domingo, 14 de novembro de 2010

Elogio Da Fuga Ao Fisco


Todos os portugueses deviam esforçar-se por fugir ao fisco com vigor e orgulho. Tudo o que contribua para esfomear burocratas liberticidas, intelectuais estatistas, capangas do regime e parasitas arrogantes – todos eles convencidíssimos do seu direito de mamar e controlar – é positivo.

Ninguém devia ter problemas de consciência com isso – bem pelo contrário. Ninguém tem o dever de se deixar roubar; e o imposto é sem dúvida um roubo, o maior que há em qualquer sociedade. Quem devia ter problemas de consciência são os agentes do fisco, os activistas – da esquerda à direita – que defendem esta roubalheira, os governantes, os eleitores que promovem este sistema, os parasitas para os quais o saque vai, e os polícias e guardas que punem os insubmissos.

Só uma questão de prudência deve travar os saudáveis instintos de lebre do português. Há que ter em conta a maior ou menor probabilidade de ser apanhado pelos tentáculos do estado, em função da sua situação pessoal.

A fuga ao fisco não só é boa para aquele que guarda o fruto do seu trabalho, como para a sociedade e a liberdade em geral. Tira força ao actual sistema repressivo, que tudo sufoca através duma teia poderosa de medidas socialistas, burocráticas, corporatistas e pró-bancárias, militaristas, policiais e endoutrinadoras. Esfomeia o estado-previdência, atenuando a desresponsabilização, a dependência e a degradação dos indivíduos que este promove.

A rebeldia fiscal tira à Máfia os seus meios de dominação e de depravação social. É, da parte do evasor, uma forma de ajudar os seus compatriotas. Além disso, como o imposto é por natureza uma violência ilegítima, é não só aceitável resistir-lhe passivamente, como também pela força das armas. Fugir ao fisco deve ser considerado simultâneamente como um direito e como um dever moral: uma actividade nobre que merece a mais ampla aceitação social.

SÊ SOLIDÁRIO: FOGE AO FISCO!