domingo, 16 de dezembro de 2012

O Putedo de Lisboa ©



A classe governante portuguesa é, no total da população, uma pequena minoria. É uma elite. Essa minoria não é completamente uniforme, mas é relativamente homogénea. Tem traços distinctivos que a distinguem do resto da população. É relativamente fácil identificar os seus membros como fazendo parte duma sociedade à parte, uma sociedade dentro da sociedade, um mundo vedado à maioria das pessoas.

Essa classe governante é composta pela cúpula, pelo círculo mais alto, de diversas profissões e funções sociais. Como seria de esperar, encontra-se neste círculo agentes do Estado (o aparato coercivo), mas também membros do sector voluntário (empresas, associações, sindicatos) que são, apesar da sua pertença ao sector civil, promotores, cúmplices e beneficiários das políticas parasíticas e decadentes que afligem o país. Neste círculo de elite vai-se encontrar, tudo ao molho, juízes, procuradores, advogados, jornalistas, artistas, académicos e intelectuais, políticos e activistas, funcionários públicos e burocratas, polícias e militares, espiões e diplomatas, membros de organizações secretas (maçons, bilderbergs), banqueiros, capitalistas, famílias ricas, administradores de grandes empresas (privadas e estaduais), sindicalistas, representantes patronais e dirigentes corporativos (Medicina, Advocacia, Engenharia, etc...). Frequentemente, um indivíduo pertence a várias categorias simultâneamente.

No seio dessa elite, há rivalidade e competição, mas poucas inimizades verdadeiras. Comem todos na mesma manjedoura. Andam todos nos mesmo círculos sociais. Vêem-se regularmente. Têm todos interesses em comum, que transcendem a divisão Esquerda-Direita. Mais específicamente, estão todos em sintonia quanto à necessidade e legitimidade de chular a classe produtiva. Estão unidos no interesse em preservar o Estado. São todos beneficiários de privilégios estatais (monopólios, subsídios, satisfações pessoais advindas do domínio alheio). Só mesmo em situações muito raras é que essa união acaba - guerras civis, por ex.

Essa gente forma a Corte. Uma Corte que é tão Corte como as de antão, apesar do Rei já não exisitir. Uma Corte que, como qualquer outra, usa principalmente da violência e da manha para satisfação das suas necessidades e desejos. Uma Corte que, em suma, se opõe ao campo, ao país, à classe produtiva, e cujos interesses são opostos e incompatíveis com a sociedade que suga. Essa Corte é, em suma, um corpo parasita. Uma classe à parte.

Nessa elite podre, a grandeza de alma, o espírito de sacrifício, a honestidade, a verdadeira inteligência, a defesa do belo, o sentido de justiça, o amor à verdade, são a excepção. Não é o caso de se dizer que essas virtudes são pouco frequentes. São literalmente a excepção. Essa elite não é, portanto, uma elite natural que se distinga por qualidades superiores. É uma falsa elite, uma elite imoral, uma elite desprezível. É uma elite maléfica. Mas é essa gente má que governa, que manda. O Mal triunfa. A triste e avassaladora verdade é que o Mal está aos comandos do Estado, da cultura, das corporações de toda a ordem, logo, da sociedade.

Veja-se as ideias, as atitudes e as características dessa gente, para dissipar quaisquer dúvidas a seu propósito.

AMBICIOSOS:

Antes de mais, são sedentos de poder, de dinheiro, de honras, e de sexo. Sobretudo de poder. Do mesmo modo que um homem perverso gosta de brutalizar as mulheres na cama, esta gente entesa com o facto de dominar os outros. Esse gosto de poder é desprezível, e um mal em si, porque o poder é por natureza ilegítimo: é dominação coerciva, não aceite. Também o desejo de honras é fútil. Quem dá essas “honras” é uma gente reles (políticos, putedo da Cú-ltura). Querer agradar-lhes é um sinal de fraqueza moral, e até mental. Quanto ao sexo e ao dinheiro, a sua busca pode até certo ponto ser compreendida (é preciso viver, é preciso reproduzir-se, e não há mal em divertir-se), mas sempre com moderação. As pessoas de bem, as pessoas com um pouco de moral e de religião sabem que essas coisas devem ser tratadas com calma, sem exageros e sem ganâncias excessivas.

Estas ambições doentias provêm frequentemente de mágoas de juventude que não se soube ultrapassar de forma positiva (pobreza, falta de sucesso com as raparigas, etc...). Independentemente disso, não são respeitáveis.

AMIGOS DOS AMIGOS:

Conhecem-se todos. Andaram todos nas mesmas escolas, nos mesmo círculos sociais. Desde pequenos. E são nepotistas até à ponta dos cabelos. Até certo ponto isso é natural. No mundo das empresas, das organizações e do Estado, enche-se as vagas e as posições hierárquicas com os “seus” antes de mais (familiares, amigos, partidários). Porque alguém tem que ocupar esses lugares, e os nossos têm tanto “direito” como os outros. O problema não está tanto no “tribalismo” (que é uma característica da natureza humana), mas nas consequências que tem num sistema político altamente centralizado e poderoso como o nosso. Num sistema desses, com os impostos, controlos e monopólios que o caracterizam, esta promiscuidade tribal significa que são sempre os mesmos a mamar, e sempre outros, a maioria silenciosa e impotente, a serem chulados para sustentar o conforto e o prestígio dos seus lordes. Sob a aparente capa da “renovação democrática” e da “igualdade cidadã” face ao poder (o “livre acesso” às funções do Estado), esconde-se na realidade uma dominação tribal, com uma classe parasita relativamente homogénea e fechada. Isto vê-se por exemplo com famílias influentes e poderosas que passam de geração para geração, e até de regime para regime (os Relvas, os Soares, por exemplo). Esse elitismo não é completamente natural. Deve-se em grande parte a barreiras legais liberticidas e ilegítimas. No fundo, está constituída uma certa aristocracia.

Além do mais, essa promiscuidade pode envolver muio mais do que uma simples solidariedade para facilitar a obtenção de trabalho ou de subsídios. Pode envolver cumplicidade activa para o crime. Envolver o encobrimento e a facilitação de crimes graves por parte de juízes, políticos e jornalistas (casos de pedofilia, por exemplo). Aí, já se entra no domínio do inaceitável.

ANTI-RELIGIOSOS:

As elites têm desprezo pela religião. Desprezo e ignorância (o que lhes impede de defendê-la, mesmo quando ela o merece, o que é o caso dos valores do Cristo). Mais do que isso, têm-lhe frequentemente um ódio visceral, principalmente a religião católica, que é a tradicional do nosso país.

Isso deve-se a vários factores, e revela muito sobre as nossas elites. O principal é o seguinte: a fé e tradição cristã defendem os valores imutáveis do Bem (independentemente da maior ou menor perversão dos membros do clero). As teorias da Igreja são um contrapeso ao Estado omnipotente (vide Bertrand de Jouvenel, “Du Pouvoir”), e como tal, os seus agente ressentem-na. Quem tem fé sabe que está sempre debaixo do olho duma Potência superior, e isso torna humilde, capa a soberba dos arrogantes.

Daí os conflitos entre os reis e a Igreja, e também entre os movimentos socialistas e a Igreja, a partir do século XIX (movimentos socialistas estes que pelo seu desprezo da propriedade privada e do mercado livre só podiam assumir um carácter totalitário ao qual a Igreja se oporia). Daí o surgimento da maçonaria, cujo trabalho histórico, por todo o lado (França, América, Portugal, México, Califado) foi o derrube de regimes sob influência religiosa (a aliança do Trono e do Altar).

A Igreja, além disso, a nível dos costumes, sempre defendeu uma tradição constructiva, que permite o crescimento e a prosperidade da sociedade. Sempre promoveu o casamento (e o que vai com ele: a autoridade do homem sobre a mulher, assim como a defesa da verdadeira função social da mulher, a reprodução), o valor da vida (oposição ao preservativo, ao aborto), e sempre se opôs a perversões morais como a homossexualidade, o divórcio e a fornicação. É por isso que as elites, principalmente as “elites” de Esquerda, que banham nessas práticas (e até outras piores, como a pedofilia e os rituais satânicos assassinos), e cujo relativismo moral pretende dar a essas práticas o mesmo valor que às práticas familiares e sexuais tradicionais, têm um ódio de morte à Igreja.

A Igreja diz a verdade ao Diabo, e esse estrebucha. Há portanto que desconfiar de gente visceralmente anti-religiosa ou anti-clerical. É quase sempre uma gente reles. Uma gente perdida, literalmente, no sentido religioso da palavra. A fé cristã torna as pessoas mais humildes e generosas, e por isso, uma pessoa de bem, mesmo que não acredite em todos os dogmas da Igreja (milagres, histórias da carochinha,etc...), sabe ver o valor da fé no bem-estar da sociedade. Sabe ver, além disso, que a decadência demográfica que se tem verificado no Ocidente se deu paralelamente à rejeição da fé e da moral tradicional, o que não é um acaso.

ARROGANTES:

Por ideologia (ideologias estatistas, logo apologistas da dominação dos poucos sobre os restantes), por viverem desde a infância em meios parasitas, e por inclinação própria, as elites são muito arrogantes. Vêem e tratam a sociedade como o seu domínio (o que é na prática, se bem que não em bom Direito). Defendem práticas liberticidas que os beneficiam, sempre à custa dos outros, como é óbvio, com o maior desplante e a maior falta de vergonha na cara. E tratam com escárnio e humilhação (processos, fisco, assassínios) qualquer pessoa que, defendendo os seus legítimos interesses, se lhes oponha.

Pense-se por exemplo nos cabrões que têm servido de presidentes da Ordem dos Curandeiros ou dos Palradores. Não há um único que tenha defendido aquilo que realmente poderia melhorar o bem-estar da população: a abertura à concorrência da sua profissão. Bem pelo contrário, fazem tudo para restringir o acesso a esta, através de lobbying político, afim de beneficiarem de rendimentos monopolísticos à custa dos pacientes e clientes.

Também são arrogantes porque têm todos os meios de controlo do seu lado: a polícia, o dinheiro, as leis. Dessa forma, ráramente levam um tiro nos cornos, ou umas cacetadas no focinho. Se porventura levarem, aproveitam o facto para se victimizar, em vez de admitir de forma adulta os seus erros. Tendem a esquecer-se que, também eles, são uns simples homens. Que também eles tinham burbulhas na adolescência, e eram uns punheteiros patéticos.

BANANAS:

As nossas elites podres são muito bananas. Ráramente tomam uma decisão dura, ráramente tomam posições francas. Não batem com o punho na mesa, sinal que estão perfeitamente conformados com a situação vigente. Não são homens viris, com colhões. Pense-se só no arquétipo dos bananas, o Cavaco Silva, um presidente de “Direita” que aprovou mais de 90% das medidas do seu primeiro-ministro Sócrates, de Esquerda. Um presidente-anedota desses, incapaz de pôr na ordem quem quer que seja, só era possível num país de bananas como é Portugal.

Como é óbvio, um homem da verdadeira elite, da elite natural, não é banana. Tem tesão, firmeza e coragem para dizer as verdades e pegar o touro pelos cornos. Não tolera o mal, combate-o. Sabe que há domínios em que não se deve fazer concessões, nem negociar.

É a Direita que produz o maior número de bananas. São constantemente enrabados pela Esquerda, mas nunca têm coragem, quando chegam ao poder, de rasgar o que essa fez. Aliás nem quando têm capacidade para travar a Esquerda o fazem. Vide Banana-Silva.

BROCHISTAS:

Estão dispostos a todos os agachamentos para chegar ao poder. A mudar de opiniões em função do clima de opinião pública, ou da vontade do chefe. A esconderem o que pensam. A dizer coisas incompatíveis a plateias diferentes. Há prova mais clara da sua baixeza do que essa propensão quase cómica a rastejar perante outros homens, só para que lhes lancem um croquete?!

BURROS:

Há muito burro nas nossas elites, principalmente à Esquerda. Essa burrice é profunda, genética. Essa gente tem uma grande dificuldade com os números, com a lógica, com o pensamento abstracto. Como fazem parte dos bons grupinhos, como têm o bom Pedigree, e como o sector do Estado não precisa de gente competente, visto que vive do racket fiscal), lá se vão mantendo em posições de chefia, apesar da incompetência. Mas só dizem merda, só fazem merda. E fazem figuras tristes à hora do telejornal.

CHICOS-ESPERTOS:

Essa gente é duma pequenez moral impressionante. Quando confrontados pela sua imoralidade, usam de todos os estratagemas para se defenderem, excepto reconhecerem os seus crimes e manhas, ou responderem francamente aos seus críticos. Armam-se em ingénuos, em sonsos. Dilatam processos com manhas processuais. Vitimizam-se. Põem as culpas sobre pessoas alheias, os próprios amigos às vezes. Desresponsabilizam-se.

De fraqueza em fraqueza, de manha em manha, acabam por criar uma sociedade em que eles próprios se tornam vítimas das leis e dos exemplos que criaram.

CÍNICOS:

As nossas elites podres são cínicas, no mau sentido da palavra.

Há um cinismo que é simplesmente um realismo, uma consciência das motivações íntimas das pessoas (políticos, mulheres, judeus, patrões, religiosos, etc...), que são geralmente bem porcas. Qualquer pessoa com um pouco de experiência de vida se torna cínico, nesse sentido. O que é perfeitamente normal e aceitável. É o cinismo bom.

Por outro lado, há um cinismo que advém duma generalização abusiva do cinismo realista anterior, e que usa essa desconfiança como justificação para o crime e a imoralidade. Esse cinismo imoral não acredita que as pessoas possam ter boas intenções. Pior do que isso, também rejeita os próprios valores da sociedade sobre a qual se exerce. Mesmo os seus bons valores. O cínico imoral, por isso, tende a gozar com pessoas puras e inocentes, e em geral, com aqueles que defendem o bem. Além disso, a sua descrença na existência de valores universais e bons, a sua amoralidade, leva-o à imoralidade. Como não acredita em princípios, não limita a defesa dos seus interesses por nada além da sua conveniência. O cínico imoral é, portanto, uma pessoa perigosa.

COBARDES:

As nossas elites não têm coragem moral. Não têm coragem de defender posições justas que vão contra a maré. Isso porque têm medo da solidão e do ostracismo que essa atitude de justiça e de verdade acarreta. As nossas elites querem antes de mais nada dinheiro, poder, sexo e conforto. Ou sejam, são porcos que querem empanturrar-se e chafurdar na lama. E essa fraqueza não lhes permite defender uma visão, um princípio, com constância e determinação. São poucos mais do que animais. Sabem que mal saiam do muito pequeno consenso ideológico-político-cultural que governa a nossa sociedade, perderão o emprego e o “prestígio”, tendo que começar a trabalhar no duro, longe das facilidades da Corte.

Essas elites também são cobardes a nível físico. Não têm coragem nenhuma para a porrada, salvo raras excepções. Mas isso não as impede de mandar os outros para a matança, a maior parte do tempo por razões fúteis (geostratégia de algibeira), em vez de reservar isso para coisas essenciais como a defesa da pátria.

CONSPIRATIVOS:

As elites são conspirativas. Não são francas, abertas, claras. Por temperamento, mas também por necessidade: aquilo que defendem é mal (opressão, decadência) e por isso têm que trabalhar na sombra. Fazem as coisas pela calada quando não podem fazê-las abertamente. Pense-se simplesmente na penetração completa do Estado (justiça, polícia, política, secretas) pela maçonaria. Ou pense-se nesta mania de pertencer a organizações internacionais mais ou menos secretas (Bilderbergs, Council of Foreign Relations, Trilateral Commission), financiadas por ricaços manipuladores (famílias Rockefeller), que certamente não terão o melhor interesse das nações do mundo a peito. Pense-se na falta de imparcialidade dum juiz maçom a julgar outro maçon num caso qualquer que o envolva.

Este espírito conspirativo, quando não é perigoso, é ridículo. Até políticozinhos de província têm tiques desses. Quem já observou “notáveis” locais sabe que passam muito tempo juntos, no café ou em casa uns dos outros, a planear “ofensivas” contra os adversários, e a tentar controlar os mais novos que entram em política, de medo que lhes tomem os tachos. É uma gente sem noção do rídiculo, que age a nível local como se estivesse a fazer grande política internacional.

CORPORATISTAS:

Sempre. Quer sejam funcionários do Estado, ou membros de alguma corporação privada privilegiada por este, defendem sistemáticamente os seus privilégios, mesmo que para isso se tenha que foder o povinho à grande e à francesa, com impostos, com monopólios, com burocracias, com inflação e com guerras. Não há nem um com sentido de justiça, capaz de se abstrair dos seus interesses particulares.

CORRUPTOS:

São corruptos a vários níveis. Corruptos em termos económicos, primeiro, e como é óbvio. Gostam de usar do dinheiro do Estado, extorquido aos contribuintes, em benefício próprio. Para isso, arranjam toda a espécie de esquemas e evasões. Gostam, no processo legislativo, de se deixar comprar por interesses particulares, em troca de subornos e tachos futuros.

Isso mostra cláramente que não acreditam nas tretas que nos servem para justificar a extorsão fiscal que nos impõem (“é preciso pagar impostos para financiar os serviços públicos dos quais beneficiam”). Nem nas balelas que nos servem para justificar leis mesquinhas cujo único objectivo é beneficiar os interesses organizados (“estamos aqui para promover o bem público”). Também mostra que ninguém devia hesitar em fugir ao fisco e a leis injustas, se é que pode fazê-lo sem grandes riscos. Não há obrigação nenhuma de alimentar chulos.

A personagem mais marcante desse tipo de pessoa, a ilustração de nível académico, é o Mário Soares, cuja gula até se reflecte no físico e na cara.

No fundo, e principalmente, são moralmente corruptos. Defendem toda a violência e todo o crime do Estado porque dele beneficiam, ou querem vir a beneficiar. Não é princípios que os move.

CULPADOS:

O povo é burro e imoral. Mas não é ele o principal responsável pela situação do país. São as elites, pela defesa intransigente dos seus privilégios e das suas taras, ao puxarem sistemáticamente por mais poder, que são as principais responsáveis pela pobreza e imoralidade que vigora.

CÚMPLICES:

Quando um deles faz crimes, calam-se sempre, protegem-no, mentem descarádamente para safá-lo. Matam testemunhas problemáticas se for preciso.

DECADENTES:

É bom olhar para a vida privada das elites, porque é muito mais importante do que habitualmente se reconhece. É um erro a não cair o de pensar que só as opiniões políticas e as acções duma pessoa contam.

Em primeiro lugar, uma pessoa imoral na vida privada, com pessoas que lhe são próximas, difícilmente o será com pessoas afastadas. Depois, muitas vezes, estas elites não só têm estilos de vida decadentes (divórcio, não-casamento, échangisme, abortos, paneleirice, ausência de fílhos, blasfémia, anti-religiosidade maçónica, etc...), como ainda por cima os promovem. Comportamentos e características dessas são frequentíssimos no parlamento, por exemplo. Isto mostra bem que esta gente não é apta a governar. Não é apta, porque não tem dentro de si esta vontade fundamental para a sociedade, que é a vontade de transmitir algo para o futuro (o sangue, o nome, os valores, a fé). São hedonistas que vivem no presente. É isso que significa ser-se decadente. E como nem sequer para si têm vontade de viver (viver no sentido lato do termo: transmitir a vida, crescer, prosperar), estão-se completamente marimbando para o triunfo da sociedade em que vivem. Não têm força interior para defender os bons costumes, as boas instituições e as boas leis. Mesmo que não sejam abertamente hostis a esses valores, são necessáriamente mais tolerantes com certas práticas.

O mau, portanto, não é só essas elites serem degeneradas, mas sim o facto de terem o poder. Se não tivessem o poder eram muito menos perigosas, e muito provávelmente, nem eram elites. O problema com a presença de gente decadente nos comandos da sociedade é que isso leva a que o Estado, os meios de comunicação, a cultura e as leis, em vez de defenderem os bons valores tradicionais (incluindo a religião), usem de toda a sua força para atacá-los. Quem estuda um pouco a história da maçonaria e da Escola de Frankfurt vê esse processo em marcha, ao longo dos últimos dois séculos. E duma forma intencional, ainda por cima. Essa gente não vive os bons princípios, a maior parte do tempo não acredita neles, e por isso é improvável que os defendam. O que é provável, óbviamente, é o contrário: que os encarem como inimigos.

O caso é particularmente anedótico em certos partidos como o Partido Popular, que é chefiado por um paneleiro, e cuja bancada parlamentar tem lá uma boa dose de picolhos. O caso é irónico, porque é suposto o PP ser o partido conservador, o partido reaccionário, o partido que faz oposição aos “avanços” marados da Esquerda, ao nível da economia e dos costumes. Ora como é óbvio, essa gente não tem hipótese nenhuma de fazer esse trabalho, pela simples razão que tem telhados de vidro. Maçons paneleiros de Lisboa não têm os mesmo interesses do que burgueses católicos de província.

Além disso, como bons paneleiros decadentes que são, nos momentos em que há combate, em que é preciso tomar uma posição e sofrer as consequências, dão sempre o cú, aceitam sempre um compromisso, arranjam sempre uma esquiva, fazem sempre uma concessão em nome da “paz social” e do “interesse da comunidade”, para evitar o conflito aberto. Agem como mulheres (as mulheres falhadas que, como paneleiros, são). Como as mulheres, estão mais interessados em manter a harmonia da comunidade, e limitar-se à politiquice, do que em desencadear as rupturas que se impõem. É por isso que o PP, quando está em coligação com o centrão, acaba sempre por aprovar todas as javardices que este faz (aumentos de impostos, por exemplo), apesar disso ir contra as aspirações do seu eleitorado. Não o fazer implicaria fazer cair a coligação, e não mamar mais. Implicaria provávelmente perder as próximas eleições. Implicaria entrar na oposição, na resistência. É mais confortável ser a mulher/parceiro do PSD.

DESONESTOS:

Essa gente é duma grande desonestidade.

Para começar, não cumprem as suas promessas.

Segundo, são intelectualmente desonestos. Nunca aplicam os princípios gerais que defendem ao seu caso particular, ao caso da sua classe. Quando confrontados com a sua desonestidade, fazem-se de sonsos, ou perdem a coerência. Por exemplo, é possível que um advogado, convidado para uma plateia de televisão, defenda mais competitividade para a economia portuguesa. Mas se lhe pedirem se ele está de acordo para abrir à concorrência a profissão de advogado, é provável que arranje imediátamente toda uma série de argumentos tretosos para justificar a manutenção do status quo monopolista, e até para reforçá-lo.

ELITISTAS:

Essa gente vive numa bolha. São um pouco inconscientes, vivem desconectados da dureza da vida. Passam vidas inteiras no colo do Estado (escola, função pública, reforma). Muitas das vezes, já vêm de famílias do funcionalismo (professores, militares), ou de profissões super-privilegiadas e super-protegidas (médicos, engenheiros, advogados). Por isso, a sua educação esteve em consonância desde o berço com os interesses da classe mamona. Está-lhes profundamente entrincheirada no corpo. Nunca tiveram que trabalhar no sector privado, no sector desprotegido, isto é, no sector produtivo. Não sabem o que é ser um pequeno empresário, um garçon de café, uma empregada doméstica. Sociológicamente, são parasitas. Mais do que isso, como elites que são, são o topo da classe parasita, e isto ainda os afasta mais do homem do povo.

Isso afecta-lhes a cabeça. A dada altura, deixam completamente de ter noção que vivem à custa dos outros, e que têm que ter um pouco de decência e de contenção com o hóspede do qual vivem. Têm mentalidade de parasitas descomplexados. Passam a confundir os seus interesses de parasitas com os interesses do país. Perdem a vergonha. As discussões orçamentais, repetitivas, são o exemplo mais claro desse fenómeno. Aí, a distinção clara entre pagadores de impostos e comedores de impostos, entre sector privado e Estado, é clara, para uma pessoa mínimamente lúcida. É óbvio que o Estado vive à custa do sector privado. Mas a discussão é sempre posta noutros termos. Sempre que há necessidade de cortar na despesa, e logo nos salários da função pública, isso é sempre assinalado como uma “destruição da economia”. O que é exactamente o contrário da realidade: quanto menos recursos forem para o Estado, mais haverá para a “economia” (o sector privado). Tenta-se confundir os interesses incompatíveis da classe parasita e da classe produtora para, óbviamente, foder mais e melhor estes últimos.

FINOS:

Essa gente é mundana. Gostam de ser “in”, de fazer parte de grupinhos. Armam-se em modernaços, gostam de cag-arte moderna, de “arquitectura” moderna. São superficiais, nas amizades, nos gostos. Não são pessoas simples. Apesar de defenderem toda a espécie de filho-da-putices satânicas (guerras, impostos, monopólios, controlos, traições), chocam-se muito quando encontram uma pessoa mais básica a dizer-lhes as verdades com termos menos floridos, mais injuriosos (como eles merecem). Em suma, são umas putas finas.

HIPÓCRITAS:

Não há mais hipócrita do que um político, e em geral, do que as falsas elites que governam a sociedade. Isso até se lhes vê na cara quando eles falam.

Um hipócrita é alguém que defende valores nos quais não acredita, e aos quais não pretende aderir. É uma espécie de mentiroso.

As elites, na prática, são sempre hipócritas. Não podem defender os valores comuns da sociedade (não matar, não roubar, não agredir, não dominar), sem caírem nesse pecado. De facto, o que as elites defendem é sempre uma forma ou outra de estatismo, ou seja, de crime (impostos, guerras, monopólios, proibições). Um juiz que num dia penhora os bens de alguém que fugiu ao fisco não pode, noutra ocasião, condenar um ladrão de supermercado sem demonstrar grande hipocrisia.

INCESTUOSOS:

É tudo farinha do mesmo saco. Esquerda e Direita. São incestuosos, no sentido que casam todos entre eles, vivem entre eles. Mais do que isso, são ideológicamente incestuosos. Partilham das mesma concepção do Estado e da sociedade: são social-democratas, corporatistas, europeístas, atlantistas. A diferença entre partidos deve ser vista como se veria uma rivalidade pelo poder dentro da Máfia. São famílias diferentes da máfia, mas têm em comum o desejo de saquear os que não fazem parte dessa máfia.

INJUSTOS:

As elites podres são injustas por natureza. Quem faz parte do topo da hierarquia parasita que domina a sociedade só pode ser injusto. Para lá chegar é preciso cometer muita imoralidade. É uma gente que não tem sentido de justiça. E como não sofrem as consequências das suas acções, não tendem a melhorar. O seu conceito de “justiça” é tribal. “O que beneficia os meus, e o meu cú, é bom. O que faz sofrer os meus é injusto.”

IRRACIONAIS:

Em geral, as elites são racionais naquilo que toca aos seus interesses. Ráramente fazem algo que ponha directamente em causa os seus rendimentos e o seu poder. Dito isto, nem isso é garantido. Nalgumas ocasiões, tomam decisões que os levam, assim como as sociedades que governam, à perdição e à destruição. O caso mais típico é o das guerras, que levam à perca de independência e a mortes massivas (vide o caso da Alemanha, da Polónia, da França, durante a Segunda Guerra Mundial), até no seio das próprias elites.

Também a nível intelectual tendem a ser irracionais. Um pouco por desonestidade, um pouco por interesse, um pouco por burrice, um pouco por incapacidade e um pouco por ceguice, defendem tretas ideológicas (keynesianismo, marxismo, outros “ismo”) cheias de buracos intelectuais e nocivas.

MANIPULADORES:

Essa gentalha é maquiavélica, muito calculadora. Não age espontâneamente, de forma pura. Calcula tudo. Trair pessoas, promessas e princípios não é, para essa gente, uma escolha moral. É um cálculo de interesses, uma avaliação das forças em jogo.

Eles gostam de utilizar as pessoas de forma falsa, em proveito próprio, fazendo-lhes crer que têm os seus interesses a peito. Gostam de montar pessoas umas contra as outras, de dividi-las, para que não se unam numa resistência comum ao manipulador e opressor.

MAUS:

ESSA GENTE É MÁ. ANTES DE MAIS DE NADA, E ACIMA DE TUDO, É PURA E SIMPLESMENTE MÁ.

SÃO PESSOAS RUINS. NÃO TÊM AMOR AOS SEUS. NÃO TÊM AMOR AO SEU PAÍS. NÃO TÊM VALORES. NÃO TÊM BONS SENTIMENTOS. NÃO TÊM CORAÇÃO. SÓ TÊM INTERESSES E MANHAS. SÓ ASSIM SE EXPLICA TANTA MENTIRA, TANTA MALDADE, TANTO MATERIALISMO EM TUDO O QUE FAZEM, TANTA LEIZINHA MESQUINHA E INTERESSEIRA.

MENTIROSOS:

Face a ladrões, face a gente má, face a gente curiosa, é legítimo mentir. Há ocasiões em que esse comportamento não é repreensível, ocasiões em que é compreensível. Mas a maior parte do tempo, a mentira é um mal. Traz injustiças e sujeira no seu seguimento. Quebra a harmonia da comunidade. Trava o seu bom funcionamento. Provoca a discórdia. Por essa razão, as pessoas de bem não gostam de mentir. Sabem que mentir é imoral, e que na verdade e na franqueza se vive mais tranquilamente. Não mentem por iniciativa própria.

O facto das nossas elites serem compulsivamente mentirosas, patéticas de tão óbvias, ilustra bem a sua pequenez.

OPORTUNISTAS:

As elites são completamente oportunistas. São equilibristas, calculistas, viscosas. Não têm força interior. Não têm espinha, porque não têm outra missão senão a defesa dos seus interesses.

PARASITAS:

Sendo o Estado uma organização coerciva, separa a sociedade em duas categorias: os vencedores e os vencidos. Com o Estado, a sociedade deixa de se reger únicamente por relações voluntárias, e passa a ter um elemento de predação. As elites podres são, a todos os títulos, parasitas. Primeiro, porque defendem leis e práticas parasitas. Segundo, porque beneficiam delas. Terceiro, porque as aplicam.

PROVINCIANOS:

Muitos, na elite podre, são dum provincianismo sem limites. Não gostam do seu país, e muito menos da sua terra. São atraídos por Lisboa, e até por outras cidades “brilhantes” e “modernas” (Londres, Paris, Nova-Iorque), como as moscas pela merda. Para alcançar esses lugares de elite (não só em termos geográficos, mas também em termos sociais), estão dispostos a todas as traições, a todos os abandonos. Estão dispostos a desprezar as tradições e os costumes saudáveis do meio em que nasceram. A mudar a forma como se vestem, até como falam. Tudo isso para poderem entrar noutros círculos mais “modernos”, mais “progressistas”, mais “respeitáveis”.

O melhor exemplo de provincianismo português é-nos dado pelo Sócrates, que da província, foi para Lisboa, onde chegou a primeiro-ministro e fodeu o país bem fodidinho durante mais de quatro anos, tendo-se de seguida refugiado do desprezo popular em Paris, vivendo agora uma vida vazia de lorde corrupto, com rendimentos tirados não se sabe de onde.

Um homem sério, à medida que amadurece, aproxima-se cada vez mais da sua terra. Não da Conchinchina.

RIDÍCULOS:

Infelizmente, o ridículo não mata. Bem precisávamos de ver um ou outro canalha da elite morrer de vez em quando.

As elites conseguem dizer e fazer as maiores asneiras, com a maior cara de pau. Não têm noção do ridículo. Pense-se em notáveis locais a participar em “sessões solenes” duma qualquer Confraria do Bacalhau ou do Leitão Assado. Pense-se no grotesco das cerimónias maçónicas, com o pessoal vestido de avental (especialmente tendo em conta que essa gente goza com tudo o que tenha a ver com a Igreja, nomeádamente o seu cerimonial). Pense-se na palhaçada democrática. Nas fanfarronadas das sessões parlamentares, e nos egos balofos dos deputados a pedirem a palavra para defenderem a sua “honra” (de putas carreiristas). Pense-se na treta dos debates, com a sua pseudo-busca da verdade. Pense-se na palhaçada que é, em si, o princípio democrático, que afirma que o que uma maioria deseja é bom (ou seja, “princípio” esse que é uma falta completa de ideias concretas sobre o bom, o bem e o belo).

E depois pense-se bem que são esses palhaços que nos governam.

RUINS:

As elites são pequeninas no dia-a-dia. Fruto da sua ausência de objectivos nobres, são ruins e vingativas. A sua falta de idealismo obriga-as a ficar-se pelas coisas corriqueiras do quotidiano.

SATÂNICOS:

Quem se ataca sem fraqueza ao estudo das elites acaba por descobrir coisas própriamente horríveis. Níveis de depravação inimagináveis. A palavra certa, face a isso, é a seguinte: satanismo. Coisas que, à primeira vista, parecem saídas de filmes de horror. Coisas que, de tão improváveis, parecem grotescas. Coisas que, quando contadas aos “leigos”, dão reputação de maluquinho a quem as desvenda. Mas essas coisas existem mesmo, e certas elites banham nelas. Pode-se ser incrédulo a priori, mas só se não se investigou o assunto.

Certas elites participam em “missas negras”, em que se adora o Diabo.

Por todo o Ocidente, há casos de redes pedófilas com protecções e participantes a alto nível (maçons, juízes, polícias, políticos). Investigue-se as histórias na Bélgica, na França, na Inglaterra. Nestas sessões de pedofilia, as crianças são violadas, torturadas e mortas. Os encontros, muitas vezes, são filmados. Quem investiga esses casos é morto (polícias até!), demovido, promovido para longe, preso por ninharias. As investigações bloqueiam por pressões vindas de cima.

No domínio da guerra, os governos provocam, por intermédio dos serviços secretos e de grupos armados e terroristas por eles controlados, falsos pretextos para a guerra. Com as mortes e a destruição que isso provoca. Através de inúmeras provocações, levam o inimigo a atacar primeiro, para ter um pretexto de iniciar uma guerra, e “argumentos” para atiçar o espírito combativo do povo. Nesses jogos sujos, usam das suas tropas como engodos, sabendo que vão ser destruídas (Pearl Harbor). Também usam de agentes provocadores e de ataques sob falsa bandeira para levar à guerra civil facções duma mesma comunidade.

A nível alimentar ou médico, promovem produtos e medicamentos que sabem pertinentemente ser perigosos, e forçam o seu uso sobre a população através do Estado (subsídios, monopólios, distribuição nos hospitais públicos).

Em termos de justiça, são muitos os homens e as mulheres que foram injustiçados, que foram presos injustamente, por culpa de polícias, juízes e procuradores imorais que sabiam da sua inocência, mas que por alguma razão se queriam desfazer deles (rivalidades amorosas, por exemplo).

Quem é capaz de fazer tanto mal aos da sua própria tribo, às crianças e aos fracos, ao mesmo tempo que pretende protegê-los, é própriamente satânico.

TRAIDORES:

As elites, por serem ambiciosas, estão sempre dispostas a trair os seus. Fazem-no para subir na hierarquia social, ou simplesmente para manterem os seus tachos. Para subir, apoiam-se numa certa base. Mas uma vez que chegam a uma certa “altura”, têm que agradar a lóbis rivais, para alcançar outros patamares. Às vezes, nem o fazem por ambição, mas simplesmente por atracção parola pelos “círculos” superiores. Deixam-se corromper pelos círculos em que andam, fazem amizade com representantes de interesses alheios, e deixam de ter garra para combater pelos seus.

É a partir daí que entra a traição. Trair os da sua terra, para ser bem visto em Lisboa (destruição das pescas e da agricultura de cidades de província por deputados eleitos pelo próprio círculo, para aplicar burocracias europeias). Destruir a independência do seu país, para agradar ao Império americano (base das Lajes, seguidismo carneiro à política estrangeira da NATO). Atacar os contribuintes que o elegeram, para ter um lugar no governo (versão Paneleiro Portas). Dar subsídios aos bancos para os compensar por percas que são da sua responsabilidade, enquanto se corta nas reformas e nos subsídios para paralíticos (versão Esquerda traidora). Promover a fusão de freguesias e concelhos depois de, enquanto nortenho, ter criticado o excesso de concentração do poder em Lisboa (versão traidor minhoto Carlos Abreu Amorim). Etc, etc...

O facto das elites estarem sempre dispostas a traírem os seus apoiantes, os seus próprios compatriotas, as terras onde foram criadas, mostra bem quão reles são. De facto, a tendência natural das pessoas é pelo contrário de defenderem tribalmente os seus. Uma tendência protectora que, aliás, o homem sábio deve temperar por um certo sentido de justiça. Ao traírem os seus, mostram bem que os desejos reles têm tanta força no seu peito que até o seu próprio clã estão dispostos a esmagar para subir na vida. São piores do que criminosos que se atacam ao “estrangeiro”, ao inimigo, ao rival. São criminosos contra os seus. São particularmente depravados. E merecem por isso todo o nosso desprezo.

TRETOSOS:

As nossas elites são muito verbosas. Falam, falam, falam, mas não dizem nada. Engonham. Se entesam, não esporram. Não vão ao essencial, porque para fazê-lo teriam que atacar realmente a estrutura social existente, o que necessitaria da sua parte uma independência, uma inteligência e uma coragem que não têm.

Além de verbosos, são uns pseudo-rebeldes. Quer sejam jornalistas burros e irritantes, ou esquerdistas mentalmente adolescentes, a sua rebeldia nunca passa além do espectáculo. O jornalista pode atacar uma pessoa ou outra, mas quase nunca ataca o Estado em si, e as teorias que justificam as políticas que aplica. Intelectualmente, não vai ao fundo das coisas. Quanto ao Esquerdista, o que ele quer antes de mais é um tacho, um subsídio. Ora viver à custa dos outros é o contrário de ser rebelde.

VELHOS:

As nossas elites são velhas. Isso por si é natural. Só com o tempo é que se costuma adquirir os poderes, as conexões, as riquezas e os conhecimentos que permitem mandar. Mas essa velhice traz consequências, derivadas da psicologia dos velhos. Os velhos são muito cínicos. Raros são aqueles que mantiveram o idealismo da juventude. Por isso, tendem a ser cínicos, imorais e materialistas. A isso, acrescentam a manha que muitos anos de experiência lhes deu. E não hesitam em utilizar os jovens como seus escravos (soldados em guerras inúteis, reformas,...).

Raros são os homens que, como o Ron Paul, conservam a ingenuidade e a pureza de coração ao longo dos anos.


Essas características são fácilmente observáveis por qualquer pessoa atenta que acenda a televisão ou compre os jornais. Também, por qualquer pessoa que faça o esforço de aceder a fontes de informação alternativas. Como é óbvio, esta gente não merece nem o nosso respeito nem a nossa colaboração. O que realmente mereciam era levar com um taco de baseball na cara, até terem os miolos espalhados pela calçada.

O povo, que está por baixo dessa corja, é quanto a ele tudo menos santo. É cúmplice na manutenção do sistema parasítico vigente, e portanto, na sua própria opressão. Mas é apesar de tudo menos ruim, mais humilde. Tem que baixar a bola e trabalhar. Como tem pouco tempo livre, não tem disponibilidade para dominar os outros, e impôr-lhes vários "ismos" manhosos. A sua profissão não é parasitar, mas sim produzir. É cúmplice, mas só passivamente. Está mais próximo dos valores sãos da sua tradição católica, e do simples bom senso. Só pela sua posição de submissão, por não ter poder e influência, não tem ocasião de fazer o mal. Já o Poder, pelo contrário, atrai pessoas ruins que gostam de dominar e enganar as outras. E como as funções, no topo, consistem principalmente em dominar os outros, mesmo uma pessoa decente acaba por se tornar perigosa quando chega a essas alturas. Quem tem uma guilhotina só consegue fazer uma coisa: cortar cabeças. E o Estado poderoso que temos hoje em dia é uma guilhotina bem afiada, e bem grande.

Há pouca coisa que as pessoas de bem podem fazer para mudar esse estado de coisas. A javardice é tanta. A espécie humana produz predadores. Mas o pouco que podem fazer, têm obrigação moral de fazê-lo: falar verdade, viver pacíficamente e produtivamente, educar os seus filhos com bons valores. Sobretudo, têm que resistir à tentação de competir por um lugar na Corte. Devem fazer tudo por se manter afastadas do Putedo de Lisboa. Devem zelar pela sua independência. Devem ter consciência da existência desse putedo, e do seu carácter tóxico. O único "círculo" ao qual devem almejar é o da elite natural. É aí que está a verdadeira nobreza. Ora esse círculo é inimigo do outro, tanto como o divino é incompatível com o diabólico. Não dá para comprometimentos.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Catalunha e Portugal


A força cada vez maior do processo separatista catalão deve ser vista com entusiasmo por todos os patriotas portugueses, e em geral, por todas as pessoas de bem.

Em primeiro lugar, por uma simples questão de justiça, os catalães têm todo o direito de não ser dominados e chulados por arrogantes parasitas madrilenos. A futura separação vai permitir que a Catalunha, uma região rica e produtiva de Espanha, possa guardar os seus rendimentos em proveito próprio, e aplicar políticas mais livres se assim o decidir. Vai enfraquecer o Estado central espanhol, pela quebra de rendimento que vai provocar. Vai fomentar a concorrência fiscal entre regiões da Península Ibérica.

Além disso, a separação catalã vai servir de exemplo a outras regiões com movimentos independentistas, o País Basco, a Galiza, por exemplo. Vai quebrar o tabú do Estado unitário. Dum ponto de vista financeiro, vai ter consequências financeiras imediatas para essas regiões. Ao saír de Espanha, a Catalunha vai fazer com que certas regiões até agora "no meio da tabela" (isto é, que recebiam tanto em benesses do Estado quanto pagavam para esse) passem a fazer cláramente parte das vítimas da extorsão fiscal vigente. Que passem a contribuintes líquidas. O que só vai contribuir para espicaçar o seu sentimento de rejeição do centro político.

A prazo, é a desintegração do Estado espanhol que se avista. Isto é um alívio para os portugueses, porque deixarão de ter um Estado tão forte ao seu lado. Espanha, de pela sua força (riqueza e população) é um vizinho poderoso e perigoso. Os seus políticos, simplesmente pela sua natureza dominadora de governantes, e por razões históricas, tendem a considerar Portugal como sendo seu. A situação actual é de calma com o nosso vizinho. Mas a prazo é sempre de lá que virão perigos. Quanto mais fraco for o Estado espanhol, por isso, mais tranquilos na sua independência estarão os portugueses. E mais livres os espanhóis, já agora.

A castração desse monstro deve ser festejada e desejada. As autoridades portuguesas não devem intervir contra movimentos separatistas espanhóis, mesmo que usem de métodos violentos ou terroristas (ETA). Vai contra os interesses dos portugueses. Devem-se manter políticamente neutras nessas lutas. Mas quanto ao coração dos portugueses e dos seus governantes, só pode estar do lado dos separatistas.

Viva a Catalunha! Viva o País Basco! Viva a Galiza!

Nem Que Me Pagassem!



Os javardos cleptómanos do eixo PP-PSD aprovaram, mais uma vez, um orçamento extremamente ladrão. O mais ladrão de sempre, na verdade. Não tiveram vontade nem colhões para se atacar nem que seja simbólicamente à classe parasita - funcionários do Estado, reformados e desempregados, empresas de regime - tendo decidido em vez disso chular ainda mais os produtores portugueses.

Esta decisão é dúplamente porca. Porca, porque ladra (mas disso já estávamos à espera). E eminentemente porca, porque traidora. O eleitorado da Direita, composto essencialmente pelo povo produtor, vota na Direita para se defender da Esquerda e da sua roubalheira. As chefias da Direita sabem disso, sabem que dependem pela sua sobrevivência desse eleitorado. No entanto, enrabam-no sistemáticamente. A Esquerda, quanto a ela, é pelo menos leal ao seu eleitorado de base: os parasitas. A Direita, bem vistas as coisas, é pior que a Esquerda. A Direita é ladra e hipócrita, enquanto que a Esquerda é "honestamente" ladra. A Direita trai os seus, fazendo políticas de Esquerda. Já a Esquerda defende políticas de Esquerda, e faz políticas de Esquerda: são ladrões assumidos. Note-se bem que nunca o marginal PCP traiu os seus militantes como o PP (o suposto "Partido dos Contribuintes") prejudica os seus.

As chefias porcas da Direita jogam um jogo sujo, e sabem bem que o fazem. Sabem que são filhos da puta cínicos. Nas suas cabeças de Maquiavéis merdosos, pensam o seguinte: "Vamos aumentar os impostos, mesmo que tenhamos prometido o contrário. O nosso eleitorado, de qualquer modo, não tem para onde ir. Não vai votar na Esquerda, pois não?! Ao aumentar a roubalheira, temos dinheiro para apaparicar a função pública e os lóbis, dos quais precisamos para ganhar eleições. E a nossa base está garantida. Só vantagens".

Pelas suas inúmeras traições, pelos seus inúmeros crimes, a Direita perde qualquer direito, qualquer pretensão, ao voto das pessoas de bem. Não o merece, pura e simplesmente. Mais do que isso, merece não tê-lo.

Mas a verdade seja dita, o povo produtivo merece o balde de merda que tem enfiado na cabeça. O povito, torto e burro, cai sempre na armadilha do "voto no mal menor". Cai sempre na armadilha do "voto útil" (em vez de se abster, de votar em branco, ou de votar num partido liberal ainda por criar). "Voto útil" que na prática é o mais inútil de todos, porque não põe em dificuldade quem quer que seja (quer esteja o PS ou o PSD no poder, todos os interesses instalados mamam). Ao votarem sistemáticamente no monte de merda que os tem parasitado e traído há décadas (PP-PSD-PS-PCP-BE), os portugueses só lhes deram poder, como é óbvio. Nunca utilizaram o voto da única forma que funciona, da única forma que leva os políticos a mexerem-se: com espírito de vingança. Não perceberam que os políticos, das pessoas mais imorais e falsas que há na face da terra, só percebem uma coisa: o sofrimento. Nenhuma promessa que eles façam tem valor se não souberem que podem sofrer por desrespeitá-las.

Imagine-se que um milhão de portugueses, só um milhão daqueles que habitualmente votam à Direita, se decidissem abster completamente enquanto não houvesse um candidato a defender sériamente o fim do IRS, da TSU, do Imposto de circulação e do IMI (para começar). Pense-se nos resultados que isso teria. No curto prazo, significava que a Direita era esmagada (entre partidos do centrão, com totais de votos parecidos, poucos votos fazem a diferença entre ter um assento ou não, entre ganhar uma eleição ou perdê-la). O parlamento passava massivamente para a Esquerda. De facto, enquanto os produtores se absteriam nos 24 círculos eleitorais, a classe parasita continuaria a votar pelos seus interesses, sem vergonha, como sempre. É esse curto prazo que tanto assusta os tontos que votam no "mal menor". O que é preciso ver é que essa abstenção massiva seria uma reserva de votos fabulosa para qualquer político ou partido que dela quisesse tomar partido em eleições posteriores. Em primeiro lugar, os partidos da Direita, ao serem afastados da mama, sofreriam revoluções internas: políticos mais liberais subiriam ao topo, pois só assim os partidos poderiam esperar chegar aos tachos. Os políticos, que têm muito bom faro, perceberiam logo para que lado o vento estaria a soprar. Por outro lado, as condições estariam criadas para o surgimento de novos partidos, mais duros, mais coerentes, firmes na defesa da classe produtora. Partidos que acabassem com o saque fiscal. Em suma, as coisas mudavam, e depressa.

Da próxima vez que o PP (Partido dos Paneleiros) e o PSD (Partido Socialista à Direita) nos pedirem o voto, só há uma coisa a fazer: mandá-los para o CARALHO. Votar em branco, ou não votar. Melhor ainda, desenhar um caralho no boletim de voto, para lhes "significar" todo o respeito que temos por eles (e desanuviar a nossa raiva, o que também faz bem). Há que limpar o parlamento desse estrume hipócrita. Não o fazer é uma falta de orgulho e uma falta de honra por parte do povo produtivo. Faltas morais essas que justificam todas as canalhices que a bandidagem lhe faça posteriormente: um povo de ovelhas merece ser governado por lobos. Um homem a sério não admite ser dominado, roubado, traído e controlado pelo putedo que temos na rua de São Bento.


La Dolce Vita


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Os Judeus E O Pensamento

Alain Soral, um nacional-socialista francês, afirmou em várias ocasiões que o pensamento é uma actividade eminentemente masculina. Em primeiro lugar, constata-se que a maioria dos filósofos, dos políticos, dos teólogos, dos cientistas, dos pensadores e dos escritores são, e sempre foram, homens. Em segundo lugar, observa-se fácilmente, no dia-a-dia, um desinteresse e uma dificuldade enorme das mulheres para com as coisas do pensamento e da abstracção. Para o bem e para o mal, as mulheres são muito terra-a-terra (dinheiro, trabalho, filhos, homens com estatuto social, etc...). E os génios são sempre homens. Alain Soral concluía dizendo que isso tem uma base sexual. A mulher é, por natureza, o ser que se deixa penetrar. O ser que a dada altura se entrega, que se dá, que se submete, que abre as pernas a outro ser com mais força física do que ela. Ora a actividade intelectual de valor está do lado oposto: é uma actividade viril. Consiste em "penetrar a matéria", em ir para a frente e descobrir coisas novas e radicais. É uma aventura. Chega-se a conclusões que são "escandalosas", ou desconhecidas até à data. Sacode-se o senso comum, as verdades estabelecidas. Cria-se chismos, faz-se inimigos. Ou seja, metaforicamente, ergue-se o caralho no ar, e deixa-se lá bem erguido. "A minha picha é maior que a tua"! É uma afirmação, um combate. Tudo o contrário do que fazem as mulheres, que tendem sempre a "arredondar os anglos", a evitar o conflito frontal e franco, a falar muito para não dizer nada. O objectivo não é chegar a uma conclusão, mas simplesmente baixar a tensão, e exprimir as suas emoções (e não os seus raciocínios).

Pense-se agora nos judeus. Ao longo da história, quando não foram ignorados, foram sempre detestados. Isso é culpa do seu sistema de valores, e não de um pretenso ódio genético e irracional dos outros povos. O sistema de valores dos judeus pode ser percebido lendo o Antigo Testamento, e o Talmud. É o "povo eleito". O povo que povoou Israel exterminando todos os povos à sua frente, homens, mulheres e crianças, supostamente por vontade e direito divino. É a obrigação de tomar homem e mulher dentro da comunidade, para não sujar o povo de Israel com sangue impuro. O Talmud, quanto a ele, transmite a dupla ética (trata bem os outros judeus, mas faz o que quiseres com o estrangeiro, incluindo usar da mentira, do homicídio, da manipulação e do roubo: o goyim está cá para te servir).

Consequentemente, com essa educação, a atitude dos judeus tende a ser uma de arrogância, de superioridade, de canalhice a todo o respeito, e de alienamento (o judeu não se integra enquanto não se converter à religião da sociedade em que vive). O judeu não faz parte da comunidade. E também se verifica uma atitude de paranóia face aos não-judeus, que se deve ao facto dos judeus, por constituirem uma minoria no seio de outros povos, serem frágeis, e levarem rápidamente porrada quando abusam demais. Históricamente, acabaram sempre por levar porrada, em bloco (com injustiças pelo meio), pelos crimes e imoralidades que a sua comunidade pratica e fomenta. Mesmo o judeu ateu, agnóstico, láico, acaba por ter esses tiques, em maior ou menor medida, que apanhou da sua infância e do meio em que gira no quotidiano (outros judeus).

É essa alienação e essa falta de respeito que explica que tantos grandes pensadores (em influência senão em qualidade), inclusívamente de correntes de pensamento contrárias, sejam de origem senão de confissão judia. Pense-se nos comunistas, a começar pelo Karl Marx. Pense-se nos psicanalistas, nomeádamente no Freud. Pense-se nos três grandes nomes do liberalismo radical do século XX: Ludwig von Mises, Murray Rothbard e Walter Block. Judeus! Díficilmente um católico ou um muçulmano teria conseguido escrever um livro como o "Defending The Undefendable", do Walter Block, em que simultâneamente se defende a venda de heroína, a especulação sobre bens alimentares, e o trabalho infantil. A questão, aqui, não é se essas opiniões são boas ou más. A questão é que um não-judeu teria tido dificuldade em alcançá-las, mesmo que o seu raciocínio para aí o levasse, porque isso implicaria violar tabús duma comunidade da qual ele se sente membro.

O judeu é bom a pensar, cagando-se por assim dizer pelos costumes estabelecidos, porque pensar é uma falta de respeito pela ordem estabelecida. Pensar implica um questionamento, e um repúdio do que é, e a afirmação de valores e verdades próprias ou contraditórias. O judeu é bom a pensar, porque para pensar é preciso capacidade de abstracção, e esse distanciamento ele tem-no naturalmente face à sociedade em que vive. No seu íntimo ele não é patriota da terra em que vive. Essa é, para ele, um simples quarto de hotel, um ponto de passagem. A sua verdadeira pátria é a sua comunidade, e em termos físicos, a "Terra Prometida": Israel.

O judeu, quando se põe a pensar e a escrever, tem o mesmo distanciamento que um europeu teria face aos ritos mágicos duma tribo de pigmeus, face às crenças dum hindu, ou face às danças da chuva duns primitivos da Papuásia-Nova-Guiné. Ele sabe-se diferente. Ele sente-se superior.

Essa falta de respeito pode levar a grandes avanços, na ciência, na filosofia, na economia, na medicina, na engenharia em geral. Infelizmente, também leva, muitas das vezes, à imoralidade e ao crime, e ao desrespeito das protecções morais que existem em determinada sociedade. E a partir daí, é só uma questão de tempo até o judeu alienar o seu hóspede, tornar-se excessivamente arrogante, e levar um pontapé no cú.

Os judeus sofrerão enquanto não aceitarem os valores do Christo. Só se elevarão quando conseguirem temperar a sua cabeça e o seu orgulho com o coração. 

Protestantes

Por observação própria, e inspirado nalguns artigos do Pedro Arroja com muito verdade, eis algumas características dos protestantes, principalmente dos suiços e dos alemães:

- São chatos. Não no sentido de chatearem as outras pessoas, mas no sentido de não terem vivacidade e temperamento nenhum. São frios. Não riem alto. Não levantam a voz, excepto se estiverem bem bêbados. Díficilmente batem com o punho na mesa (e se estiverem mesmo zangados vão a votos, mais do que matar alguém: há poucos assassínios políticos em países protestantes). Não cumprimentam um amigo com um abraço, mas com um apertar de mão. Vestem-se muito formalmente. Demora um certo tempo para fazerem amizade com alguém. Nos debates públicos, são muito cordiais e respeitam bastante a opinião do adversário. Dificilmente entram numa discussão acesa, com insultos e interrupções desonestas.

- São austeros. A sua arquitectura é fria e bruta (e muito gostam da horrorosa "arquitectura" moderna). As suas cidades não têm o charme que têm as cidades em países católicos. Na Suiça, que tem cantões católicos e protestantes, vê-se bem esse contraste. Genebra, Lausanne e Zurique são frias. Já Sion e Friburgo têm muito charme.

As suas igrejas ("templos") não têm santos, Virgens, cores e enfeitamentos, como as têm as igrejas católicas. Mais estranho ainda, muitas delas nem o crucifixo têm!

- São poupados. São pontuais. São sérios. São profissionais. Não brincam com o dinheiro. Fazem o que dizem que vão fazer.

- O sistema policial e judicial funciona bem. É razoávelmente transparente, e funciona como é suposto funcionar (independentemente da justiça das leis que aplica). Os juízes e os polícias, apesar de não serem nenhuns santos, são razoávelmente imparciais, pouco corruptos (comparado com sítios como o sul da Europa), e pouco corruptíveis.

- Apesar de serem frios, não são maus. No trato pessoal, são extremamente educados. Especialmente em terras pequenas (que são a norma, em países razoávelmente descentralizados como a Alemanha e mais ainda a Suiça).

- São patriotas. Estão ainda mais agarrados à sua terra do que à sua nação.

- São democratas por natureza, e gostam das suas leis. Não se sentem vítimas de uma lei que não fizeram, e dum governante que desconhecem. Sentem-se como os criadores do seu sistema político (especialmente na Suiça), e os seus políticos não são contestados. Apesar de haver democracia livre e aberta, há pouca contestação política, há um certo consenso e uma certa paz social. Poucas manifestações, poucas greves.

- São bem duros nas questões da lei. São duros no castigo. Penas de prisão perpétuas, prisões "individualistas" bem controladas (por oposição à prisão sul-americana em que os presos se governam e vivem aos molhos), e penas capitais são norma em países protestantes. Têm um sentido de justiça mais judeu do que cristão (olho por olho, dente por dente). Pense-se só na dureza do sistema judicial americano ou suiço. É implacável. Não há manobras dilatórias que valham, para fazer prescrever o crime...

Têm essa ideia que há um tempo para o debate duma lei, e outro para a sua aplicação. Que se pode debater uma lei, mas não violá-la. Têm pouca tolerância para quem viola as leis. O criminoso é castigado severamente. Mas também o é aquele que se tenta escapar a leis injustas e opressivas (fisco, burocracias sufocantes), que num país mais católico, mais corrupto, teria a condescendência e a cumplicidade dos seus compatriotas.

- Sendo trabalhadores, e pouco bon-vivants, não gostam de mandriões, e de quem abusa do sistema de previdência. Por isso os choca práticas de latinos, drogados, turcos, jugoslavos, ciganos, árabes e pretos, que são todos uns espertalhões com a firme convicção que se alguém lhes oferece dinheiro, o vão agarrar e pôr no bolso, donde quer que ele venha (e ainda se riem do idiota que acredita nas sua choramingas).

Não é por serem forretas, ou liberais (o que por vezes é a mesma coisa). Os protestantes têm todos o seu socialismo, mas é um socialismo em que quem recebe o dinheiro está sob o controlo apertado e quase madrasto das burocracias da mama. Não basta chorar, tem que se provar que se é um coitadinho. E continuar a dar provas, ou senão perde-se o subsídio.

No fundo, não são contra o Estado-Previdência, mas querem que "vá para aqueles que realmente precisam". Visão um pouco ingénua do funcionamento do Estado e das culturas que vão migrando para os seus países, mas baseada num sentimento compreensível e decente.

- Não têm sabor. Mas vivem contentinhos da sua sorte.

- Não têm um ódio especial por outros povos, mas no seu interior, sabem bem que esses são diferentes, e manhosos. E não gostam de ver abusadores. Daí a tendência a "vomitarem" o estrangeiro de vez em quando. O velho resmungão que diz a um mendigo para ir trabalhar é um fenómeno que se vê com frequência em países como a Suiça, por exemplo. E quando fazem leis contra os estrangeiros, não brincam em serviço.

- Dão muita autonomia às suas mulheres. Tratam-nas como iguais, não como um bibelot caro a esconder, proteger, e usar em exclusivo. Não são paternalistas com as mulheres, como o são latinos e árabes. São um pouco bananas. Adoptaram muito depressa as tretas do feminismo (antes dos países mais tradicionais, católicos). Têm natureza de cornos mansos.

Teriam muito a aprender com uma palestra do ZéZé Camarinha.

- São inteligentes e práticos. O domínio das ciências exactas e da engenharia é deles.

- Têm um certo ressentimento para com católicos, que por vezes se manifesta do nada, irracionalmente. Um católico não pensa nos protestantes e no protestantismo. Mas o contrário não é verdade.

- O protestante tem a tendência um tanto ou quanto ridícula de querer interpretar literalmente a Bíblia, especialmente a sua parte mais dura, mais violenta: o Antigo Testamento. Isso torna-o duro.

- Muitos protestantes, de pela importância que dão ao Antigo Testamento, tendem a ser favoráveis a Israel, no conflicto palestiniano.

The Guard


Radiostars


L'Antisémite


Confession D'Un Dragueur


The Passion Of The Christ


The Tao Of Steve


La Bataille D'Alger


Paths Of Glory


Harold And Kumar Go To White Castle


Os Sete Samurais


Le Fabuleux Destin D'Amélie Poulain


domingo, 25 de novembro de 2012

Quantos São?!


Municipalismo Herculano

Alexandre Herculano, pensador português do século XIX, escreveu verdades profundas contra a concentração política verificada em Lisboa, numa altura em que era mil vezes mais fraca do que nos dias que correm. Esta é a boa tradição portuguesa, liberal e descentralizadora, que vale a pena estudar e defender. 

Alexandre Herculano Contra O Absolutismo Da Centralização (colectânea do Carlos Novais)

(Tirado da Causa Liberal.)


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Heil iSSraHell !

Rui Teixeira Neves, no Facebook, a resumir muito bem os factos teológicos, históricos, e políticos da questão palestiniana:

"O sionismo é um neo-nazismo que justifica que um pretenso povo eleito (Herrenvolk ) limpe étnicamente de subhomens (Untermenschen) palestinianos goyim, o seu pretenso espaço vital, o Eretz Israel (o Lebensraum nazionista). Nazismo puro perante o qual o colaboracionismo de muitos na Europa é moralmente repugnante e suicida, porque aumenta exponencialmente o risco de guerra catastrófica. Não se pode ser democrata e europeu sem se ser anti-sionista. Limpezas étnicas e apartheids são de todo inaceitáveis e irrecicláveis. A decadente Europa precisa, antes de mais, de valores, de ética. E esta é a questão mais importante, onde esses valores ou a sua ausência são demonstrados."

A vermelho os conceitos judeus-sionistas. A negrito os conceitos nazis. Quem conseguir que os diferencie!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Centralização Política Exemplificada



Círculo Eleitoral
Deputados
Peso Eleitoral (%)
Açores
5
2.17
Aveiro
16
6.96
Beja
3
1.3
Braga
19
8.26
Bragança
3
1.3
Castelo Branco
4
1.74
Coimbra
9
3.91
Europa
2
0.87
Évora
3
1.3
Faro
9
3.91
Fora da Europa
2
0.87
Guarda
4
1.74
Leiria
10
4.35
Lisboa
47
20.43
Madeira
6
2.61
Portalegre
2
0.87
Porto
39
16.96
Santarém
10
4.35
Setúbal
17
7.39
Viana do Castelo
6
2.61
Vila Real
5
2.17
Viseu
9
3.91
Total
230
100



A tabela acima exposta exibe o número de deputados que cada distrito elege, assim como a percentagem do total de deputados que corresponde a cada círculo. Pode-se ver fazendo as contas que os cinco círculos com mais votos (Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Setúbal) elegem 60 por cento dos deputados. Sessenta por cento! Todos os demais elegem menos de 5% dos deputados cada. Ou seja, teóricamente, 5 distritos podem impôr-se aos restantes 19 círculos eleitorais.



O resultado dessa organização eleitoral é óbvia: concentração política em favor das grandes cidades. O campo, o interior, a periferia, são esquecidos. Não conseguem resistir a leis que lhes sejam prejudiciais, e vê os serviços públicos que paga pelos seus impostos fugirem para os centros urbanos. Os seus costumes e tradições, assim como as suas actividades económicas essenciais, são esquecidos (rejeição do aborto, touradas, caça, pesca, agricultura). O Estado redistribuí essa riqueza pelos centros urbanos, atraindo para aí a população. Daí se explica em grande parte o declínio demográfico e económico de muitas terras portuguesas, que as está literalmente a levar, tantas vezes, à morte.



Agora imagine-se que havia uma segunda câmara no parlamento, em que cada concelho era representado pelo seu presidente de câmara. Imagine-se que este senado municipal tinha autênticos poderes, ou seja, que podia travar leis liberticidas e impostos, e que a aprovação do orçamento (e logo a distribuição territorial da receita) necessitava da sua aprovação. Isso contribuiria para reequilibrar a política do governo em favor da periferia. Travaria o declínio dessas regiões.



Na verdade, os cincos distritos actualmente com maior peso eleitoral - os mais urbanizados - só representam 25% do total de concelhos (80 sobre 308). É esse o peso eleitoral que teriam num senado municipal. Compare-se isso com os sessenta por cento de deputados que têm agora no parlamento... Cláramente, um tal sistema político travaria o Estado, e em geral a centralização em curso.



Sempre haverá um pouco de centralização política e de concentração urbana. Primeiro, porque a natureza do Estado é essa: sugar tudo para si. Por outro lado, há territórios mais propícios à instalação de povoações do que outros, por razões climáticas, económicas e geográficas. Mas nunca se teria assistido a uma tão grande concentração de pessoas no litoral e especialmente em Lisboa se o sistema político, pela violência latente que o caracteriza, assim não o tivesse promovido ao longo dos séculos.



Viva a Descentralização!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Eleição Indirecta: Não Custa Nada Sonhar

Propõe-se um novo método de eleição do chefe de Estado, indirecto, descentralizado, que acabe com a democracia directa a nível nacional:

Cada eleitor de determinada freguesia vota no chefe da sua freguesia. Cada chefe de freguesia de determinado concelho vota para eleger um presidente de câmara (em caso de empate entre vários candidatos, o presidente cessante tem voto de desempate, o que promove estabilidade política). Cada chefe de câmara municipal vota num chefe de distrito (mesmo sistema de desempate do que no caso das eleições camarárias). Os chefes dos 22 distritos elegem o chefe de Estado.

Simultâneamente, pode-se imaginar um parlamento composto pelos 308 presidentes de câmara (uma espécie de senado municipal). 

Este sistema de democracia indirecta, se tivesse sido implantado após o 25 de Abril, teria grandemente travado o crescimento do Estado e do "progressismo social" que se verificou entretanto. Seria um sistema que protegeria as minorias rurais e provinciais das maiorias urbanas. Estas maiorias, por dependerem mais do Estado (porque o Estado concentra as suas benesses nas cidades), tendem a promover uma fiscalidade espoliadora. Além do mais, como as cidades são mais "modernas" ( = mais decadentes), tendem a promover políticas sujas como o divórcio à-la-carte e o aborto subsidiado, que as pessoas do campo repudiam com mais força. Este sistema teria posto um travão à centralização política que se evidenciou nas últimas décadas, com a transferência de recursos da periferia para Lisboa. A haver socialismo, seria um socialismo mais próximo das pessoas, gerido a nível local, e logo menos perigoso, mais razoável. Esta estrutura política teria muito provávelmente atrasado a entrada de Portugal na União Europeia, visto que a maioria dos portugueses não-urbanos tem um certo espírito conservador e patriota. Teria travado burocracias loucas que pesam particularmente sobre o interior (pois o interior seria mais forte políticamente): pense-se na destruição das pescas e da agricultura. Teria debilitado fortemente a influência de partidos criminosos e radicais de Esquerda (PCP, BE), pois estes seriam incapazes de conquistar políticamente a maioria dos concelhos, e menos ainda os distritos. Teria defendido uma maior concorrência em todas as áreas de negócio, pois os pequenos negócios do interior teriam lutado politicamente contra leis monopolísticas que favorecessem grandes empresas lisboetas próximas do poder. Teria promovido uma política estrangeira mais independente, mais defensiva, pois o povo, ao contrário dos manhosos geostrategas que abundam nos "corredores do poder", quer uma política que defenda antes de mais Portugal: não quer pagar para aventuras idiotas no Afeganistão. Na educação, teria bloqueado as ideias loucas do "eduquês", e mantido o bom senso do ensino tradicional.

Em suma, esse sistema promoveria um certo conservadorismo político, contra todos os lóbis parasitas que gravitam à volta do Estado (lóbis socialistas, lóbis corporatistas, lóbis paneleiros-chique da revolução cultural de Esquerda, lóbis militaristas-neocons). Ora como a tendência do Estado é crescer e tornar-se cada dia mais liberticida, um sistema político conservador é bom. É bom porque trava esse crescimento.

Temos um exemplo dum país extremamente descentralizado na Confederação Helvética. O país tem 26 cantões, que originalmente formavam países independentes. Gradualmente, ao longo dos séculos, foram criando um Estado central cada vez maior (à semelhança do que está a acontecer na Europa com a União Europeia). Mas mesmo assim, o país mantem-se bastante descentralizado. Cada cantão tem a sua força policial, e não há uma força de polícia central. Cada cantão tem a sua língua respectiva (francês, italiano, alemão), e a sua religião maioritária (católicismo ou protestantismo). O parlamento nacional está configurado como o parlamento americano, com uma câmara baixa e uma câmara alta (onde cada cantão tem os mesmo dois votos, o que enfraquece os cantões mais povoados). Cada cantão tem o seu parlamento e as suas leis. Há armas com abundância, nas mãos da população. E o referendo popular é obrigatório, em muitas matérias, o que permite ao povo vetar muitas das decisões que os políticos lhe querem impôr.

O resultado disso tudo, que qualquer pessoa que tenha vivido na Suiça pode confirmar, é que esse país é um pequeno paraíso de impostos baixos, segurança, liberdade, serviços públicos de qualidade razoável, e gente bem educada.

É um modelo do qual Portugal se devia inspirar.