sexta-feira, 1 de junho de 2012

Foder Portugal: Manifesto Por Uma Verdadeira Política De Direita Socialista


Muito bem, Pedrito. Já és primeiro-ministro há mais de um ano. Além disso, tens seguido com um certo brio a boa tradição de todos os filhos da puta de Direita que temos tido ao longo das décadas. Como todos eles, apelaste ao voto do povo de Direita (o povo dos produtores), cansado da mafiosice e da roubalheira da Esquerda. E como todos os teus antecessores, mal chegaste ao poleiro enrabaste o dito povinho à força toda, fazendo exactamente o contrário daquilo que a tua base esperava que fizesses. Nesse espírito de gloriosa canalhice, não hesistaste em aumentar todos os impostos, e em criar mais alguns.

Sabes bem que os carneiros dos produtores portugueses não têm outro partido em que votar. Não vão votar na Esquerda, pois não?! Por isso, há que aproveitar para fodê-los à grande e à francesa!

Dito isto, e apesar de te felicitar pelo espírito mafioso que tens demonstrado, tenho que falar para ti muito frontalmente: és um fracão. Qualquer socialista seria capaz de arranjar - confortávelmente sentado numa esplanada de café, à Bocage ou à Pessoa - mais vinte maneiras de parasitar a populaça do que aquelas que encontraste. Demonstras mesmo ter uma falta de imaginação constrangedora. Liberta-te, Pedro!

Mas não está tudo perdido. Ainda vais a tempo! Como sou teu amigo, fiz um pequeno brainstorming, e em pouco tempo arranjei umas ideias de crime, que reproduzo mais abaixo. Espero que te façam bom proveito. Tenho a certeza que com um pouco de esforço, e com a ajuda dos teus assessores, arranjarás rápidamente outras tantas.

Haja vontade de parasitar, e tudo se resolverá em tempo! No roubo, o que custa é começar.

Um grande abraço do teu amigo: Pedro Velhinho Bandeira


10 Ideias Para Melhor Esmifrar Os Portugueses

1. Imposto de Merda:

O Imposto de Merda, como o nome indica, destina-se a taxar todos aqueles que se cagam. É portanto um imposto com uma base tributável bastante larga. Daí que se espere que o imposto venha a ser um sucesso em termos de receita fiscal. Como é difícil, em termos práticos, calcular o número de vezes que as pessoas se cagam, o melhor ainda é obrigar os cidadãos a instalarem um contador nos autoclismos.

Por uma questão de equidade, convém aplicar uma taxa especialmente reduzida aos gordos, que se cagam mais, por motivos que não estão completamente sob o seu controlo.

2. Imposto de Esmola:

Aqui está um segmento da população ao qual não se tem feito a devida atenção: os muito pobres. É uma lacuna jurídica e fiscal que urge corrigir. Force-se os pobres a passar recibo, e a pagar imposto, como toda a gente.

Num espírito de descentralização (que vem inscrito na Constituição, aliás), dê-se aos municípios os proveitos do novo imposto.

3. Imposto de Migração:

O SEF anda em cima dos estrangeiros, a garantir que não entram no país clandestinamente. Qual quê?! Eles que venham. Mas têm que pagar para entrar e para saír.

4. Imposto de Transportes Ecológicos:

Tem que se começar a taxar os veículos não-poluintes. Actualmente, reina a anarquia neste sector. Não há controlo nenhum quanto à posse e ao uso de bicicletas, patins em linha, triciclos e skateboards. Como dizem os polícias: “Não se nasce com o direito de conduzir. Adquire-se!”. Por isso, há que exigir licença para se usarem esses transportes.

Isto teria uma vantagem adicional. Como as crianças usam muito este tipo de veículos, começariam desde cedo a pagar imposto, ganhando dessa forma bons hábitos de cidadania, úteis para a sua vida adulta.

5. Imposto de Roupa Curta:

Por uma simples questão de decência, há que taxar o porte de calções e mini-saias. Como no Verão ninguém consegue vestir roupa comprida, todos acabavam por ser obrigados a pagar esse imposto.

Para os turistas, taxa dupla: Há que aproveitar para depenar a galinha enquanto ela está no nosso quintal.

6. Imposto de Carteira:

O Imposto de Carteira destina-se a fazer pagar imposto a quem tiver mais de 20€ cash na carteira (recorrendo a controlos de polícia regulares). O valor fiscal deste imposto vai muito mais além da receita imediáta. A sua utilidade consiste principalmente em obrigar as pessoas a usarem meios de pagamento electrónico. Como estes meios de pagamento recorrem necessáriamente ao sistema bancário, sob o controlo do Estado, permitem combater mais facilmente a fuga ao fisco e o mercado negro e, dessa forma, roubar ainda mais os tributados.

7. Imposto de Foda:

O tabaco, o álcool e o jogo pagam imposto. Mas até à data, a República Portuguesa não soube aproveitar para objectivos financeiros uma actividade de lazer muito mais comum: o sexo. Há aí uma grande reserva de rendimento por aproveitar. Com todos os portugueses que há no país, a viverem em conjunto com os seus parceiros, e contando uma média de 3 ou 4 relações sexuais por semana, poderia-se aproveitar melhor essas actividades. Basta, para isso, fazer pagar uma taxa anual àqueles que vivem em conjunto com outra pessoa. Et voilá!

8. Imposto de Aborto:

O Estado cai actualmente na asneira de subsidiar o aborto, aquando da sua realização no Serviço Nacional de Saúde. Isso é um erro crasso. Pelo contrário, há que ganhar dinheiro com isso. Taxe-se! E deixe-se abrir clínicas de aborção por todo o lado, para que o imposto renda (há que dar uma palavrinha ao chefe da ASAE, para que não dê uma importância excessiva às questões de higiene).

Qual é a importância dum feto, face à necessidade mensal de pagar o salário dum funcionário público?! Os fetos não votam.

9. Imposto de Gravidez:

Pode-se cobrar imposto às mulheres que decidam ter filhos (além dos dois meses de gravidez). Note-se que a proposta trata dum imposto de gravidez, e não dum imposto de nascimento, que não permitiria arrecadar receita com nados-mortos.

10. Imposto de Homossexualidade:

Agora que essas práticas andam mais livres, há que aproveitar! Já que eles gostam de levar na peida, seja feita a sua vontade: cobre-se imposto aos paneleiros. Também se pode fazer um sub-imposto para (futebolistas) metrossexuais que rapem os pêlos do peito.

Como se vê, com uma fiscalidade inteligente e criativa, ninguém tem como escapar: os que fodem, os que abortam, os que levam no cú, os que têm filhos.