quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Escripta Etymologica

Em protesto contra o Aborto Orthographico, em defesa das nossas tradições e liberdades, como forma de repudio ao controlo estatal e centralizado da educação e da lingua portugueza, e de forma a promover a claridade dos conceitos, o Porco Capitalista passará doravante a ser escripto respeitando a etymologia das palavras.

O blogue basear-se-á principalmente na obra do brasileiro "Glauco Mattoso" (pseudonimo), mais especificamente, o seu "Tractado de Orthographia Lusophona".

Encoraja-se o leitor a corrigir eventuaes erros encontrados nos artigos. Pode fazel-o atravez das caixas de comentarios, ou no email do blogue: pedrovelhinhobandeira@gmail.com.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Liberdade e Tradição

Ao contrário do que se poderia pensar, liberdade e tradição andam geralmente de mãos dadas. Poderia imaginar-se que são inimigas irreconciliáveis, pensando por exemplo nos vícios ou na fornicação (práticas que, apesar de legítimas, vão contra os bons costumes). Mas a verdade é que se reforçam uma à outra.

Em primeiro lugar, associada à liberdade está a responsabilidade. Cada um é dono de si, é verdade. Mas por isso mesmo, ninguém tem obrigação de sustentar os outros, quando as consequências dos seus desvios se manifestam. Sofre-se as plenas consequências das suas acções. Aqueles que são imprevidentes, esbanjadores, promíscuos, desonestos, desleais com a família, gulosos, auto-destrutivos, e outras coisas ainda, mais tarde ou mais cedo sofrem as consequências dos seus actos. Depressa aprendem com os seus erros. Da mesma forma, o seu exemplo serve de ensinamento à sociedade no seu todo. Por exemplo, aqueles que não casam, que têm poucos filhos, que divorciam, tendem a ter velhices difíceis, sem falar dos outros problemas que a solidão acarreta (dificuldade na doença e no desemprego, nomeádamente).

Por outro lado, quem tem valores tradicionais sente o Estado como um inimigo. O Estado é a instituição que, ao violar as liberdades e a propriedade das populações, e ao combater os seus bons costumes de mil e umas maneiras (televisão, escola obrigatória, revolução cultural feministo-gramsciano-frankfurtiana), as impede de prosperar e em geral, de viver como querem. Quem tem os valores da Vida, da família, da prosperidade e do crescimento no coração, só pode ver o Estado, o grande inimigo da liberdade e da tradição, como um corpo parasita e sufocante. Quem quer ter filhos, fazer famílias fortes e duradouras, quem quer produzir, criar, ganhar dinheiro, crescer, quem tem fé em Deus, quem gosta de falar verdade, quem tem espírito independente, quem é patriota, resiste naturalmente aos avanços totalitários do Estado. Uma pessoa destas é viril, e um homem viril não gosta de ser sodomizado por impostos sem fim, burocracias absurdas, serviços militares, hostilidades anti-católicas da maçonaria, e elites decadentes abortadeiras e pró-divórcio (que vão promover que a sua mulher lhe ponha os cornos e se pire com os filhos e a fortuna). Não admite que lhe digam como deve levar a sua vida. Nem admite que o seu país, cuja independência foi conquistada no sangue, se submeta por uns tostões a lóbis estrangeiros (ONU, NATO, UE, lóbi bancário, lóbi judeu-sionista...). Em suma, o homem tradicional gosta da sua liberdade e do seu estilo de vida, protege as condições que lhe permitem sustentar a sua família e deixar algo para o futuro, e resiste. Esta resistência da população é a grande defesa da liberdade. A sua única defesa, na verdade.

Não por coincidência, constata-se que gente decadente ráramente ou nunca defende a liberdade. Se o faz, é sempre por causas "chique" (levar na peida, fumar charros). Por exemplo, a geração de Abril (também conhecida por Geração de Merda), que foi a grande promotora e executante de decadências anti-familiares e anti-sociais (sexo "livre", aborto, divórcio, promoção da carreira das mulheres em detrimento da criação de filhos, endividamento louco com objectivos de consumo, homossexualidade, "tolerância", socialismo, progressismo, democratização do voto, submissão à UE, traição dos brancos das colónias entregando-os a movimentos racistas e marxistas,...), defende agora acérrimamente os seus privilégios de parasitas reformados. Ou seja, fazem tudo para viver coercivamente, pelos impostos, à custa dos poucos jovens deste país. Jovens estes que têm regra geral muito menos património e posição social que aqueles que suportam pelos seus impostos. E que nem sequer conhecem aqueles que andam a viver à sua custa, o que não é o caso com a tradicional e natural solidariedade familiar para com os mais velhos, a ajuda aos pais. Em suma, os palhaços da Geração de Merda, já que não pouparam nem fizeram filhos que os podessem ajudar nos seus velhos dias, já que andaram a levar na peida e na pachacha de um e outro, já que abortaram, já que foram de férias ao Brasil todos os anos em vez de criar mais um filho, já que estão divorciados e isolados, estão na merda. Logo, para acrescentar um crime a uma imprevidência, e para não sofrerem as consequências das suas acções e das suas ideias (= ter que trabalhar, ou depender da caridade), apoiam políticas de roubo socialista. Não estamos perante o caso duma cigala que pede humildemente à formiga que a sustente. É o caso duma cigala que vai assaltar, de pistola e de voto na mão, a formiguinha que mal teve tempo de nascer e de produzir. Filhos duma grandessíssima puta!

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Liberdade e tradição são complementares. A liberdade promove comportamentos responsáveis. E só pessoas responsáveis e positivas – os adeptos da tradição – têm motivação e fé para defender princípios de forma altruísta. O hedonista, cujo lema é "Après moi, le déluge", não tem força interior para tal. Não vê para além da sua própria vida. Não tem dedicação. Não é patriota. Não se sente o portador duma chama que vem de trás, e que deve continuar para a frente. Não se importa com a estructura da sociedade em que vive, entre outras as suas leis e a sua cultura, porque não se interessa com o que possa acontecer ao seu país no futuro.

Democracia Moderna



A democracia (o "Poder do Povo"), tem muito que se lhe diga. Muito mais contra do que a favor.

Há entre outros dois aspectos negativos a salientar no moderno sistema de democracia, que difere bastante dos sistemas políticas gregos da Antiguidade.

Primeiro, o seu carácter anónimo. O voto é secreto. Não é feito de braço no ar. Não há registos públicos das escolhas de cada um. Não se sabe quais as ideias e os candidatos que cada um apoia. Isso facilita a promoção de políticas canalhas por parte dos imorais e dos burros. Se houvesse escrutínio público, as pessoas tinham muito mais medo de apoiar sacanas, de medo de serem ostracisadas, despedidas, e até atacadas físicamente.

Segundo, é uma democracia de massas. É muito impessoal. Não se conhece pessoalmente os candidatos, e além disso, vota-se em governantes que hão-de ter poder sobre pessoas que não nos são próximas. Num país de dez milhões de habitantes, como Portugal, a maioria da população é, para cada pessoa tomada individualmente, desconhecida. É uma massa irrelevante. Aí também, a propensão é para promover canalhices contra o seu povo. As pessoas só conseguem formar laços afectivos com algumas dezenas de pessoas, ao longo da sua vida. Algumas centenas, no máximo. De resto, não se importam com o que acontece aos outros.

Se a democracia fosse local, a nível do bairro ou da aldeia, e se fosse completamente pública, ver-se-iam muito menos militarismos, e muito menos socialismos. Muito menos burocracias absurdas também, que o distanciamento lisboeta ou bruxelense favorizam. A pressão social seria maior. É preciso ser muito ruim para mandar para a morte jovens que se viu crescer. Não se tem interesse em destruir a economia local com proibições loucas. E é muito mais difícil ser invejoso contra o empresário da aldeia, tendo trabalhado para ele, e vendo todos os dias que é a sua dedicação e o seu esforço que lhe conferem a sua posição social proeminente, muito mais do que a sorte. A coisa, nesse contexto, é muito mais visível do que se se tratar dum "capitalista" desconhecido. Em geral, é mais difícil "apertar o pescoço" a uma pessoa, directamente, e ver o resultado do seu trabalho, do que pedir a outros para fazê-lo.

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A democracia de massas leva ao crime.