segunda-feira, 3 de maio de 2010

Psicologia Das Massas

"Poucos de nós conseguem abdicar facilmente da crença de que a sociedade deve de certa forma fazer sentido. A ideia de que o estado perdeu a cabeça e está a punir tanta gente inocente é intolerável. E por isso a evidência tem que ser internamente rejeitada."

~Arthur Miller

Essencialmente, a psicologia das massas, na sua relação com o estado, não é diferente da atitude duma mulher maltratada relativamente ao seu marido/chulo: "Mas ele ama-me! Simplesmente, é um pouco exaltado."

A primeira coisa que é necessário acontecer, para que a justiça triunfe, é uma tomada de consciência por parte das pessoas da triste realidade: o estado é por natureza injusto e opressivo. Só desta constatação, seguida dum profundo repúdio moral, pode nascer a luta anarquista necessária ao restabelecimento da decência e da justiça.

O Arthur Miller, indivíduo acusado de simpatias comunistas (ou seja, de consideração pelo estado-total), não será a melhor pessoa para fazer tais afirmações. Mas estas não deixam de ter a sua validade, independentemente de quem as profere.