terça-feira, 30 de agosto de 2011

Obras Públicas Ilegítimas

Os patos que defendem que o "mercado não é capaz de assumir só por si a construção de infraestruturas rodoviárias, tendo o Estado que suprir esta lacuna" pensam geralmente que defendem o bem comum. Costumam desvalorizar com ar sarcástico a sugestão dos liberais segundo a qual estas necessidades devem ser supridas da mesma forma que tantas outras: por empresários. Na prática, estes chicos-espertos intervencionistas, além de promoverem os crimes indispensáveis à actividade construtora do Estado (impostos e expropriações de terrenos), acabam sempre por promover interesses particulares muito bem definidos - os amigos do Poder: construtoras, bancos e certos proprietários imobiliários - e não o "interesse geral", como pensam. São os idiotas úteis do corporatismo.

Um caso recente posto em evidência pelo grande Coelho da Madeira exemplifica bem essa situação, de forma quase burlesca. Foi construída uma estrada de dois quilómetros, em Santa Cruz da Madeira, que serve sómente duas pessoas: o chefe de gabinete do presidente da câmara, e seu motorista... Aí está o serviço público.

Ao contrário do que se pode pensar, os liberais não estão simplesmente a mandar uma boca para o ar quando defendem estradas privadas. Esta solução tem precedentes históricos, além de ser a única defensável dum ponto de vista teórico. Os argumentos que se dão contra a construção privada e livre de estradas são falaciosos. E é importante salientar que só o mercado livre é compatível com os direitos das pessoas envolvidas - os seus direitos de propriedade nomeadamente.

Para quem esteja interessado em estudar a questão de forma séria e honesta, o melhor sítio para começar é a obra do Walter Block, especialista da questão: The Privatization of Roads and Highways. Ele fornece uma refutação de toda uma série de erros convencionais sobre estas questões.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

sábado, 20 de agosto de 2011

Obras Públicas Legítimas

Habitantes juntam-se e pavimentam as ruas da sua terra com recurso a donativos:


Este é um caso de verdadeiro espírito comunitário. Não foi preciso os ladrões do fisco passarem por ali, ao contrário do que é habitual neste tipo de empreendimentos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Enoch Powell, Profeta

Enoch Powell, o "racista", tinha previsto quarenta anos atrás o que ia acontecer em Inglaterra como resultado da imigração de massa.

Reportagem.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A Marca Dum Homem Livre


Os motins de Londres ajudam os mais ingénuos a tomar consciência duma realidade sempre presente: há no seio das sociedades geysers de merda pura prontos a explodir avassaladoramente à primeira ocasião. Quer seja por motivos raciais, por causa de ideologias maradas, ou por pura inveja e oportunismo, esta imoralidade existe. E mesmo quando não se manifesta em eventos de larga escala, como em Londres, não deixa de ser perigosa ("pequena" criminalidade).

Por isso, os homens inteligentes armam-se. Porque contra um ajuntamento de macacos hostis, ou simplesmente contra um criminoso isolado, não há nada a fazer senão lutar e matar. Só gente patética é que adopta a atitude do "vou encolher-me e ver se eles não me fazem mal". Esta atitude é suicidária.

Convém preparar-se:
Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça.
Federação Portuguesa de Tiro.
Núcleo de Armas e Explosivos da PSP.

E convém lutar ferozmente contra o Estado para que ele acabe com as suas leis liberticidas anti-porte-de-armas. O Estado e a sua polícia, longe de serem vistos como salvadores e protectores, devem ser vistos como uma máfia cúmplice dos criminosos comuns, visto que desarmam o cidadão, assim como o castigam quando ele se defende da bandidagem.

Irónicamente, o povo inglês tem amplas razões legítimas de se amotinar. Mas não desta forma, destruindo propriedade privada em larga escal. E não por intermédio desta gente (a chungaria dos bairros sociais). Deviam antes ser as classes produtivas a revoltar-se contra a polícia, que os desarma, e contra o fisco, que os rouba constantemente para financiar a preguiça da ralé por intermédio do Estado social. Ralé esta que, como forma de agradecimento, os está agora a atacar. Os ingleses são confrontados a uma "revolta" de parasitas, portanto. Devia ser ao contrário.

E incidentemente, a Inglaterra não é o único país da Europa onde faz falta enforcar públicamente uns quantos polícias.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Motins Em Londres

A Inglaterra tem das leis mais repressivas da Europa quanto à questão do porte-de-armas. Grande parte da população apoia isso. Demonstram assim grande imoralidade (porque querem tirar à força os meios de defesa aos seus concidadãos, por intermédio da polícia), e grande ignorância sobre a natureza humana (nomeadamente, sobre a psicologia da ralé, especialmente quando está em bando).

Por isso agora os ingleses que se amanhem. Deitem-se na cama que fizeram. E os portugueses que não se espantem quando (e não se) isto acontecer ao pé da sua casa. A situação portuguesa é parecida, em termos legais e de opinião pública.



Leituras Complementares:
Menos Bófia, Mais Segurança - pelo Pedro Bandeira.
The Case Against Gun Control - pelo David Botsford.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Destruir Freguesias

A fúria do momento consiste em extinguir e fundir freguesias, e até, possívelmente, câmaras municipais. Esta prática centralizadora é justificada com o pretexto do combate ao despesismo do Estado. No entanto, esta justificação é manhosa.

O combate ao despesismo faz sentido. As juntas de freguesia e as câmaras são de facto meros ninhos de boys e "girls" preguiçosos, vivendo à custa dos impostos. E tendo em conta que as câmaras e freguesias são em grande parte financiadas pelo Estado central, é natural que os governantes nacionais as queiram controlar. Mas não se retira daí que se tenha que reduzir o número de freguesias ou câmaras. Para controlar a despesa, basta reduzir as transferências do Estado para as localidades, e deixá-las cortar elas próprias nas suas despesas (nomeadamente, salários de políticos e funcionários locais).Se o problema é um excesso de remunerações, as próprias localidades hão-de diminuí-las quando os fundos escassearem (através de cortes uniformes em todas as rúbricas da despesa, por exemplo).

No ideal duma sociedade livre as pessoas passar-se-iam de câmaras e freguesias, que são instituições estatais e logo, coercivas. Mas no mundo actual, estas instituições existem e exercem certas funções. Funções pacíficas e produtivas (serviços de recolha de lixo, transportes, ajuda aos mais pobres,...), e funções parasíticas e controleiras (burocracias, proibições, impostos,...). A questão no curto prazo, portanto, é a de saber quem vai exercer estas funções, se autoridades locais como agora, ou autoridades centrais (ajuntamentos de câmaras ou freguesias).

Do ponto de vista do bem-estar da população, e do fornecimento de serviços, é melhor que os serviços sejam fornecidos ao nível local. Os habitantes têm mais facilidade em influenciar as autoridades políticas quando estas lhes são mais próximas, quando estas dependem de forma mais premente daqueles que governam.

E também do ponto de vista da liberdade, a descentralização é positiva. Faz com que haja mais concorrência entre câmaras e freguesias. Esta concorrência leva a um aligeirar das burocracias, restrições e impostos, porque confronta as entidades políticas locais para o problema da perca de habitantes (e logo, de poder e de receitas) para outras entidades políticas mais liberais ("votar com os pés").

Tem que se desconfiar de "soluções" vindas de cima (por exemplo, Estado central ou "Tróika" FMI-UE-BCE). O melhor mesmo é respeitar as autonomias e os particularismos locais. O despesismo do Estado central não se combate destruindo freguesias, mas simplesmente... cortando na despesa! Até porque, não havendo baixas de impostos, e sendo os funcionários das freguesias e câmaras extintas reincorporados nas novas entidades políticas fruto das fusões projectadas, não vai haver nenhuma redução da despesa (o suposto objectivo inicial destas fusões). Os recursos vão simplesmente ir para as novas mega-juntas e mega-câmaras, em vez de se dividirem por entidades próximas da população.

Numa luta entre mafiosos locais e bandidos centrais, é geralmente boa ideia apoiar os primeiros. Estes são normalmente menos perigosos do que os últimos. Convém perceber isso, para não cair no erro de dar força aos bandidos grandes sob pretexto de combater os bandidozecos. É legítimo resistir ao parasitismo dos políticos locais, mas cuidado de não deixar esta hostilidade fazer perder a noção das prioridades e dos riscos em presença.