domingo, 23 de maio de 2010

Declínio Demográfico


Segundo a Wikipédia, a taxa de fertilidade em Portugal é de 1.46 filhos por mulher.

Sabe-se que metade dos nascimentos, apróximadamente, são do sexo feminino.

Além disso, sabe-se que a população é aproximadamene de dez milhões e meio de habitantes.

Portanto, mantendo-se as tendências actuais, é fácil adivinhar para onde o país caminha. Pode-se fazer as contas, sobre três gerações:

1. Primeira geração.

10.5 M habitantes.
5.25 M mulheres (10.5/2).

5.25 M * 1.46 filhos/mulher = 7.68 M

2. Segunda geração.

7.68 M habitantes.
3.84 M mulheres (7.68/2).

3.84 M * 1.46 filhos/mulher = 5. 61 M

3. Terceira geração.

5.61 M habitantes.

Diferença, em três gerações:

((5.61 - 10.5)/10.5)*100= -46.57%

Ou seja, dos avôs para os netos, se a tendência actual se mantiver, a população diminuirá de metade.

Isto é obviamente uma aproximação. Para fazer uma estimativa mais séria tinha que se ter em conta vários pontos. Há mais homens novos do que mulheres, e à medida que se sobe nos escalões etários, há mais mulheres do que homens (elas dão cabo de nós...). O número de filhos por mulher é uma estimativa, e pode variar com o tempo. Há migrações.

Contudo, a taxa de fertilidade tem vindo a diminuir de forma constante nas últimas décadas (principalmente a partir dos anos 70), e por razões políticas e culturais - Estado-Social, feminismo, perca de influência da religião - é improvável que esta tendência despareça rapidamente.

Por isso, pode-se desde já tirar duas conclusões. Uma boa e outra má.

A boa notícia, é que o imoral Estado-Social caminha para a bancarrota completa nos próximos 20 a 40 anos. A existência do Estado-Social baseia-se na existência duma classe produtiva numerosa capaz de alimentar a classe parasita (sendo os reformados uma facção proeminente desta classe predadora). Com a diminuição populacional, esta condição não está reúnida.

A triste notícia é que enquanto o Estado-Social não tiver ido para o buraco, e por isso continuar a desincentivar a procriação, e enquanto não houver uma regeneração cultural e ideológica a vários níveis, o povo português está condenado a uma morte lenta.

(Terceira e última conclusão. É bom que os brancos comecem desde já a pensar em fazerem amigos pretos, indianos e muçulmanos. No futuro, pode dar jeito.)

Leituras Complementares:

Velhos e Parasitas, pelo Pedro Bandeira. (Principalmente os links para outros artigos que tratam de questões demográficas).