terça-feira, 27 de novembro de 2012

Os Judeus E O Pensamento

Alain Soral, um nacional-socialista francês, afirmou em várias ocasiões que o pensamento é uma actividade eminentemente masculina. Em primeiro lugar, constata-se que a maioria dos filósofos, dos políticos, dos teólogos, dos cientistas, dos pensadores e dos escritores são, e sempre foram, homens. Em segundo lugar, observa-se fácilmente, no dia-a-dia, um desinteresse e uma dificuldade enorme das mulheres para com as coisas do pensamento e da abstracção. Para o bem e para o mal, as mulheres são muito terra-a-terra (dinheiro, trabalho, filhos, homens com estatuto social, etc...). E os génios são sempre homens. Alain Soral concluía dizendo que isso tem uma base sexual. A mulher é, por natureza, o ser que se deixa penetrar. O ser que a dada altura se entrega, que se dá, que se submete, que abre as pernas a outro ser com mais força física do que ela. Ora a actividade intelectual de valor está do lado oposto: é uma actividade viril. Consiste em "penetrar a matéria", em ir para a frente e descobrir coisas novas e radicais. É uma aventura. Chega-se a conclusões que são "escandalosas", ou desconhecidas até à data. Sacode-se o senso comum, as verdades estabelecidas. Cria-se chismos, faz-se inimigos. Ou seja, metaforicamente, ergue-se o caralho no ar, e deixa-se lá bem erguido. "A minha picha é maior que a tua"! É uma afirmação, um combate. Tudo o contrário do que fazem as mulheres, que tendem sempre a "arredondar os anglos", a evitar o conflito frontal e franco, a falar muito para não dizer nada. O objectivo não é chegar a uma conclusão, mas simplesmente baixar a tensão, e exprimir as suas emoções (e não os seus raciocínios).

Pense-se agora nos judeus. Ao longo da história, quando não foram ignorados, foram sempre detestados. Isso é culpa do seu sistema de valores, e não de um pretenso ódio genético e irracional dos outros povos. O sistema de valores dos judeus pode ser percebido lendo o Antigo Testamento, e o Talmud. É o "povo eleito". O povo que povoou Israel exterminando todos os povos à sua frente, homens, mulheres e crianças, supostamente por vontade e direito divino. É a obrigação de tomar homem e mulher dentro da comunidade, para não sujar o povo de Israel com sangue impuro. O Talmud, quanto a ele, transmite a dupla ética (trata bem os outros judeus, mas faz o que quiseres com o estrangeiro, incluindo usar da mentira, do homicídio, da manipulação e do roubo: o goyim está cá para te servir).

Consequentemente, com essa educação, a atitude dos judeus tende a ser uma de arrogância, de superioridade, de canalhice a todo o respeito, e de alienamento (o judeu não se integra enquanto não se converter à religião da sociedade em que vive). O judeu não faz parte da comunidade. E também se verifica uma atitude de paranóia face aos não-judeus, que se deve ao facto dos judeus, por constituirem uma minoria no seio de outros povos, serem frágeis, e levarem rápidamente porrada quando abusam demais. Históricamente, acabaram sempre por levar porrada, em bloco (com injustiças pelo meio), pelos crimes e imoralidades que a sua comunidade pratica e fomenta. Mesmo o judeu ateu, agnóstico, láico, acaba por ter esses tiques, em maior ou menor medida, que apanhou da sua infância e do meio em que gira no quotidiano (outros judeus).

É essa alienação e essa falta de respeito que explica que tantos grandes pensadores (em influência senão em qualidade), inclusívamente de correntes de pensamento contrárias, sejam de origem senão de confissão judia. Pense-se nos comunistas, a começar pelo Karl Marx. Pense-se nos psicanalistas, nomeádamente no Freud. Pense-se nos três grandes nomes do liberalismo radical do século XX: Ludwig von Mises, Murray Rothbard e Walter Block. Judeus! Díficilmente um católico ou um muçulmano teria conseguido escrever um livro como o "Defending The Undefendable", do Walter Block, em que simultâneamente se defende a venda de heroína, a especulação sobre bens alimentares, e o trabalho infantil. A questão, aqui, não é se essas opiniões são boas ou más. A questão é que um não-judeu teria tido dificuldade em alcançá-las, mesmo que o seu raciocínio para aí o levasse, porque isso implicaria violar tabús duma comunidade da qual ele se sente membro.

O judeu é bom a pensar, cagando-se por assim dizer pelos costumes estabelecidos, porque pensar é uma falta de respeito pela ordem estabelecida. Pensar implica um questionamento, e um repúdio do que é, e a afirmação de valores e verdades próprias ou contraditórias. O judeu é bom a pensar, porque para pensar é preciso capacidade de abstracção, e esse distanciamento ele tem-no naturalmente face à sociedade em que vive. No seu íntimo ele não é patriota da terra em que vive. Essa é, para ele, um simples quarto de hotel, um ponto de passagem. A sua verdadeira pátria é a sua comunidade, e em termos físicos, a "Terra Prometida": Israel.

O judeu, quando se põe a pensar e a escrever, tem o mesmo distanciamento que um europeu teria face aos ritos mágicos duma tribo de pigmeus, face às crenças dum hindu, ou face às danças da chuva duns primitivos da Papuásia-Nova-Guiné. Ele sabe-se diferente. Ele sente-se superior.

Essa falta de respeito pode levar a grandes avanços, na ciência, na filosofia, na economia, na medicina, na engenharia em geral. Infelizmente, também leva, muitas das vezes, à imoralidade e ao crime, e ao desrespeito das protecções morais que existem em determinada sociedade. E a partir daí, é só uma questão de tempo até o judeu alienar o seu hóspede, tornar-se excessivamente arrogante, e levar um pontapé no cú.

Os judeus sofrerão enquanto não aceitarem os valores do Christo. Só se elevarão quando conseguirem temperar a sua cabeça e o seu orgulho com o coração. 

Protestantes

Por observação própria, e inspirado nalguns artigos do Pedro Arroja com muito verdade, eis algumas características dos protestantes, principalmente dos suiços e dos alemães:

- São chatos. Não no sentido de chatearem as outras pessoas, mas no sentido de não terem vivacidade e temperamento nenhum. São frios. Não riem alto. Não levantam a voz, excepto se estiverem bem bêbados. Díficilmente batem com o punho na mesa (e se estiverem mesmo zangados vão a votos, mais do que matar alguém: há poucos assassínios políticos em países protestantes). Não cumprimentam um amigo com um abraço, mas com um apertar de mão. Vestem-se muito formalmente. Demora um certo tempo para fazerem amizade com alguém. Nos debates públicos, são muito cordiais e respeitam bastante a opinião do adversário. Dificilmente entram numa discussão acesa, com insultos e interrupções desonestas.

- São austeros. A sua arquitectura é fria e bruta (e muito gostam da horrorosa "arquitectura" moderna). As suas cidades não têm o charme que têm as cidades em países católicos. Na Suiça, que tem cantões católicos e protestantes, vê-se bem esse contraste. Genebra, Lausanne e Zurique são frias. Já Sion e Friburgo têm muito charme.

As suas igrejas ("templos") não têm santos, Virgens, cores e enfeitamentos, como as têm as igrejas católicas. Mais estranho ainda, muitas delas nem o crucifixo têm!

- São poupados. São pontuais. São sérios. São profissionais. Não brincam com o dinheiro. Fazem o que dizem que vão fazer.

- O sistema policial e judicial funciona bem. É razoávelmente transparente, e funciona como é suposto funcionar (independentemente da justiça das leis que aplica). Os juízes e os polícias, apesar de não serem nenhuns santos, são razoávelmente imparciais, pouco corruptos (comparado com sítios como o sul da Europa), e pouco corruptíveis.

- Apesar de serem frios, não são maus. No trato pessoal, são extremamente educados. Especialmente em terras pequenas (que são a norma, em países razoávelmente descentralizados como a Alemanha e mais ainda a Suiça).

- São patriotas. Estão ainda mais agarrados à sua terra do que à sua nação.

- São democratas por natureza, e gostam das suas leis. Não se sentem vítimas de uma lei que não fizeram, e dum governante que desconhecem. Sentem-se como os criadores do seu sistema político (especialmente na Suiça), e os seus políticos não são contestados. Apesar de haver democracia livre e aberta, há pouca contestação política, há um certo consenso e uma certa paz social. Poucas manifestações, poucas greves.

- São bem duros nas questões da lei. São duros no castigo. Penas de prisão perpétuas, prisões "individualistas" bem controladas (por oposição à prisão sul-americana em que os presos se governam e vivem aos molhos), e penas capitais são norma em países protestantes. Têm um sentido de justiça mais judeu do que cristão (olho por olho, dente por dente). Pense-se só na dureza do sistema judicial americano ou suiço. É implacável. Não há manobras dilatórias que valham, para fazer prescrever o crime...

Têm essa ideia que há um tempo para o debate duma lei, e outro para a sua aplicação. Que se pode debater uma lei, mas não violá-la. Têm pouca tolerância para quem viola as leis. O criminoso é castigado severamente. Mas também o é aquele que se tenta escapar a leis injustas e opressivas (fisco, burocracias sufocantes), que num país mais católico, mais corrupto, teria a condescendência e a cumplicidade dos seus compatriotas.

- Sendo trabalhadores, e pouco bon-vivants, não gostam de mandriões, e de quem abusa do sistema de previdência. Por isso os choca práticas de latinos, drogados, turcos, jugoslavos, ciganos, árabes e pretos, que são todos uns espertalhões com a firme convicção que se alguém lhes oferece dinheiro, o vão agarrar e pôr no bolso, donde quer que ele venha (e ainda se riem do idiota que acredita nas sua choramingas).

Não é por serem forretas, ou liberais (o que por vezes é a mesma coisa). Os protestantes têm todos o seu socialismo, mas é um socialismo em que quem recebe o dinheiro está sob o controlo apertado e quase madrasto das burocracias da mama. Não basta chorar, tem que se provar que se é um coitadinho. E continuar a dar provas, ou senão perde-se o subsídio.

No fundo, não são contra o Estado-Previdência, mas querem que "vá para aqueles que realmente precisam". Visão um pouco ingénua do funcionamento do Estado e das culturas que vão migrando para os seus países, mas baseada num sentimento compreensível e decente.

- Não têm sabor. Mas vivem contentinhos da sua sorte.

- Não têm um ódio especial por outros povos, mas no seu interior, sabem bem que esses são diferentes, e manhosos. E não gostam de ver abusadores. Daí a tendência a "vomitarem" o estrangeiro de vez em quando. O velho resmungão que diz a um mendigo para ir trabalhar é um fenómeno que se vê com frequência em países como a Suiça, por exemplo. E quando fazem leis contra os estrangeiros, não brincam em serviço.

- Dão muita autonomia às suas mulheres. Tratam-nas como iguais, não como um bibelot caro a esconder, proteger, e usar em exclusivo. Não são paternalistas com as mulheres, como o são latinos e árabes. São um pouco bananas. Adoptaram muito depressa as tretas do feminismo (antes dos países mais tradicionais, católicos). Têm natureza de cornos mansos.

Teriam muito a aprender com uma palestra do ZéZé Camarinha.

- São inteligentes e práticos. O domínio das ciências exactas e da engenharia é deles.

- Têm um certo ressentimento para com católicos, que por vezes se manifesta do nada, irracionalmente. Um católico não pensa nos protestantes e no protestantismo. Mas o contrário não é verdade.

- O protestante tem a tendência um tanto ou quanto ridícula de querer interpretar literalmente a Bíblia, especialmente a sua parte mais dura, mais violenta: o Antigo Testamento. Isso torna-o duro.

- Muitos protestantes, de pela importância que dão ao Antigo Testamento, tendem a ser favoráveis a Israel, no conflicto palestiniano.

The Guard


Radiostars


L'Antisémite


Confession D'Un Dragueur


The Passion Of The Christ


The Tao Of Steve


La Bataille D'Alger


Paths Of Glory


Harold And Kumar Go To White Castle


Os Sete Samurais


Le Fabuleux Destin D'Amélie Poulain


domingo, 25 de novembro de 2012

Quantos São?!


Municipalismo Herculano

Alexandre Herculano, pensador português do século XIX, escreveu verdades profundas contra a concentração política verificada em Lisboa, numa altura em que era mil vezes mais fraca do que nos dias que correm. Esta é a boa tradição portuguesa, liberal e descentralizadora, que vale a pena estudar e defender. 

Alexandre Herculano Contra O Absolutismo Da Centralização (colectânea do Carlos Novais)

(Tirado da Causa Liberal.)


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Heil iSSraHell !

Rui Teixeira Neves, no Facebook, a resumir muito bem os factos teológicos, históricos, e políticos da questão palestiniana:

"O sionismo é um neo-nazismo que justifica que um pretenso povo eleito (Herrenvolk ) limpe étnicamente de subhomens (Untermenschen) palestinianos goyim, o seu pretenso espaço vital, o Eretz Israel (o Lebensraum nazionista). Nazismo puro perante o qual o colaboracionismo de muitos na Europa é moralmente repugnante e suicida, porque aumenta exponencialmente o risco de guerra catastrófica. Não se pode ser democrata e europeu sem se ser anti-sionista. Limpezas étnicas e apartheids são de todo inaceitáveis e irrecicláveis. A decadente Europa precisa, antes de mais, de valores, de ética. E esta é a questão mais importante, onde esses valores ou a sua ausência são demonstrados."

A vermelho os conceitos judeus-sionistas. A negrito os conceitos nazis. Quem conseguir que os diferencie!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Centralização Política Exemplificada



Círculo Eleitoral
Deputados
Peso Eleitoral (%)
Açores
5
2.17
Aveiro
16
6.96
Beja
3
1.3
Braga
19
8.26
Bragança
3
1.3
Castelo Branco
4
1.74
Coimbra
9
3.91
Europa
2
0.87
Évora
3
1.3
Faro
9
3.91
Fora da Europa
2
0.87
Guarda
4
1.74
Leiria
10
4.35
Lisboa
47
20.43
Madeira
6
2.61
Portalegre
2
0.87
Porto
39
16.96
Santarém
10
4.35
Setúbal
17
7.39
Viana do Castelo
6
2.61
Vila Real
5
2.17
Viseu
9
3.91
Total
230
100



A tabela acima exposta exibe o número de deputados que cada distrito elege, assim como a percentagem do total de deputados que corresponde a cada círculo. Pode-se ver fazendo as contas que os cinco círculos com mais votos (Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Setúbal) elegem 60 por cento dos deputados. Sessenta por cento! Todos os demais elegem menos de 5% dos deputados cada. Ou seja, teóricamente, 5 distritos podem impôr-se aos restantes 19 círculos eleitorais.



O resultado dessa organização eleitoral é óbvia: concentração política em favor das grandes cidades. O campo, o interior, a periferia, são esquecidos. Não conseguem resistir a leis que lhes sejam prejudiciais, e vê os serviços públicos que paga pelos seus impostos fugirem para os centros urbanos. Os seus costumes e tradições, assim como as suas actividades económicas essenciais, são esquecidos (rejeição do aborto, touradas, caça, pesca, agricultura). O Estado redistribuí essa riqueza pelos centros urbanos, atraindo para aí a população. Daí se explica em grande parte o declínio demográfico e económico de muitas terras portuguesas, que as está literalmente a levar, tantas vezes, à morte.



Agora imagine-se que havia uma segunda câmara no parlamento, em que cada concelho era representado pelo seu presidente de câmara. Imagine-se que este senado municipal tinha autênticos poderes, ou seja, que podia travar leis liberticidas e impostos, e que a aprovação do orçamento (e logo a distribuição territorial da receita) necessitava da sua aprovação. Isso contribuiria para reequilibrar a política do governo em favor da periferia. Travaria o declínio dessas regiões.



Na verdade, os cincos distritos actualmente com maior peso eleitoral - os mais urbanizados - só representam 25% do total de concelhos (80 sobre 308). É esse o peso eleitoral que teriam num senado municipal. Compare-se isso com os sessenta por cento de deputados que têm agora no parlamento... Cláramente, um tal sistema político travaria o Estado, e em geral a centralização em curso.



Sempre haverá um pouco de centralização política e de concentração urbana. Primeiro, porque a natureza do Estado é essa: sugar tudo para si. Por outro lado, há territórios mais propícios à instalação de povoações do que outros, por razões climáticas, económicas e geográficas. Mas nunca se teria assistido a uma tão grande concentração de pessoas no litoral e especialmente em Lisboa se o sistema político, pela violência latente que o caracteriza, assim não o tivesse promovido ao longo dos séculos.



Viva a Descentralização!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Eleição Indirecta: Não Custa Nada Sonhar

Propõe-se um novo método de eleição do chefe de Estado, indirecto, descentralizado, que acabe com a democracia directa a nível nacional:

Cada eleitor de determinada freguesia vota no chefe da sua freguesia. Cada chefe de freguesia de determinado concelho vota para eleger um presidente de câmara (em caso de empate entre vários candidatos, o presidente cessante tem voto de desempate, o que promove estabilidade política). Cada chefe de câmara municipal vota num chefe de distrito (mesmo sistema de desempate do que no caso das eleições camarárias). Os chefes dos 22 distritos elegem o chefe de Estado.

Simultâneamente, pode-se imaginar um parlamento composto pelos 308 presidentes de câmara (uma espécie de senado municipal). 

Este sistema de democracia indirecta, se tivesse sido implantado após o 25 de Abril, teria grandemente travado o crescimento do Estado e do "progressismo social" que se verificou entretanto. Seria um sistema que protegeria as minorias rurais e provinciais das maiorias urbanas. Estas maiorias, por dependerem mais do Estado (porque o Estado concentra as suas benesses nas cidades), tendem a promover uma fiscalidade espoliadora. Além do mais, como as cidades são mais "modernas" ( = mais decadentes), tendem a promover políticas sujas como o divórcio à-la-carte e o aborto subsidiado, que as pessoas do campo repudiam com mais força. Este sistema teria posto um travão à centralização política que se evidenciou nas últimas décadas, com a transferência de recursos da periferia para Lisboa. A haver socialismo, seria um socialismo mais próximo das pessoas, gerido a nível local, e logo menos perigoso, mais razoável. Esta estrutura política teria muito provávelmente atrasado a entrada de Portugal na União Europeia, visto que a maioria dos portugueses não-urbanos tem um certo espírito conservador e patriota. Teria travado burocracias loucas que pesam particularmente sobre o interior (pois o interior seria mais forte políticamente): pense-se na destruição das pescas e da agricultura. Teria debilitado fortemente a influência de partidos criminosos e radicais de Esquerda (PCP, BE), pois estes seriam incapazes de conquistar políticamente a maioria dos concelhos, e menos ainda os distritos. Teria defendido uma maior concorrência em todas as áreas de negócio, pois os pequenos negócios do interior teriam lutado politicamente contra leis monopolísticas que favorecessem grandes empresas lisboetas próximas do poder. Teria promovido uma política estrangeira mais independente, mais defensiva, pois o povo, ao contrário dos manhosos geostrategas que abundam nos "corredores do poder", quer uma política que defenda antes de mais Portugal: não quer pagar para aventuras idiotas no Afeganistão. Na educação, teria bloqueado as ideias loucas do "eduquês", e mantido o bom senso do ensino tradicional.

Em suma, esse sistema promoveria um certo conservadorismo político, contra todos os lóbis parasitas que gravitam à volta do Estado (lóbis socialistas, lóbis corporatistas, lóbis paneleiros-chique da revolução cultural de Esquerda, lóbis militaristas-neocons). Ora como a tendência do Estado é crescer e tornar-se cada dia mais liberticida, um sistema político conservador é bom. É bom porque trava esse crescimento.

Temos um exemplo dum país extremamente descentralizado na Confederação Helvética. O país tem 26 cantões, que originalmente formavam países independentes. Gradualmente, ao longo dos séculos, foram criando um Estado central cada vez maior (à semelhança do que está a acontecer na Europa com a União Europeia). Mas mesmo assim, o país mantem-se bastante descentralizado. Cada cantão tem a sua força policial, e não há uma força de polícia central. Cada cantão tem a sua língua respectiva (francês, italiano, alemão), e a sua religião maioritária (católicismo ou protestantismo). O parlamento nacional está configurado como o parlamento americano, com uma câmara baixa e uma câmara alta (onde cada cantão tem os mesmo dois votos, o que enfraquece os cantões mais povoados). Cada cantão tem o seu parlamento e as suas leis. Há armas com abundância, nas mãos da população. E o referendo popular é obrigatório, em muitas matérias, o que permite ao povo vetar muitas das decisões que os políticos lhe querem impôr.

O resultado disso tudo, que qualquer pessoa que tenha vivido na Suiça pode confirmar, é que esse país é um pequeno paraíso de impostos baixos, segurança, liberdade, serviços públicos de qualidade razoável, e gente bem educada.

É um modelo do qual Portugal se devia inspirar.