiências não impedem futuras boas experiências (o empirismo e o utilitarismo parecem, aliás, andar de mãos dadas frequentemente). Desse cocktail, surge a necessidade de fechar os olhos às flagrantes incompatibilidades dos dois conceitos: liberalismo e democracia.

A defesa da democracia por um liberal só pode aliás surgir de uma mentalidade utilitária. A democracia é, em poucas palavras, o «governo da maioria» - e só um utilitário pode elevar «a maioria» a critério absoluto – ou seja, a um princípio.

(Volto a chamar a atenção para o facto de que estas posições, embora não expressamente assumidas, são deduzidas facilmente dos argumentos, das alianças e das propostas de muitos liberais).

Afinal, que tem a maioria de especial? Como se pode elevar a superioridade numérica a um princípio sem estrangular ou destruir outros, primordiais, princípios? Só um utilitário pode, afinal, defender a felicidade do maior número em vez do simples conceito de justiça. Nenhum deles assumirá que «a maioria» pode suprimir os direitos da «minoria», no entanto essa é a conclusão lógica, implícita e experimentada do ideal democrático. Hoje, o voto legitima quase diariamente os actos despóticos de governos que não exercem apenas essa autoridade sobre «a maioria» que os elegeu, mas sobre a população inteira. A massiva redistribuição de riqueza de produtores para parasitas (e nestes contam-se tanto os moradores de bairros sociais como os administradores da EDP); o Estado social e o Corporativismo que corrompe moralmente toda a população; a progressiva e imparável supressão da liberdade individual, da liberdade de contrato, da liberdade de exclusão – ou seja: do direito de um indivíduo de dispor da sua propriedade como lhe aprouver sem interferir na habilidade de outros disporem da sua; o proselitismo compulsório que é imposto às crianças e a obediência submissa que é imposta aos adultos pela suposta legitimidade concedida pela maioria ao governo. Afinal, que nos trouxe a democracia senão o afastamento progressivo de princípios e práticas liberais?

Mas se já é triste a continuação da superstição democrática entre liberais, é mais triste a superstição pior de que existe alguma legitimidade na dominação militar para promover o ideal democrático (ou, já agora, qualquer ideal). Visto que quase todos os liberais vêm da direita, torna-se ainda mais estranho vê-los apaixonados por uma ideia tão trotskista. Essa é, porém, a natureza dos «liberais-democratas-militaristas». Para eles, o «policiamento e administração do mundo» é uma legítima função do «império americano-europeu», e o apoio às instituições-base dessa função (como o FMI, o Banco Mundial ou a NATO) é quase sempre automático e acrítico (naturalmente sem nunca pôr em causa a ideia ou as instituições em si). Não raramente, apoiam guerras ofensivas e injustificadas pela mesma ordem de razões – falhando em separar a propaganda estatal da realidade como seria de esperar de liberais.

Os democratas-liberais vivem dois eternos paradoxos. O primeiro é que a sua defesa da democracia como princípio é incompatível com o princípio de liberalismo; o segundo é a sua defesa da não-intervenção do Estado em assuntos internos e simultânea defesa da intervenção nos assuntos de outras nações pelo mesmo Estado.

Mas como é possível gerir um Estado – mesmo mínimo -, de forma a representar os interesses da população (ou pelo menos de uma boa parte dela), sem o processo democrático? A reposta é «não é possível». Por duas razões: a primeira é que um Estado democrático nunca poderá ser mínimo, sobretudo a longo prazo; a segunda é que um Estado não-democrático também não pode ser mínimo, sobretudo a longo prazo. Mas a ideia de democracia só é necessária dada a existência de um Estado, outra instituição com fundamentos utilitários. Da mesma forma que só o liberalismo utilitário permite a defesa da democracia, também só este permite a defesa do Estado: e o atropelo dos princípios liberais é inevitável. Contrariamente, a consequência natural do pensamento liberal é o anarquismo, a ausência de autoridade arbitrária e a sociedade contratual e voluntária. Por outras palavras: mesmo um Estado mínimo viola os princípios fundamentais do liberalismo e necessita de ferramentas contrárias a eles.

PS: o essencial do assunto «Anarquia vs. Minarquia» fica para outro texto.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Da Natureza Dos Políticos


"Se um político descobrisse que tinha canibais entre os seus eleitores, prometer-lhes-ia missionários para o jantar."

- Henry Louis Mencken

domingo, 4 de abril de 2010

Perguntas Racistas


Porque é que a África do Sul é um dos países mais desenvolvidos de África?

Porque é que África do Sul é um dos países do mundo com mais criminalidade, principalmente desde o fim do Apartheid? Porque é que neste país é tão perigoso, para um branco, ir viver para um bairro de pretos? Porque é que não é tão perigoso, para um preto, ir viver para um bairro de brancos?

...

Porque é que os países asiáticos que se libertaram do colonialismo ocidental no último século se desenvolveram muito mais depressa do que os países africanos (pretos) que conquistaram a sua independência? Porque é que os países africanos são os mais pobres do mundo?

Porque é que os pretos que emigram para os países ocidentais prosperam em geral menos do que outras minorias (como chineses ou judeus)? Porque é que os pretos dos Estados Unidos formam um dos grupos mais pobres do país?

Porque é que o Haïti é dos países mais pobres da América (senão o mais pobre)? Qual é a característica essencial que distingue esse país dos restantes países da América?

...

Porque é que golpes de estado, a lei marcial, assassínios políticos, restrições à liberdade de imprensa e expropriações são tão frequentes nos países negros?

Porque é que a escravatura sexual, o uso de crianças-soldado, mutilações, e matanças indiscriminadas (de civis, mulheres, crianças) são tão frequentes nos conflitos africanos?

Porque é que mutilação genital de meninas é praticada em tanto sítio de África? Porque é que há pretos albinos a serem mortos para servirem em bruxarias? Porque é que se ouve tanta vez de casos de canibalismo?

Porque é que os governos que sucederam aos colonizadores europeus conseguiram tanta vez destruir a economia que controlavam? Porque é que adoptaram tão frequentemente políticas marxistas? Porque é que há sempre tanta gente a morrer de fome em países africanos?

O governo do Idi Amin Dada era melhor do que a administração britânica que o precedeu?

Porque é que os governantes africanos estão sempre a chorar pelo dinheiro dos ocidentais? Porque é que tantos governos africanos dependem em grande parte da "ajuda internacional" para o seu funcionamento habitual? Porque é que esta situação se prolonga há décadas? Porque é que comemoram a sua independência "oficial" com tanto fervor se por outro lado aceitam com tanto agrado uma forma de controlo oficiosa das suas sociedades pelos países ricos e pelos organismos internacionais que estes gerem (FMI, ONU, etc...)?

Porque é que no ocidente se atribui quase sempre os problemas dos pretos ao colonialismo, à discriminação, às desigualdades e à pobreza, e raramente se evoca a possibilidade de estes terem responsabilidade pela sua situação (falta de trabalho, má atitude, não-adaptação às normas da sociedade acolhedora, falta de inteligência, pouca poupança/investimento)? Porque é que esta possibilidade, longe de ser debatida racionalmente, é repudiada emocionalmente, como "chocante" e "racista"?

...

Porque é que imagens de Maputo ou Luanda antes da independência mostram a existência de alguma prosperidade? Porque é que imagens posteriores mostram tanta destruição?

Qual é a diferença entre um exército de soldados brancos que queimam aldeias no meio do mato angolano (degolando uma mão-cheia de pretos à mistura), e um movimento de insurgentes pretos que faz fugir centenas de milhares de brancos duma terra onde os seus antepassados já se tinham instalado hà centenas de anos?

...

Porque é que os imigrantes brancos que vão para Angola, e os seus filhos, não são associados à criminalidade de rua (assaltos, roubos, agressões)?

Porque é que os ocidentais associam a imigração de pretos a uma maior delinquência? Porque é que não associam imigração chinesa ou indiana a maior delinquência?

Porque é que a proporção de criminosos (e de presos) pretos é maior do que a proporção de pretos na população em geral, em países como a França, Portugal, e os Estados Unidos?

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Porque é que tanta gente sem qualquer conhecimentos de biologia ou genética se ofende com o conceito de raça? ("O conceito de raça não é científico!")

Porque é que gente que não estudou nada de biologia ou de genética se ofende com aqueles que afirmam que há (ou simplesmente que pode haver) factores genéticos que influenciam a inteligência e a agressividade/criminalidade?

Porque é que há poucos intelectuais pretos de renome? Porque é que há muitos desportistas pretos de renome?

Porque é que o James Watson, um dos descobridores da estrutura do DNA, e recipiente do prémio Nóbel de Medicina, sofreu uma campanha de ostracismo quando afirmou que "não há razões firmes para acreditar que as capacidades intelectuais de pessoas separadas geograficamente na sua evolução se tenham desenvolvido identicamente"? Porque é que não foi refutado? Será que uma tal refutação existe?

...

Porque é que toda a gente no ocidente tem "esterótipos", e faz "generalizações" e "amálgamas" sobre pretos? Donde surgem os esterótipos? Será que há por vezes algum fundo de verdade nos estereótipos?

Porque é que os brancos progressistas anti-racistas não costumam casar as suas filhas com pretos pobres, com passado de insucesso escolar, traficantes de drogas, acabados de sair da prisão? Porque é que não tendem a instalar-se em bairros sociais? Porque é que não compram casa na Cova da Moura?

Porque é que é considerada natural a existência de discotecas "africanas" (ou seja, para pretos)? Porque é que é mal visto a existência duma discoteca para brancos?

...

Porque é que muitas pessoas, inclusivamente brancos, se ofendem quando algum branco diz que o seu país, a sua civilização é melhor do que outra (por exemplo, países negros)? Porque é que se assume que as culturas são iguais? Se se aceita que não são iguais, porque não aceitar a possibilidade que a civilização ocidental seja melhor nalguns aspectos (ou até em muitos) do que outras civilizações? Porque é que não se pode fazer comparações e sobretudo juízos de valor entre civilizações? É ilegítimo dizer que a Europa é mais civilizada do que África? É imoral dizer que uma aldeia alentejana é melhor do que uma aldeia do Congo (apesar de "melhor" ser um termo vago e subjectivo)? É injusto afirmar que um britânico é mais civilizado do que um pigmeu dos Camarões?

Porque é que tanta gente não percebe que críticas e generalizações não implicam necessariamente desejos de opressão ou morte, ou aprovação de crimes passados cometidos por indivíduos pertencentes à própria civilização daquele que critica ou generaliza?

Porque é que qualquer português faz piadas sobre alentejanos sempre que lhe apetece? Porque é que olha primeiro à sua volta antes de fazer uma piada sobre pretos?

Porque é que há tantos pruridos em fazer piadas sobre pretos em público, no Ocidente, sabendo que a maioria das pessoas é branca? Isto é do interesse dos brancos? É natural esta auto-imposição?

Será que é normal que não se possa fazer piadas sobre pretos, sabendo que é perfeitamente aceite fazer-se piadas sobre a religião cristã, uma das instituições fundadoras da nossa sociedade? Os pretos são sagrados? Fazer piadas sobre pretos é blasfémia?

Porque é que há tantas brincadeiras a comparar pretos e gorilas/macacos? Será que o seu nariz espalmado, o seu maxilar proeminente, e o tamanho acima da média do seu pénis tem alguma coisa a ver com a coisa?

...

O que é mais perigoso para a liberdade e para a justiça: a) querer proibir este género de perguntas, assim como as respostas que lhes possam ser feitas?; b) fazê-las?

Porque é que este género de perguntas provoca tanta comichão em certas pessoas?