quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Rui Carmo: O Caniche da Liberdade (Neocon "Insurgente")



Anda por aí na porco-esfera uma coisinha imoraleca, patética, servil e irritante. Está sempre a ladrar para defender os donos: Israel e o Império americano.

Imoral, porque liberticida e parcial. É incapaz de aplicar aos donos os mesmos princípios de justiça que aplica aos outros. Quando são os outros (nomeadamente, o Eixo do Mal Alargado: Irão, Venezuela, Palestina, Hamas, Coreia do Norte, Zimbabwe) a ameaçar, agredir, e oprimir, são dignos de opróbrio e de escárnio. E até duma santa indignaçao: "Que notícia assustadora!". Quando são os donos a matar, ameaçar, roubar e agredir, não há problema nenhum. Era "necessário", pelo "bem superior", pela "democracia", pela "liberdade", ou lá o que seja que estes neo-conecos decidem instrumentalizar para as suas cruzadas. Um tipo de ratazana que se ofusca pelas nacionalizaçãos do Chávez (ou seja, um simples roubo), mas que não se importa com as guerras do Império (ou seja, matanças em massa). É a isto que se chama de prioridades invertidas.

Imoral, mas mais do que isto, conscientemente desonesta: é uma coisa que sabe muito bem que o seu "programa" é completamente anti-liberal e imoral, mas que decide no entanto promovê-lo, utilizando retórica de "libertação de povos" e assumindo-se como paladino da justiça. Porquê uma tal atitude hipócrita? Porque sim! Simplesmente porque não tem escrúpulos em defender os seus, de qualquer forma, inclusivamente cobrindo-se do manto do Bem para defender porcalhices.

Patética, porque com a sua pancada de judeo-israelófilo incondicional e sistemático, acaba por se parecer com os anti-semitas mais irracionais que por aí andam, e que tanto a assustam. Um anti-semita virado do avesso, de certa forma.

Patética, porque se preocupa mais por Israël do que pelo seu próprio país, considerando inclusivamente que os recursos e as pessoas deste último devem ser utilizados em cruzadas inúteis e irrelevantes do tipo da NATO ou da guerra contra o Afeganistão. Não é a isto que se costuma chamar de "duplas lealdades perigosas"?

Patética, porque nunca é capaz de encaixar duas frases, de completar um argumento, e de produzir um texto com princípio, corpo e fim. Prefere antes contentar-se com um sem-fim de picadelas fúteis cujo objectivo é criar na opinião pública nacional antipatia contra os inimigos dos donos, e promover as guerras abertas e clandestinas destes (para quando uma guerra devastadora contra o Irão, apoiada pelas ratazanas do costume?). Curioso que não haja da parte destes caniches da liberdade tanta preocupação pela liberdade dos próprios israelitas e ocidentais forçados a pagar impostos, sofrer inflação, e guerrear - através do serviço militar obrigatório - para defender os sonhos do Império e os desejos dum Grande Israel.

Patética, porque não tem tomates para assumir claramente o que quer, no fundo do coração: o programa neoconservador. Prefere antes disso criticar as políticas internas dos países potencialmente vítimas destas políticas neoconservadoras, como se o seu objectivo último fosse defender a liberdade destes povos. Sabe muito bem que se exibisse claramente os seus objectivos políticos com todo o seu "esplendor" militarista perdia logo a maior parte da sua credibilidade, e passava a ser visto como o perverso que é. Daí defender a manha da "defesa dos povos oprimidos", que sempre soa bem aos ouvidos dos idiotas facilmente manipuláveis. Os portugueses, quaisquer que sejam os seus defeitos, são hoje em dia maioritáriamente pacíficos e avessos a javardices militaristas. Só a manipulação e a força os pode fazer saír desta positiva letargia, trabalho sujo esse realizado por indivíduos do tipo do Carminho.

Patética, porque quando confrontada com as suas contradições e fraquezas - por exemplo, em comentários de leitores - decide sempre esquivar-se, evitando uma refutação frontal, preferindo antes ironizar, ou responder a uma questão paralela à do interlocutor (fazendo-se de parvo, como se não tivesse percebido a pergunta ou crítica).

Patética, porque esta gentalha, que não tem pruridos em defender constantemente a violência massiva do Império e de Israël, se ofusca quando algum comentador os chama de imorais ou lhes faz uma crítica mais virulenta, sendo que os comentários menos lambe-botas são frequentemente apagados, no blogue, pelo caniche. Grandes e gloriosos defensores do Ocidente são estes que, assumidamente ou não, defendem a morte para os outros, mas que nem têm estômago para encaixar uma simples crítica, umas meras palavras lançadas ao vento.

Patética, porque indivíduos deste tipo que nunca andaram na guerra nem aos tiros com quem quer que seja não têm vergonha nenhuma em defender isso mesmo para os outros.

Servil, porque não perde uma ocasião de defender os donos, mesmo quando eles fazem coisas aberrantes, que só dão vontade de vomitar às pessoas com um mínimo de decência. E porque não perde uma ocasião de lamber os tomates a quem pensa como ela.

Irritante, porque não se cala! Todos os dias põe uma ou várias postas (é caso para dizer), como um cachorro mal treinado que borra a casa dos donos enquanto estes não estão lá. O que é uma pena, tendo em conta que o Insurgente, o blogue onde este artista oficia, até tem lá uns quantos indivíduos decentes.

Em suma, mais um neo-coneco reles a quem deviam pôr um açaime, antes que morda alguém.

Aïe Cão Lindo!

PS: "Insurgente" está entre áspas no título do artigo, pela simples razão de que um verdadeiro insurgente, por natureza, luta contra um sistema opressivo qualquer. Ora os ratos neo-cons, longe de lutarem contra uma qualquer opressão, querem impôr o seu domínio, a sua opressão, a países que não sejam suficientemente dóceis. Querem impôr a ordem dos Estados-Unidos e de Israel (e até por vezes uma "Nova Ordem Mundial" baseada em conglomerados manhosos do género das Nações Unidas). E o seu sistema, além disso, é opressivo para com os ocidentais, pois não é possível o estado ter uma influência militar e diplomática forte no estrangeiro sem consumir ao mesmo tempo os recursos da sociedade na qual se apoia. A guerra é a saúde do estado. Por isso, a haver insurgentes, longe de se aliar a indivíduos deste tipo, têm que combatê-los. São parasitas sociais.

É irónico, portanto, que um blogue "Insurgente" tenha um indivíduo destes lá (e dos mais activos, ainda por cima...).

PS: para observar a desonestidade do invertebrado, e as manhas que utiliza para se esquivar às questões, veja-se por exemplo um post antigo - "Costumes liberais e fait-divers" e os vários comentários que se lhe seguiram. Se isto não chegar, e para quem tenha pachorra, veja-se outros posts da criatura, assim como os "debates" que ocorrem com indivíduos mais pacíficos/pacifistas em termos de política estrangeira (liberais radicais ou esquerdistas, essencialmente) que se oponham às políticas que ela defende.

PS.2: Eis uma foto do caniche: