domingo, 2 de dezembro de 2012

Nem Que Me Pagassem!



Os javardos cleptómanos do eixo PP-PSD aprovaram, mais uma vez, um orçamento extremamente ladrão. O mais ladrão de sempre, na verdade. Não tiveram vontade nem colhões para se atacar nem que seja simbólicamente à classe parasita - funcionários do Estado, reformados e desempregados, empresas de regime - tendo decidido em vez disso chular ainda mais os produtores portugueses.

Esta decisão é dúplamente porca. Porca, porque ladra (mas disso já estávamos à espera). E eminentemente porca, porque traidora. O eleitorado da Direita, composto essencialmente pelo povo produtor, vota na Direita para se defender da Esquerda e da sua roubalheira. As chefias da Direita sabem disso, sabem que dependem pela sua sobrevivência desse eleitorado. No entanto, enrabam-no sistemáticamente. A Esquerda, quanto a ela, é pelo menos leal ao seu eleitorado de base: os parasitas. A Direita, bem vistas as coisas, é pior que a Esquerda. A Direita é ladra e hipócrita, enquanto que a Esquerda é "honestamente" ladra. A Direita trai os seus, fazendo políticas de Esquerda. Já a Esquerda defende políticas de Esquerda, e faz políticas de Esquerda: são ladrões assumidos. Note-se bem que nunca o marginal PCP traiu os seus militantes como o PP (o suposto "Partido dos Contribuintes") prejudica os seus.

As chefias porcas da Direita jogam um jogo sujo, e sabem bem que o fazem. Sabem que são filhos da puta cínicos. Nas suas cabeças de Maquiavéis merdosos, pensam o seguinte: "Vamos aumentar os impostos, mesmo que tenhamos prometido o contrário. O nosso eleitorado, de qualquer modo, não tem para onde ir. Não vai votar na Esquerda, pois não?! Ao aumentar a roubalheira, temos dinheiro para apaparicar a função pública e os lóbis, dos quais precisamos para ganhar eleições. E a nossa base está garantida. Só vantagens".

Pelas suas inúmeras traições, pelos seus inúmeros crimes, a Direita perde qualquer direito, qualquer pretensão, ao voto das pessoas de bem. Não o merece, pura e simplesmente. Mais do que isso, merece não tê-lo.

Mas a verdade seja dita, o povo produtivo merece o balde de merda que tem enfiado na cabeça. O povito, torto e burro, cai sempre na armadilha do "voto no mal menor". Cai sempre na armadilha do "voto útil" (em vez de se abster, de votar em branco, ou de votar num partido liberal ainda por criar). "Voto útil" que na prática é o mais inútil de todos, porque não põe em dificuldade quem quer que seja (quer esteja o PS ou o PSD no poder, todos os interesses instalados mamam). Ao votarem sistemáticamente no monte de merda que os tem parasitado e traído há décadas (PP-PSD-PS-PCP-BE), os portugueses só lhes deram poder, como é óbvio. Nunca utilizaram o voto da única forma que funciona, da única forma que leva os políticos a mexerem-se: com espírito de vingança. Não perceberam que os políticos, das pessoas mais imorais e falsas que há na face da terra, só percebem uma coisa: o sofrimento. Nenhuma promessa que eles façam tem valor se não souberem que podem sofrer por desrespeitá-las.

Imagine-se que um milhão de portugueses, só um milhão daqueles que habitualmente votam à Direita, se decidissem abster completamente enquanto não houvesse um candidato a defender sériamente o fim do IRS, da TSU, do Imposto de circulação e do IMI (para começar). Pense-se nos resultados que isso teria. No curto prazo, significava que a Direita era esmagada (entre partidos do centrão, com totais de votos parecidos, poucos votos fazem a diferença entre ter um assento ou não, entre ganhar uma eleição ou perdê-la). O parlamento passava massivamente para a Esquerda. De facto, enquanto os produtores se absteriam nos 24 círculos eleitorais, a classe parasita continuaria a votar pelos seus interesses, sem vergonha, como sempre. É esse curto prazo que tanto assusta os tontos que votam no "mal menor". O que é preciso ver é que essa abstenção massiva seria uma reserva de votos fabulosa para qualquer político ou partido que dela quisesse tomar partido em eleições posteriores. Em primeiro lugar, os partidos da Direita, ao serem afastados da mama, sofreriam revoluções internas: políticos mais liberais subiriam ao topo, pois só assim os partidos poderiam esperar chegar aos tachos. Os políticos, que têm muito bom faro, perceberiam logo para que lado o vento estaria a soprar. Por outro lado, as condições estariam criadas para o surgimento de novos partidos, mais duros, mais coerentes, firmes na defesa da classe produtora. Partidos que acabassem com o saque fiscal. Em suma, as coisas mudavam, e depressa.

Da próxima vez que o PP (Partido dos Paneleiros) e o PSD (Partido Socialista à Direita) nos pedirem o voto, só há uma coisa a fazer: mandá-los para o CARALHO. Votar em branco, ou não votar. Melhor ainda, desenhar um caralho no boletim de voto, para lhes "significar" todo o respeito que temos por eles (e desanuviar a nossa raiva, o que também faz bem). Há que limpar o parlamento desse estrume hipócrita. Não o fazer é uma falta de orgulho e uma falta de honra por parte do povo produtivo. Faltas morais essas que justificam todas as canalhices que a bandidagem lhe faça posteriormente: um povo de ovelhas merece ser governado por lobos. Um homem a sério não admite ser dominado, roubado, traído e controlado pelo putedo que temos na rua de São Bento.