domingo, 24 de fevereiro de 2013

Luctar, ou Fugir

Os portuguezes teem na sua maioria uma mentalidade de servos resignados. Se param para pensar na sua condição, veem o poder que o Estado tem. Muitas vezes, discordam desse dominio. Apercebem-se de que o garrote está cada vez mais apertado. Que as suas poucas liberdades vão sendo comidas, e que o seu patrimonio está sempre debaixo do olho cobiçoso dos lobis. E no entanto, não fazem nada!

Perante essa situação triste, a resignação não é saudavel. Não é honrosa, para ja. Não é viril. Acceitar a penetração é coisa de mulher. Resignar-se, não exhibir o minimo espirito de resistencia, o minimo espirito de sacrificio, visão de longo prazo, a pensar muito terrenamente na tranquillidade immediata que esta entrega permite, é, ironicamente, o caminho mais rapido para a destruição individual e collectiva. Permite aos maldosos, ao Estado, crescerem sem entraves. Uma sociedade em que não haja homens capazes de assumir sozinhos o peso da liderança e da solidão, na defesa duma causa, é uma sociedade perdida.

Face ao totalitarismo social-democrata que impera em Portugal, há que luctar ferozmente pelos seus interesses e direitos, sem qualquer vergonha.

Aquelle que quizer ficar, tem que se mentalizar que deve combatter os mafiosos do Estado. Deve fazer trabalho politico, alem das suas outras actividades. Deve ser um patriota solido, agarrado à sua terra. Só a necessidade e o desejo de combatter os bandidos, só o amor aos seus e à sua terra, pode fazer com que um homem se sujeite às humilhações que o regime lhe impõe. Até porque a partir do momento em que uma pessoa assuma uma posição de hostilidade ao Poder, será perseguida e provocada de varias maneiras. O patriota deve assumir frontalmente a tarefa immensa de mudar as mentalidades dos seus compatriotas, assim como o systema politico.

Aquelle que não tiver estomago para isso – o que é legitimo, apesar de não merecer o respeito que o luctador merece – deve tirar as consequencias dessa inclinação. Deve pirar-se da pocilga portugueza, e adoptar uma attitude descomplexada de mercenario e de cosmopolita. Isso não deve ser entendido como uma permissão para maltractar os outros, mas simplesmente como o habito assumido de, no dia-a-dia, nas suas relações pessoaes e commerciaes, e sobretudo nas suas relações com corpos politicos, não tolerar nenhuma manha ou parasitismo. Implica nomeadamente ir viver para baixo de jurisdicções fiscalmente e burocraticamente leves: paraisos fiscaes. Caraïbas, Suissa, Dubaï, Luxemburgo, Singapura. Implica deslocalizar os seus negocios para paizes que não os exmaguem com leis injustas. Implica viver no meio de pessoas com uma ethica de trabalho desenvolvida. Implicar voltar a Portugal somente para passar ferias.

O que não faz sentido nenhum é o que a maioria dos portuguezes faz. Ficar em Portugal, levar no cu cada dia mais fundo, sem dar sequer um peido de revolta.