quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Democracia Moderna



A democracia (o "Poder do Povo"), tem muito que se lhe diga. Muito mais contra do que a favor.

Há entre outros dois aspectos negativos a salientar no moderno sistema de democracia, que difere bastante dos sistemas políticas gregos da Antiguidade.

Primeiro, o seu carácter anónimo. O voto é secreto. Não é feito de braço no ar. Não há registos públicos das escolhas de cada um. Não se sabe quais as ideias e os candidatos que cada um apoia. Isso facilita a promoção de políticas canalhas por parte dos imorais e dos burros. Se houvesse escrutínio público, as pessoas tinham muito mais medo de apoiar sacanas, de medo de serem ostracisadas, despedidas, e até atacadas físicamente.

Segundo, é uma democracia de massas. É muito impessoal. Não se conhece pessoalmente os candidatos, e além disso, vota-se em governantes que hão-de ter poder sobre pessoas que não nos são próximas. Num país de dez milhões de habitantes, como Portugal, a maioria da população é, para cada pessoa tomada individualmente, desconhecida. É uma massa irrelevante. Aí também, a propensão é para promover canalhices contra o seu povo. As pessoas só conseguem formar laços afectivos com algumas dezenas de pessoas, ao longo da sua vida. Algumas centenas, no máximo. De resto, não se importam com o que acontece aos outros.

Se a democracia fosse local, a nível do bairro ou da aldeia, e se fosse completamente pública, ver-se-iam muito menos militarismos, e muito menos socialismos. Muito menos burocracias absurdas também, que o distanciamento lisboeta ou bruxelense favorizam. A pressão social seria maior. É preciso ser muito ruim para mandar para a morte jovens que se viu crescer. Não se tem interesse em destruir a economia local com proibições loucas. E é muito mais difícil ser invejoso contra o empresário da aldeia, tendo trabalhado para ele, e vendo todos os dias que é a sua dedicação e o seu esforço que lhe conferem a sua posição social proeminente, muito mais do que a sorte. A coisa, nesse contexto, é muito mais visível do que se se tratar dum "capitalista" desconhecido. Em geral, é mais difícil "apertar o pescoço" a uma pessoa, directamente, e ver o resultado do seu trabalho, do que pedir a outros para fazê-lo.

...

A democracia de massas leva ao crime.