quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Igreja Católica E Contracepção

A posição da Igreja católica sobre a contracepção está exposta na encíclica Humanae Vitae. É um texto que vale a pena ler.

Expõe uma ideia que a priori pode parecer estranha (principalmente aos ouvidos duma feminista), mas que faz sentido: o uso de contraceptivos nas relações sexuais degrada a mulher.

Degrada-a ao estatuto de simples objecto sexual (para retomar uma expressão das feministas), enquanto que a relação sexual não "protegida" lhe confere o estatuto de criadora de vida, de mãe, de assistente na perpetuação e crescimento da Humanidade (papel importante segundo a Igreja, porque esta forma o rebanho de Deus).

A Igreja também insiste no carácter voluntário das relações, e defende que a limitação do número de filhos, a ocorrer, se deve fazer através da abstinência nos períodos férteis da mulher. E finalmente, ao contrário do que se diz, a Igreja não se opõe ao prazer, desde que dentro do casamento. Isto percebe-se pelo facto de não se opôr a relações sexuais fora do período fértil.

Tudo isto deve dar que meditar àqueles que sistemáticamente se queixam de que a visão tradicional da família considera a mulher como uma simples incubadora, ou uma galinha-choca.