sexta-feira, 15 de abril de 2011

Países Sem Forças Armadas


Miliciano suiço


List Of Countries Without Armed Forces.

Numa sociedade livre, o Estado não tem forças armadas ao seu dispor. Estas, apesar de poderem servir para defender o país de invasões estrangeiras, também podem servir para esmagar a população quando se revolta contra as injustiças do Estado. Além disso, forças armadas estatais têm que ser financiadas pelo imposto, uma extorsão ilegítima.

Para a defesa da pátria, o sistema ideal é aquele em que a população tem o direito de possuir armas, incluindo armas de guerra, e de constituir milícias com as quais pode defender a sua terra em caso de necessidade. Este sistema tem a vantagem de tornar práticamente impossível a repressão da população por parte do Estado, pois é esta que tem as armas, obrigando as autoridades políticas a agir de acordo com um mínimo de apoio popular. Pelo contrário, serve de contrapeso aos avanços liberticidas do Poder, podendo este vir a sofrer uma insurreição ou uma campanha de guerrilha. Um sistema de milícias populares (por oposição ao sistema actual de exércitos permanentes, profissionais e estatais), não sendo financiado pelo imposto, não recorrendo ao serviço militar, tende a ser extremamente pacífico, não dando a possibilidade aos políticos de envolverem o seu país em aventuras militares imperialistas. O seu carácter pacífico faz com que os países vizinhos não se sintam tão ameaçados militarmente, evitando assim escaladas de armamento que podem levar a conflitos desnecessários. É um sistema em que o soldado não vive desligado da vida civil, pois tem de trabalhar para ganhar a vida, sem poder ficar anos a fio nos quartéis a depender do orçamento do Estado. Não vivendo desligado da vida civil, não costuma adoptar os tiques militaristas e agressivos da casta guerreira tradicional.

A Suiça tem um sistema de milícia popular. Não sendo perfeito, é no entanto digno de observação, no contexto militar europeu. Cada homem, após concluir o serviço militar, recebe uma metralhadora que guarda em casa ao longo da vida, em prontidão para o combate. Os soldados profissionais são poucos, e formam simplesmente o embrião das forças armadas confederais, ao qual a milícia se pode juntar em caso de necessidade. Este sistema, desenbaraçado do serviço militar obrigatório, liberalizada a constituição de milícias concorrentes da milícia nacional helvética (por exemplo milícias cantonais ou locais, ou até privadas e associativas), e financiado por contribuições voluntárias, estaria muito próximo do ideal liberal em matéria de defesa militar.

Há que considerar este modelo para Portugal. É um sistema livre e justo, capaz de proteger a segurança dos portugueses, no respeito pelos legítimos interesses de outras nações. Só não é adoptado porque vai contra os privilégios da casta guerreira, e por preguiça intelectual.