domingo, 26 de dezembro de 2010

Repudiar A Dívida Do Estado


Repudiar a dívida do estado é uma excelente medida para liberalizar a política dum país. Tem várias vantagens:

1. A justiça é defendida. As pessoas produtivas não são forçadas a pagar dívidas que não contraíram de livre vontade. Todos aqueles que investiram no roubo dos seus compatriotas, na expectativa do estado cobrar impostos para lhes pagar de volta os seus empréstimos, perdem a sua aposta. Bem feito.

2. O estado tem muito mais dificuldade em endividar-se, posteriormente. Assim sendo, é forçado a viver com os seus recursos próprios (impostos), não podendo recorrer tão fácilmente a uma política deficitária. Isto significa que o aparato militar, policial, corporatista e socialista é enfraquecido. As pessoas vivem mais livres, e menos dependentes do estado. A sociedade não é oprimida de forma tão forte. Os governantes, assim como as suas clientelas, são pressionados pelos eventos a dar mais liberdade às classes produtivas (menos impostos, menos burocracias, menos monopólios). Só isso permite à produção crescer, produção esta da qual o estado retira o sustento que o alimenta. Numa situação de repúdio, a classe parasita é obrigada a liberalizar a sua política, para não ver os seus rendimentos diminuírem.

3. Sem repúdio, as dívidas acabam por ter que ser pagas: o principal e os juros. Estes custos de funcionamento do estado saem das receitas fiscais que este angaria. Repudiar a dívida, pelo contrário, permite baixar e até suprimir impostos, sem sequer ter que tocar noutros gastos (não-financeiros). Os impostos anteriormente consagrados ao pagamento de volta da dívida podem ser anulados. Mais liberdade.

Em suma, repudiar a dívida é justo, e tem consequências práticas positivas.

Repudie-se. Os credores que fiquem a arder!

Leituras Complementares:

Repudiate The National Debt, pelo Murray Rothbard.