quarta-feira, 3 de abril de 2013

O Triumpho Dos Porcos



UM POVO FEMEA

O povo portuguez é porreiro, comparado com muitos outros. Não é dos peores. Mas está muito longe do ideal do "nobre selvagem". É um povo perigoso, antes de mais para si mesmo. É um povo canalha e desprezivel. Tem uma costella profundamente negra.

É antes de mais um povo burro, com pouca capacidade intellectual. Tem pouca capacidade de abstracção, pouco sentido logico tambem, o que lhe impede de pensar claramente nos assumptos. É ingenuo, não tem sentido critico. Falta-lhe o scepticismo que é necessario para rejeitar as balelas ideologicas que lhe servem. Alem da falta de capacidade, tem pouca vontade de se elevar intellectualmente. Prefere ver a bola, comer e beber, do que pensar na sua condição, e estudar os assumptos da politica, da economia, e da fé. Tambem é deshonesto. Não busca a verdade, nem a consistencia de principios, sobretudo se estiverem a ser debattidos os seus interesses particulares. Estas pequenezes, repetidas mil e uma vezes, teem consequencias tragicas. Ganha-se uma vez, mas é-se enrabado mil e uma outras vezes pelos interesses manhosos dos outros. Nem na privacidade do seu lar, a fallar com os seus, o portuguez é capaz de appreciar objectivamente a sua situação e os seus interesses, reconhecendo os seus privilegios. Não tem sentido de justiça.

Tudo o que saia da bocca do popular é instrumental. O povinho, quando abre a bocca para fallar de politica, fal-o quase sempre para defender os privilegiozitos illegitimos que a classe particular a que pertence lhe outorga. Monopolios, subsidios, etc... É manhoso. Sabe que está a defender immoralidades, mas acha-se experto ao adoptar essa attitude. E teem o maior desplante. Não teem vergonha na cara. É o funccionario publico, eleitor socialista cujo rendimento é em media o dobro do dos trabalhadores do sector privado, que se offende que ciganos andem a mammar subsidios. É o mesmo funccionario que pretende "pagar impostos", quando sabe muito bem que vive dos impostos que o privado paga. É o reformado que se queixa dos jovens receberem subsidio de desemprego, mas que seria incapaz de criticar o systema de reformas do qual beneficia. É o empresario que se queixa dos impostos, mas defende subsidios para o seu sector... Emfim, é o grau zero da coerencia e do intellecto.

O povo é immoral. É esse o seu principal peccado. Mais especificamente, approva os crimes do Estado. Isso explica a força descommunal desta instituição criminosa. O Estado, que é minoria, torna-se massa. O popular apoia a mafia de forma passiva, ao contrario das elites. Mas la que apoia, apoia. Não se solidariza com os que soffrem às mãos das autoridades. Nem no coração, nem nas palavras, nem em acções. Em vez de termos uma solidariedade dos escravos contra o seu dono commum, combattem-se uns aos outros, para grande gozo dos seus lordes. Isto vê-se de forma nitida no caso da fuga ao fisco. Em vez de apoiar ferrenhamente todos aquelles que são perseguidos pelo fisco, o popular ainda é capaz de chibar às autoridades aquelle cujo unico peccado é querer guardar o fructo do seu trabalho para si. O tal palerma que ainda não percebeu que nasceu para escravo. Sempre com o "argumento" estupido de que "se eu pago, tambem eles teem que pagar". O Putedo de Lisboa pode assim "dividir para reinar". À grande e à francesa. Nem precisa de sahir do sofá.

O povo é preguiçoso e parasita. Parasita, porque preguiçoso. É mais facil viver à custa do vizinho do que ter que vergar a mola. Chamem-lhe "socialismo", chuchialismo, "solidariedade social", "ajuda aos mais necessitados", "coesão nacional". É sempre roubo. É sempre um pretexto. É sempre uma bela enrabadela, com mais ou menos vaselina. O homem simples gosta de ver o Estado a roubar os "rrrricos", os "exploradores" capitalistas, e até os outros trabalhadores, para poder viver de subsidios e receber "serviços publicos gratuitos" aos quaes pensa ter direito. E em geral, emquanto funccionario publico, para coçar os tomates em empregos vitalicios de lagartos lentos, monopolistas, privilegiados e arrogantes. E aïe do politico que se attreva a tocar nos privilegios dum qualquer grupo de mammões! É simples: o popular tem mentalidade de escravagista. Mesmo quando é elle proprio escravo. O que elle mais quer, para si e para os seus filhos, é um tacho na funcção publica. Quer segurança. Um bom empregozinho chato e inutil numa repartição qualquer. E que se foda o tributado: tem que pagar!

Tambem é invejoso, o que reforça o seu parasitismo. Se a embalarem com "igualdade", está disposto a apoiar qualquer filho-da-putice. Chupa até aos tomates a "igualdade", a "igualdade de opportunidades" e tutti quanti, desde que algum joão-esporra lhas sirva do pulpito. Delicia-se com boa nhanha igualitaria e demagogica. Elle, que não tem neuronios sufficientes para entender as consequencias dum qualquer conceito philosophico, observa attonito e com approvação toda a "igualdade" que lhe vendem. Como uma vaca na berma da estrada, a ver passar os carros. Muuuuuhh! Tudo em detrimento da liberdade e do progresso das pessoas mais produtivas, mais intelligentes, ou simplesmente mais sortudas. Em detrimento, sobretudo, do proprio homem do povo que se queira elevar da sua condição humilde, que será implacavelmente quebrado pelo fisco, pelas burocracias e pela pressão social, mal ponha a sua cabeça fora do buraco. Mas é melhor sermos todos pobres e iguaes, do que haver alguns a distinguirem-se, e a elevarem os outros pelo meio.

O povo é forte com os fracos, e fraco com os fortes. Só se enerva com os "maus do dia", que as elites, através da imprensa, lhe servem. Quando é espicaçado por propagandistas, é capaz da maior ferocidade. Mas é incapaz de combatter estas mesmas elites parasitas, de forma consistente. Isso implicaria uma lucta solitaria contra o systema installado, lucta para a qual não tem estomago. Isso implicaria attaccar-se ao Estado, que é um perigo bem maior e bem mais real do que qualquer papão apresentado no telejornal. Nem sequer percebe bem quanto estas elites lhe são inimigas. Como é burro, engole sem problema todas as patranhas que lhe servem desde a eschola.

O povo não é corajoso. Pelo menos, não tem coragem moral. Não tem a coragem de remar sozinho contra a maré, de ter opiniões proprias, de se oppor ao systema, de tomar uma posição publica, não vacilando na sua defesa. Se tiver coragem, é uma coragem fisica de soldadinho obediente, que vai para a chacina quando as auctoridades constituidas lho mandam, sem fazer perguntas. É mais uma inconsciencia do que uma coragem. Ahi sim, está disposto a servir de carne para canhão. É uma coragem de cão amestrado. 

Quando se enerva, é um enervamento de bobo, ou de actor de opereta. De revolucionario mexicano. É uma fanfarronada sem consequencias, sem amanhans. Elle não tem coragem de fazer aquillo que sabe, no seu intimo, ser necessario para mudar as coisas. Não é consistente, não tem dedicação, vive no presente. Não tem espirito de sacrificio. Como todos os povos du sul da Europa, é molle. Não se imagina um allemão ou um hollandez a fazer as figuras oratorias que um portuguez faz na taberna. O portuguez é um manhoso, um chico-experto, não um homem de principios firmes. É tão burro que pensa conseguir lidar com o poder, e safar-se. Pensa que consegue fazer negocios com o Diabo. Que se collabora com elle, que é pessoa de bem, de confiança, de boa fé. Por isso, é facil compral-o. Se surge um homem mais determinado a combatter os poderosos, levado por um certo descontentamento popular, bem depressa o compram com uma concessãozita, com uma audiencia em São Bento, com um subsidio, com um suborno, com uma promessa de emprego, com uma "comissão que vai estudar o assumpto". Com um ministerio, se for preciso. Mas não se pense que as elites mudam alguma coisa de substancial emquanto não soffrerem. Podem permitir ao revolucionario de pacotilha pôr a mão no tacho, mas em nenhum caso vão permitir que este ponha em perigo a refeição da classe parasita. Caso consiga por em perigo os seus tachos, começam a berrar tão alto, com tanta força, com tanta violencia, de todos os lados, numa união sagrada da Esquerda e da Direita, de todos os interesses, duma forma tão inesperada para o coitado do incauto, que elle põe logo o rabo entre as pernas e faz tudo o que lhe dizem. "Cresce". "Amadurece". Como ainda por cima o "rebelde" é, por norma, um amador da politica, a luctar contra pensadores e profissionaes dessa arte, ultra-manhosos e calculistas, eximios jogadores de xadrez, que conhecem todos os seus passos antes mesmo que elle tenha sequer pensado nelles, acaba sempre por ser papado, trahindo o movimento que lidera. Alem do mais, face ao poder, o popular cae sempre no erro de jogar à defesa, nunca ao attaque. E como tal, acaba sempre por soffrer golos. O Estado é organizado, consistente e toma a iniciativa, emquanto que as massas são amorfas e preguiçosas. Não percebem que precisam de se organizar politicamente e luctar até ao fim dos tempos, se não querem levar impiedosamente nas orelhas.

O povo pode-se dividir grosso modo em duas categorias, em função do seu voto, e em função do "sector" a que pertence, Mafia ou privado. O povo de Esquerda vive do Estado. Vota principalmente à Esquerda. É funccionario publico, reformado, desempregado, estudante, e familiares. E defende os seus tachos e regalias com um fanatismo e uma garra impressionantes. São canalhas, são filhos-da-puta, mas sabem donde vem o seu pilim. Teem instincto de sobrevivencia apurado. Se for preciso, para tractarem das suas barrigas redondas de Marios Soares, foder meio paiz até ao esophago, arruinar dez provincias, enforcar todos os primogenitos de cada familia que não paga imposto, votar caninamente em homens crueis, denunciar a propria familia ao fisco, forçar ao exilio toda a juventude, entregar a soberania do paiz ao estrangeiro e à banca judia, mentir e gemer 24 horas por dia em todos os canaes de televisão, elles fazem-no! São ladrões, mas não são parvos. O lider politico de Esquerda que mostre a menor fraqueza nesta grande tarefa de sodomia cosmica, o menor traço de consciencia, é immediatamente afastado, demitido, processado, expulso. A sua base, que é antes de mais nada e acima de tudo, não o esqueçamos, uma base de parasitas, limpa-lhe logo o sebo. Vai logo para a chefia do partido um lobo com os dentes mais affiados. O esquerdista é selvagem. Não é homem de sentimentos refinados. Pode defender uma ou outra mariquice progressista, como o aborto ou a legalização do cannabis. Como não trabalha a serio, tem tempo para se dedicar a pedantices. Mas o que elle quer mesmo, mesmo, mesmo, lá no fundo, é viver à custa dos outros. O que elle gosta é de boa vida. O que elle quer é dinheiro. Não brinca em serviço. Philosophias é para o fim-de-semana.

Ja pelo contrario o povo de Direita é composto principalmente por pessoas que trabalham no sector privado. Pequenos e medios empresarios, e seus trabalhadores. Tendem a ver o Estado como um peso nas suas costas. Em termos numericos, são a maioria da população. Mas são muito menos determinados, muito menos unidos contra o inimigo commum, muito menos zeladores dos seus interesses proprios. Em poucas palavras, sãos umas merdas submissas. La bem no fundo, aquillo que gostam mesmo, mesmo, mesmo, é de pagar impostos. Chupar e levar no cu. Nasceram para obedecer ao Estado. Votam na Direitinha que se tem, porque querem, dizem elles, proteger-se da Esquerda. Eventualmente, votam PS. Nunca na Esquerda dura. Mas quando essa Direita os trae, como o faz systematicamente, nunca baixando impostos, sempre os aumentando, sempre lhe impondo burocracias loucas, sempre lhe forçando politicas de Esquerda pela guela abaixo, o seu eleitorado nunca, nunca, nunca se lembra de os castigar. Teem tanto medo da Esquerda, assustam-se tanto com ella, coitadinhos, são tão burros, que não percebem que a alternancia democratica é só uma palhaçada, um espectaculo que se lhes dá, para acreditarem que teem controlo sobre as suas vidas. Não percebem que não ha partidos a defendel-os, e outros a chulal-os. Estão todos la para viver à sua custa. Que o mal menor (será mesmo?) é um mal na mesma, e como tal deve ser combattido. Que o "voto util" no mal menor é na verdade completamente inutil.

Quando um homem mais intelligente, mais direito, lhes explica que a Direita não presta, que é uma merda, que não merece nem um voto, nem um peido, nem um centavo, os tontos de Direita, os taes que andam desde sempre a levar na peida dos seus "protectores", ainda fazem questão de lhe travar uma guerra a elle, mensageiro. Como os cães, o eleitor de Direita gosta de comer o seu proprio vomito. É um povo femea: dá-lhe gozo ser possuido. Diz que não, diz que talvez, diz que mais tarde, resiste, resiste, mas no final até gosta. A prova: ha seculos que o Estado cresce, cada vez mais ladrão, cada vez mais desenvergonhado. De rei em rei, de monarquia absolucta em monarquia constitucional, de monarquia em respublica, de respublica em dictadura, de dictadura em democracia, o povinho de Direita só faz uma coisa, cada vez mais. Aquillo para que nasceu: pagar impostos, fazer broches ao seu senhor, votar na sua Direita quando lhe deixam e quando lhe pedem.

O homem de Direita é um burguezeco de merda, com tudo o que isso implica. E nessa categoria inclue-se toda a classe media do privado, trabalhadores e patrões. É muito materialista. Muito conformado. A Esquerda pode ter um programa immoral e destructivo, e elle proprio materialista, mas a verdade é que quando diz que o burguez só vê cifrões à frente dos olhos, não se engana. A burguezia é judia: dominadora quando a deixam, abjectamente vil quando lhe dão no focinho. Sempre pequenina. O burguezito lambe a mão que lhe batte, de medo que lhe batta com mais força. Não tem brio. Tem medo de criticar os seus lordes, a sua Direitinha querida, de lhe chamar nomes, de os mandar para o caralho da puta que os pariu. É muito simples, muito elegante, muito decente. Tão fino que guarda a compostura quando o sodomizam à bruta. Ha que respeitar os seus predadores. Ha que respeitar esta respubliqueta ladra. Ha que manter a dignidade, o sorriso Colgate, enquanto lhe dilatam os esphincteres. Emquanto a mafia destroe o paiz sob uma chapa de impostos e burocracias. Emquanto o paiz vai morrendo duma morte lenta, por falta de creanças. Numa altura em que era preciso garra, tesão, intransigencia, ferocidade, está com delicadezas. Como uma puta apaixonada pelo chulo, encontra sempre mais uma desculpa para aquelles que lhe enchem a cara de porrada. Nasceu merda, merda viverá, merda morrerá, merda apodrecerá. Vai mas é dar lições de piano à tua filha, ó "classe media" filha da puta! Os esquerdistas são satanicos, mas pelo menos teem bons instinctos de sobrevivencia. O burguez é tão reles que nem os seus interesses, a sua propriedade, o seu estomago, é capaz de defender. É incapaz de retaliar, de se vingar, de combatter. Isso é profundamente desprezivel. É coisa de sub-homem. De não-homem. De vagina ambulante. De escroto phantasma. De eunucho acephalo. É não ter auto-estima. Não o faz por espirito christão, que é cabrão de mais para isso. Morrer na cruz, tá quieto! Fal-o por cobardia. O burguez é cobarde. É incapaz dum gesto de grandeza e de sacrificio. É um merda reles. Poncto final. Paragrapho.

Nem um gestozinho de revolta é capaz de fazer, todos os quattro annos, anonimamente, na urna de voto. É conservador, isto é, quer conservar a situação merdosa a que se chegou, mas nunca tem uma attitude reaccionaria, nunca dá um coice, como seria necessario. Nunca derruba a mesa de jogo. É tão pouco aristocratico, tem tão pouca coragem, castraram-no tão rente à virilha, que a simples ideia da mera possibilidade de ter quattro anninhos de Esquerda no poder lhe faz borrar as cuecas. Compelle-o irresistivelmente a ir votar de novo na sua querida Direita, a tal que mil vezes lhe cuspiu à cara. Quando só um voto em branco, ou uma abstenção, ao fazerem perder a Direita, a forçaria realmente a desemporcalhar-se e a luctar pelos interesses do seu eleitorado, caso quisesse regressar ao poder. Mas geralmente a coisa limita-se ao "PSD! PSD! PSD! PSD!". Ou para os mais rebeldes, authenticas sementes de revolucionarios, um voto no panelleiro do PP, que se encosta sempre ao irmão mais velho. O portuguez é uma putinha docil. Chupa, engole, e ainda chora por mais.

Note-se bem que os portuguezes, ao longo das varias decadas de eleições e de democracia mais ou menos participativa que tem havido até agora, e que antecedem de longe o 25-A, nunca se dignaram apresentar um programa minimamente liberal, um partido minimamente liberal, um candidato minimamente liberal. Nunca se dignaram votar por elle, tambem. Porque não existia, primeiro. E segundo porque intimamente, no seu coração, não o queriam, e logo não appareceu. Nem um combatte politico moderado, manso, nas formas, legal, institucional, foram capazes de fazer. Nenhum partido que pedisse a abolição de trez ou quattro impostos, algumas privatizações, e cortes uniformes nas despesas do Estado, appareceu. Se houve cinquenta grupos marxistoido-mao-trotsko-mammões antes e depois do 25 de Abril, nunca houve um punhado de homens a defender mais liberdade de ha 30 ou 40 annos para ca. Nem uma meia duzia de palestras abertas ao publico. Ha um milhão de empresas, bolas! E milhões de trabalhadores do sector privado. Esta gente é chulada por IVAs, IRSs, TSUs, IMIs, outros ainda. Não custava nada pedir a abolição dalguns destes impostos. A Esquerda, quanto a ella, nunca tem pruridos em pedir aumentos salariaes para as suas clientelas. Bastava um milhão de pessoas votarem num partido a sério para a Direita implodir completamente e ficar com o recto todo rasgado.

Mas em privado, o palhaço do burguezito falla da necessidade de se dar uns tiros na bofia ou em agentes do fisco. De enforcar uns quantos politicos. Pelo menos, dil-o nos raros momentos em que não acha normal tudo o que lhe fazem. Ou seja, coisas meio-loucas, insensatas, suicidarias, illegalissimas, gostava de fazel-as, se tivesse tomates para isso. Fanfarrona-as junto dos amigos proximos. Mas aquillo que pode fazer para aleijar mesmo os canalhas, coisas simples, coisas legaes, coisas sem grandes riscos, trabalhar no systema, criar um partido, apelar ao voto nesse partido, não votar na Direita nem na Esquerda tradicionaes, tomar posições publicas na TV e na Internet, criar uma associação, fazer um pouco de trabalho politico local, não o faz. Tem medo. Medo duma descida da ASAE. Duma inspecção do fisco. De ser mal visto pelos totós. De ser despedido por um patrão cona que gosta de pagar impostos. Dum processo em diffamação. De passar dois dias na esquadra, levando um par de estalos dos porcos. De perder amigos que não prestam. De desagradar à tontinha provinciana que andava a querer foder, que obviamente lhe vai virar as costas assim que elle se tiver afastado do politicamente correcto. Ou então não. Ellas gostam de machos-alfa. Medo de ganhar mais. Medo de ser livre! Medo de ser homem, em suma. É duro ser um homem. Um homem verdadeiro. Não um vegetal como milhões. Não é qualquer um. Não basta ter um escroto. É mesmo preciso ter la os colhões, bem descidos. É sempre necessario tomar alguns riscos, fazer alguns sacrificios!... É preciso ser viril, fazer inimigos. Nunca se fez nada sem ser assim. Não ha caminhos faceis. É mais facil ficar caladinho que nem um ratto, à espera do Dom Sebastião que vem salvar o nosso cuzinho. É mais facil não tomar posição, a ver para que lado a balança se inclina. O escravo tem tranquillidade. Parece-lhe, pelo menos.

Quando alguem tiver feito o trabalho necessario, elles la hão-de sahir da toca, para batter palmas e encher o peito, clamando pela liberdade, cujo significado desconhecem. Vai-se levando na peida do fisco, da bofia, dos politicos, das leis, das burocracias, da camara, dos sindicatos, dos lobis. Mas mesmo assim fica-se caladinho, a rezar para que o pau caia antes de mais ninguem nas costas dos outros. Elle cae-nos sempre em cima. Não ha como escapar. A rattoeira está bem montada. É universal e implacavel. Ou se destroe o engenho, ou se soffre com elle. Nesta vida não ha outro caminho senão o do trabalho e da lucta. Até ao ultimo dia. Não vale a pena ser cobarde. Ninguém escapa. Antes do 25 de Abril, a burguezia não fez nada para solidificar o regime, chamando de volta o rei, acabando com a democracia limitada que existia, que só se podia extender às massas manipulaveis, dando assim o poder a partidos de Esquerda radical. Não fez nada para baixar impostos, ou para liberalizar sectores monopolizados. Assim a Esquerda, quando tomou o poder, só precisou de se apoderar de estructuras de poder ja muito centralizadas, sem resistencia nenhuma local. Todos estes cromos de capitalistas, pequenos ou grandes, conformistas e bananas ao maximo, levaram bem na peida quando lhes appareceu um "comité" qualquer à porta da fabrica e da herdade, pilotado pelo PCP. Todos os perigosos senhorios, oppressores dos seus inquilinos, ficaram bem assadinhos, quando os seus inquilinos os mandaram para o caralho. Todos os trabalhadores engoliram bem, quando a Esquerda os taxou à morte para financiar os taes dos "direitos" que pensavam sacar aos patrões. Ahi berraram, choraram, imploraram, ficaram com o buraco todo dilatado, mas ja era tarde. Não é quando a mafia está à porta que se lucta. É antes, muito antes.

E não apprenderam. A sua natureza de merdas submissos, de tretosos, de verbosos, capazes no melhor dos casos dum arrufo grotesco, duma fanfarronada de general mexicano, dum peido insurgente, está tão entranhada, é tão genetica, tão inabalavel, tão implacavel, tão miseravelmente forte, que nos 40 annos de relativa liberdade de expressão e de associação que se viveu, ainda não foram capazes de formar um partido anti-socialista que defendesse os seus interesses. E como tal, soffreram o inevitavel. Ao roubo directo, total e brusco dos communistas, sucedeu-se o roubo gradual mas não menos total e suffocante dos socialistas. Muito mais perigoso, na verdade, porque adormece a resistencia do povo. Sodomia à bruta, ou sodomia com vaselina, o chouriço anda indomavel. Fechem os vossos cus, caramba, que elle vem ahi para mais uma investida! Ha sempre mais uma investida socialista. Sempre! Socialismo que, pequeno à-parte, é uma ideologia de pencudos. Uma bela sodomia de goyes, como elles tanto gostam de as fazer. Um paiz catholico devia ter vergonha de adoptar javardices talmudicas desse genero.

O totó do empresario ou do assalariado do privado, chico-experto de merda, que nunca abriu a bocca durante decadas, está hoje arruinado por uma tirania fiscal implacavel. Centenas de milhares de empresas viaveis foram destruidas pela mafia ao longo dos annos. Um sem-fim de empregos uteis se perderam, com a humilhação que isto implica para as pessoas em questão. O cromo do manso do portuguez foi à falencia, está cheio dividas, penhoraram-lhe os bens pessoaes, vai passar a velhice na pobreza, vai ser uma carga desnecessaria para os filhos. Foi humilhado, vexado, esfregado na lama. Depois de todos os serviços que forneceu aos outros ao longo da sua vida, ainda lhe cospem à cara se for preciso: "explorador!"; "sacrificios partilhados"; "rrrrico!". O patrimonio que lhe vinha de traz, de varias gerações atraz, comeram-lho. Todo este esforço accumulado foi sugado. Cuspiram à cara dos seus paes, dos seus avôs. Violam a memoria da sua mãe. Mas mesmo assim, quando um filho da puta dum politico de Direita lhe vai ao cu e aumenta os impostos, quando approva orçamentos da Esquerda (!!!!) em nome do "consenso", da "responsabilidade", do "equilibrio das contas publicas", do "manter a Esquerda fora do poder", "da estabilidade do systema bancario", da "Troika" e da Trika, o palhaço, o merda, o zero, o invertido, o leva-na-anilha, o verme de Direita ainda se lembra de defender o seu carrasco, todo feliz da sua experteza de manhoso, do seu supposto "bom senso", todo feliz de estar a preservar o partido que, pensa elle, não lhe vai tirar tão depressa aquillo que, de qualquer forma, vai perder em breve. Aquillo que em boa verdade, ja perdeu. A luctar, talvez perdesse na mesma. Mas pelo menos salvava a honra. E a sua situação seria sempre melhor do que é actualmente. Ha ahi uma ironia divina. Calou-se para salvar o seu cuzinho, e por isso mesmo, pela sua submissão, é condenado a ser enrabado com toda a violencia. Não foi viril, como putinha sodomita foi tractado.

Taco de baseball no craneo, até ganhar virilidade. E, de seguida, quattro ou cinco regimes communistas bem duros na peida, até apprender que deve ser homenzinho e luctar pela sua propriedade e pela sua liberdade. Ha quem diga que Portugal precisa dum Salazar. Estão enganados. O que precisava mesmo é duma meia-duzia de Alvaros Cunhaes, bem sanguinarios, bem totalitarios. Dumas marteladas no nariz. Quiçá de duas ou trez bombas nucleares na cabeça.

O que é que passa pela cabeça duma pessoa que produz, trabalhador ou empresario, para querer continuar a votar nesta merda? Para continuar a defendel-a? Para não pedir intransigentemente baixas de impostos? Para arranjar desculpas aos lobos? Para não perceber de forma clara quão o seu interesse é antagonico do da classe parasita? Como é possivel que esta attitude não seja a excepção, mas a norma? Como é possível haver tantos carneiros? Que sejam uma maioria? Que aberração genetica é essa do portuguez? Que falhanço biologico? Que radiação? Que mutação? Que chromosomo, a dada altura, foi para o galhete? Vão-lhe ao cu, e ainda agradece?! Foda-se!

A unica coisa que funcciona, no portuguez, é o esphincter. Ahi sim, qualidade de primeira categoria. Reputação internacional. Anus de exportação. Impulso do PIB. Especialidade nacional. Gloria da Nação. Ex-libris turistico. Simultaneamente flexivel, mole, tenrinho, comfortavel e resistente, para aguentar e acolher tudo o que venha.

Isso até pode parecer um misterio. Mas só para quem não perceba que o portuguez é pequenino e ruim. De Esquerda ou de Direita, cada um à sua maneira, são canalhas. São immoraes. Até podem trabalhar no sector privado, e ser chulados todos os dias pelo Estado, mas não querem viver livres, no meio de homens livres. Não querem sacudir o jugo. Querem antes privilegios. A mera promessa dum privilegio qualquer cala-lhes a resistencia. Não teem nenhum apego intellectual e emocional a conceitos como a liberdade, o direito de propriedade, a livre-concorrencia, a liberdade de expressão, o livre-porte de armas. Alem disso são maluquinhos da cabeça, são confusos, são esquizophrenicos. Não querem impostos, mas querem serviços do Estado: tanto berram contra um aumento de impostos num dia, como se oppõem a cortes de despesa no dia a seguir. Não sabem ver onde está o seu interesse verdadeiro. Não se apercebem das tangas que lhes servem na TV.

Emquanto empresarios, são corporatisas. Em geral, assustam-se muito com as violencias que as suas actividades possam soffrer. Teem medo de ser expropriados. Teem medo de aumentos de impostos. Teem medo de perder o emprego por causa duma burocracia qualquer que leve o patrão à bancarrota. Mas quando se tracta de luctarem por um monopolio, uma burocracia que vai foder os concorrentes, um subsidio para o seu sector, um Estadinho "social" que lhes vai dar uma reforma ou um subsidio de desemprego, ahi estão sempre de partida. E não se pense que querem simplesmente recuperar os seus impostos. Votam sempre para roubar os seus semelhantes. Podem não ser de Esquerda, mas certamente que não são liberaes tambem. Quando não votam, fazem jogo mesquinho de bastidores. Se lhes derem a possibilidade de eleger um candidato liberal, um que nem os chula, nem lhes dá privilegios, não o farão de certeza. Para uma lucta pela sua propria liberdade, não mexem uma palha. Só para o mal é que combattem. Só pela "segurança" que o Estado lhes dá é que dão a cara. Sujeitar-se ao mercado, tá quieto! São politicamente bananas. Tão burros que, quando querem "ter influencia", a primeira coisa que fazem é financiar um jornal cheio de Esquerdistas que os desprezam, e que os querem expropriar. Não valem um peido.

Repita-se: na cabecinha, são todos uns funccionarios publicos. Com o que isso tem de pathetico e pequeno. São uns merdosos burocratas. Arranha-papeis. São de Direita por interesse, porque pagam impostos, não por principio. Não se oppõem fundamentalmente aos principios ladrões da Esquerda. Como a Esquerda, teem mentalidade parasita. Os mesmos que votam à Direita, se lhes dessem um bom tachinho na funcção publica, viravam logo a casaca. Como as mulheres, o que buscam antes de mais é o conforto. Nunca a aventura e o risco. É um povo que não tem homens, só mulheres. E as peores não são as mulheres-mulheres, diga-se bem. Na busca de segurança, só estão a seguir a sua natureza. Os peores são os homens-vagina que por ahi andam, incapazes de assumir e defender a sua posição neste mundo.

Ainda por cima toda essa gentalha, Esquerda, Direita, semi-homens, mulheres, cães, gattos, abutres, bodes, vacas, ovelhas, carneiros, formigas, serpentes, viboras, molluscos, marisco, peidos ambulantes, toda esta gentinha, portanto, forma um povo de fadistas! São umas grandes Amalias! Nisso, não ha nenhum que o iguale. Que choramingas! Que queixoso! Que triste! Que depressivo! Que deprimente! Que pessimista! Sempre a ver obstaculos em tudo e mais alguma coisa. Sempre a queixar-se de coisas que não tem intenção nenhuma de combatter, apesar do sucesso estar ao seu alcance. É um povo que cansa, que cansa terrivelmente. Nem as pessoas mais alegres conseguem resistir a esta maré de gemido. É constante. São gajas pesadas, victimizam-se sem fim. Teem dó de si mesmo. Não se imagina um alemão ou um brasileiro a cahirem nessa fraqueza. Cada um à sua maneira, mais taciturno ou mais alegre, leva a sua vida para a frente, sem pesar em cima dos outros. Os tugas mereciam mas é ir trabalhar para uma fabrica de telemoveis chinesa! Antes disso não teem o direito de se queixar.

Finalmente, o povo está decadente. Engoliu e digeriu toda a merda progressista, rabeta, feminista, putefia, moderneca e anti-religiosa que a sua elite satanica lhe serviu ao longo das ultimas decadas. Pode não ser activo no mal como esta, mas não a vomita para fora. Pelo contrario, os modernos ainda se acham mais expertos do que os seus antepassados. Elles, esses grandes palhaços de merda que nem filhos fazem, e que portanto como familias e nação andam a morrer, teem a lata de cuspir para os seus antepassados! A revolução cultural passou por aqui, e espalhou a sua cultura de morte. Esmagou tudo na sua passagem. O 25 de Abril não fodeu só a economia. Fodeu tambem a familia e as mentalidades.

As mulheres estão umas authenticas putas. Basta comparal-as com as nossas avós, para ver quanto as mulheres mudaram. Viram muita telenovella, muito filme de Hellywood, ficaram cadellas. Nem de perto nem de longe se pode dar às mulheres modernas, a geração dos annos 60 para a frente, o respeito que se dava às gerações anteriores. Fodem antes do casamento, não fazem filhos, abortam, não acceitam a auctoridade do marido, gritam muito, encornam, divorciam por dá cá aquella palha, piram-se com os filhos e com o patrimonio do marido, forçam-no a pagar uma pensão, põem os filhos sob a auctoridade dum padrasto – para maior humilhação do pae legitimo. Provocam o seu homem, fazem-lhe campanhas negras, victimizam-se. Em processos de divorcio, fazem falsas accusações de pedophilia. A unica coisa que sabem fazer é abrir a perninha. Como se isso tivesse algum valor. Até tem, bem vistas as coisas: 30 a 40 €. Teem uma attitude e uma mentalidade detestavel de feministas ressabiadas, quanto mais "educadas" peor. Isto leva-as ao conflicto permante e à destruição da harmonia familiar. São brutas, pouco carinhosas. Especialmente as nortenhas, e aquellas que ainda teem as mammas firmes. Fallam com uma pedra na mão. São ocas. E depois disso tudo ainda se admiram que um homem perca a cabeça, e lhes dê um tiro nos cornos. Pró caralho, suas vacas!

Ainda por cima, teem a mania. O que não faz sentido. A portugueza, em termos de belleza, só está a meio da tabela. É baixota, tem frequentemente os traços um pouco grosseiros, e a andar parece um patinho desengonçado. Se não temperar esta mediania pelos valores do coração, só presta para levar uma foda.

As mulheres sempre foram assim, manhosas até à poncta dos cabelos, e tontas. Abusadoras. Faz parte da sua natureza. Teem isso lá dentro de si. Não ha nada a fazer, emquanto a investigação genetica não tiver feito progressos assinalaveis. São materialistas, terra-a-terra, muitissimo pouco romanticas. Ainda por cima, como desde a infancia são habituadas a um tractamento de princesas, pelo simples facto da sua belleza e do seu sexo, ficam com o rei na barriga. Ficam mandonas e arrogantes. Encaram como um direito benesses que são simplesmente privilegios que os homens lhes dão por costume e por instincto protector. Mas não é nada que não se tempere com uma boa educação, um par de estalos nas orelhas de vez em quando, pressão social, e umas leis solidas. Ahi, consegue-se tirar o que ha de bom nellas. As nossas avós eram umas mulheres de combatte. Eram fieis e davam filhos aos seus homens.

Ja pelo contrário, esta geração é esteril e fracota. Cabeça de galinha, mas sem os ovos no activo. As portuguezas são definitivamente das peores mulheres que ha no mundo. Ha mulheres mais "livres" na Europa, mas não se figem de senhoras para depois agirem como putas ruins na mesma. São mais francas na "liberdade", na putice. E mais entesantes. Quanto à maioria das mulheres dos paizes dictos "atrazados", fazem filhos, como mostram as estatisticas. É ahi que se vê a pedalada duma mulher. Ninguém respeita abortadeiras e arvores sem fructo.

Quanto aos homens, são uns bananas que as deixam fazer tudo, que lhes toleram tudo, em vez de as pôr a andar na linha. Dahi elas serem como são. Toleram-lhes isso tudo, porque não querem prosperar e criar familia. São decadentes, não teem ambição, e como tal, estão-se marimbando para más leis e maus costumes que attaquem a familia. Não teem a coragem de assumir a sua posição de chefes de familia. O ZeZé Camarinha, que tem quanto às questões homem-mulher um conhecimento practico innegavel, definiu bem os portuguezes: "são cornos mansos". Não se dão ao respeito. Gente reles, em suma.

NEGRUME

Isto são verdades que não podem ser negadas. Alguem com um pouco de sentido de justiça, com alguma experiencia de debattes, e sem fraquezas affectivas que lhe turvem a lucidez, consegue ver isso tudo. O povo tem muito estrume no coração. Basta sacudil-o um pouco para que elle, de ordinario tão manso, mostre a sua cor. Basta fazel-o fallar. Basta vel-o votar. Basta ver as coisas pelas quaes elle se manifesta. O cabrão não tem vergonha. Quer é mammar. Os outros que se fodam. Só mesmo a ponctapé nos dentes é que o vicio lhe sae da cabeça. Com botas de biqueira de aço. Não se pense que é só ignorancia, fructo da propaganda incessante. Não é só defeito da cabeça. É defeito do coração. Mesmo que lhe expliquem bem a immoralidade duma situação, dum privilegio, o portuguez apoia-os. Porque sim. Porque gosta. Porque mamma. Porque quer. Porque é filho da puta.

Quem tenha dito algumas verdades brutas e basicas que saiam um pouco das normas da "boa educação" dos rabetas sem testosterona e sem auto-estima, sabe bem que a maioria das pessoas não reage com approvação às verdades que lhes digam. Deviam reagir com alegria, com approvação, com alivio até, à manifestação de verdades até à data reprimidas. Principalmente quando se tracta de combatter injustiças. Mas em vez disso, o homem franco é debattido tontamente por idiotas, duma forma pavloviana. Palhaços que no fundo, num momento de calma e de reflexão, até concordam com o que elle tenha dito, mas que o contradizem simplesmente para se afirmar. É insultado, geralmente de forma anonima... É gozado. É psychanalizado por psychologos de algibeira. É ameaçado. É processado. É despedido. É ignorado. É ostracisado. É exilado. É morto, até! Quem expõe a merda é tractado como se elle proprio fosse o inimigo publico nº1.

O mais estranho disso tudo é que não são só aquelles que teem interesse directo numa questão qualquer que respondem de forma burra e deshonesta às verdades. São terças partes a quem a questão não diz respeito que, também ellas, apoiam as imbecilidades reinantes!

Qualquer politico que falle a verdade está condenado a ser achincalhado pela imprensa, e posto no olho da rua pelo eleitor. Apparecem logo uns dossiês sobre o caso X ou Y. Não admira que sejam só aldrabões flacidos e manhosos a chegar ao poleiro. Os eleitores são como as mulheres, gostam de canalhas. E os lobis gostam de putinhas sem espinha, com ponctos fracos nos quaes se pode carregar, caso comecem a ficar muito independentes.

Na verdade, o povo português é uma mula teimosa. É uma besta de carga. Tem orgulho em carregar o seu fardo. Quanto mais carregado, mais força faz para a frente. É torto, o cabrão! Até dá vontade de rir, apesar de ser tragico. É como aquelles atrazados mentaes que se encontram nas aldeias, sempre a fazer asneiras, sempre com o olho paternal da aldeia em cima, sempre zangados com esta. "Não battas com a cabeça contra a parede, Agostinho!... - Deixa-me, a cabeça é minha!"

O povo não gosta daquelles que lhe querem bem e que lhe dizem as verdades eternas. Revolta-se contra aquelles que lhe abrem a consciencia. Contra esses, ha sempre raiva que chegue. Mas é incapaz de fazer o que quer que seja para combatter os seus verdadeiros inimigos, os parasitas do Estado.

DISTANCIA

Todos os povos se adequam mais ou menos a esses padrões. Mas não é por isso que o povo portuguez deixa de ser burro e immoral. Emquanto portuguezes, é isso que nos interessa, não o que acontece com os outros. Os outros que se fodam. Até porque nós ja cahimos bem fundo. Quanto mais portuguezes se aperceberem dos seus proprios defeitos e dos dos seus compatriotas, melhor. A consciencia é o principio da mudança. De qualquer forma, conceder-lhes a possibilidade de se elevarem por si, organicamente por assim dizer, ja é ser muito condescendente. Muito optimista. Meia-duzia de Breivikes no focinho funccionava melhor.

Ha que não ter illusões sobre os seus, e saber tirar as conclusões que se impõem: os portuguezes precisam de homens e de instituições que os segurem com redea curta. De homens que lhes deem com força nas orelhas de vez em quando. E os verdadeiros chefes da communidade, as elites naturaes, devem estar bem conscientes das fraquezas do seu rebanho, para não cahir insensivelmente nos seus erros. Não devem ser proximos dos seus. Devem estar acima delles, com espirito paternalista, com o chicote pronto, longe da merda, longe do negrume. Não lhes podem deixar estragar a sociedade, a prosperidade e a liberdade, permitindo a todas as ideologias maradas e a todos os instinctos perversos apoderarem-se da sociedade.

Nessa logica, não se deve ver como um progresso a evolução da monarquia absoluta para a democracia universal, verificada nos ultimos dois seculos. Pelo contrario, estas mudanças constitucionaes só contribuiram para dar poder aos instinctos predadores do povo. Quando o poder era distante, era visto como tal. Era visto como uma clique parasita a viver às custas do povo, e este resistia-lhe. Com a generalização da democracia, pelo contrario, tornou-se possivel acceder ao poder mais facilmente, ou pelo menos influencial-o pelo voto, no sentido deste distribuir benesses por alguns segmentos da população, retiradas pela força aos restantes. Tornou-se mais facil viver à custa dos outros. A resistencia ao parasitismo estatal enfraqueceu. Essa é uma das razões principaes pelas quaes a politica e a economia se socializaram tanto ao longo dos ultimos dois seculos.

A democracia, na sua theoria pelo menos, glorifica o popular. O popular burro, inculto, abusador, deshonesto e immoral é tractado como um deus! A democracia é instrinsecamente burra, em suma. Na practica, evidentemente, homens intelligentes e manhosos acabam sempre por dominar a massa, como não podia deixar de ser em qualquer systema de poder. Necessariamente. Não pode haver só parasitas.

O portuguez só é bom, se for, no dia-a-dia, com a familia, com os amigos, com os collegas de trabalho. Mas mal abra a bocca, só diz merda. Mal se lhe dê um dedo de poder sobre os outros, e arranca o braço. É ladrão. É emotivo como uma gaja com o periodo. Não raciocina, não pensa, não estuda. Ladra. Caga da cabeça. Deita fumo pelas orelhas. E se virmos bem, está-se marimbando para as questões do pensamento. Só dá a sua opinião porque lha pedem. De tanta impreparação só pode sahir asneira.

O portuguez precisa de estar calado. De não lançar opiniões para a praça publica. Só lhe fica bem. E viverá bem melhor se for governado por um autocrata (rei, dictador). Um autocrata que lhe dê sufficiente liberdade para prosperar no trabalho, para ter pão na mesa, para sustentar a familia. E para ter os seus prazeres: uma puta ao fim-de-semana, tabaco e cerveja baratos, e um carro de grande cilindrada. Um iPhone para as gajas, ou uma mala Chanel. Mas que lhe dê na corneta quando precisa.

AS IDEIAS TEEM CONSEQUENCIAS

O Estado forma uma minoria da população, mesmo se tem muitos dependentes directos e indirectos. Os seus agentes encarregados da execução fisica das leis, da repressão, formam uma minoria ainda mais pequena. Menos de 1% da população. Umas 100 mil pessoas, numa população de quase 11 milhões de habitantes. Não é, portanto, só pela violencia que o Estado se mantem em posição. Seria facil destruir o Estado, se houvesse vontade. 10 mil homens a fazer guerrilha, com o apoio tacito de 1 ou 2 milhões dos seus compatriotas, era o que bastava. Na verdade, é antes pela persuasão, pela ideologia, pela propaganda, e tambem pela formação de clientelas dependentes, que o Estado se mantem. A população acceita as tangas que os poderosos lhe servem, primeiro porque é burra, e segundo porque lhe convem... As proprias victimas do Estado consentem aos males que soffrem. É uma especie de sindrome de Estocolmo, em suma. As elites podres que nos governam, apesar de serem muito mais reles que o povo que dominam, só teem o poder que este lhes dá.

Isso vê-se no voto, antes de mais nada. Mesmo quando discordam das politicas dum candidato qualquer, mesmo quando sabem que vai applicar javardices, apoiam-no. Porque esperam vir a beneficiar duns privilegios quaesquer do dito palhaço. Em suma, são immoraes. Põem os interesses acima dos principios. Por exemplo, a Esquerda até pode ter uma certa aversão a guerras, e não ser tão brochista face a militares como a Direita. Mas de certeza que não vai castigar eleitoralmente o seu candidato só por elle continuar a politica estrangeira aggressiva do seu antecessor. NATO, Afeganistão, Iraque, Kosovo, Somalia, etc. Porque quer mamma. Na verdade, discordancias profundas quanto ao Estado, quanto ao regime, quanto à social-democracia, são rarissimas. As pessoas concordam com a maioria das politicas liberticidas do Estado. Ha uma grande semelhança de opiniões da Esquerda à Direita. São simplesmente duas facções da mesma mafia.

Vê-se em frente à televisão, face à apathia do cidadão perante a endoutrinação que lhe servem. Vê-se na approvação que elle demonstra quando apprende que um homem qualquer foi quebrado pelo Estado por ter commetido um pseudo-crime. Drogas, burocracias ou fuga ao fisco, por exemplo. Como elle gosta de o ver preso! Como elle gostaria de o ver morto!

Esta cumplicidade tambem se vê na maneira como os portuguezes tractam os bandidos do Estado. No seu respeito por policias, militares, guardas prisionaes, juizes, agentes do fisco, politicos, burocratas. Em vez de os boicotarem, em vez de lhes darem desprezo, em vez de os processarem, ainda os bajulam. Ficam muito felizes se os seus filhos ingressam por essas "carreiras" de crime. Não encaram isso como uma tristeza e uma deshonra para a familia. Em geral, collaboram de mil e umas pequenas maneiras. E chocam-se muito quando um bandido policial leva no focinho dum cidadão qualquer, tomando immediatamente partido pelo primeiro, sem conhecer o caso nos seus detalhes, sem pôr em causa um unico segundo as leis que applica.

O resultado desta attitude official, o Brochismo, está à vista. E cheira mal. A cumplicidade com o crime não é innocua.

Antes de mais nada, o cidadão está completamente desarmado. Está cada vez mais difficil possuir uma arma. Nem com a merda duma pistoleca o cidadão pode andar, quer no carro ou no bolso. Os commerciantes não podem ter uma shotgun atraz do balcão, para abbatter assaltantes. E mais ridiculo do que tudo, se um individuo de bem der um tiro num criminoso que lhe entre casa adentro a meio da noite, é punido por se defender! É a propria policia, em suma, que toma partido pelos criminosos.

Fallando de policia, está quanto a ella cada vez mais arrogante, cada vez mais armada, cada vez mais parasita. Longe de nos proteger, a sua funcção principal é a de braço armado dos lobis. Só merece o nosso desprezo, em suma.

O povo está esmagado por impostos sem fim. IVA, IRC, IRS, IMI, IMT, Imposto de Selo, Imposto de Circulação, Imposto Automovel, impostos sobre o tabaco e o alcool, impostos aduaneiros, imposto sobre o combustiveis. Impostos sobre o trabalho: TSU dos empregados, e dos patrões. Mais uns impostos sectoriaes e locaes. Ainda por cima, à quantidade enorme de roubo, acrescentou-se uma perversidade tremenda na cobrança. Mesquinharias administrativas que põem o patrimonio e a liberdade dum cidadão à mercê duma qualquer merdeca de burrocrata, sem se conseguir defender perante os tribunaes senão com grandes difficuldades. Inverteu-se o onus da prova, sendo que são agora os cidadãos que devem provar que ganharam os seus rendimentos de forma legitima para não serem condenados, e não os tribunaes a terem que provar que uma pessoa adquiriu rendimentos de forma illegal. A bofia anda no carjacking, a fazer apreensões directas de carros em operações STOP. A mafia fiscal cobra umas especies de "pre-impostos" aos empresarios, antes mesmo de estes terem feito lucro, através do Pagamento por Conta. Tambem os põe em grandes difficuldades, obrigando-os a pagarem o IVA antes mesmo de o terem encaixado.

Tudo isto é o resultado inevitavel duma constituição abertamente socialista, isto é, assumidamente ladra. Uma constituição que os communistas defendem, o que diz tudo sobre o seu valor. Uma constituição que no proprio preambulo defende principios immoraes, e tretas historicas. Uma constituição que instaura o veneno dos pseudo-direitos "sociaes" e do igualitarismo. Veneno que entorpece o popular à medida que lhe vai ao cu. Uma constituição que vamos ter que rasgar para poder respirar de novo.

O paiz está suffocado por um sem-fim de monopolios e carteis, publicos e privados, na saude, na educação, na energia, nos transportes, nas communicações, na imprensa, na radio, na TV. Está esmagado por um sem-fim de burocracias, a todos os niveis, milhares e milhares de paginas, que ninguem é capaz de conhecer, e que permitem destruir qualquer negocio. Por cima disso, o Estado portuguez é uma authentica colonia das Nações Unidas, da União Europeia, da NATO, e da banca judia. Ou seja, toda uma serie de decisões que nos affectam são tomadas no estrangeiro, contra os nossos interesses, contra os nossos direitos.

O systema bancario e monetario está completamente fora do controlo das forças de mercado. É, directamente ou indirectamente, uma succursal do Estado. Ou talvez seja o contrario... Agarra toda a sociedade pelos tomates, pela existencia dum systema de depositos fraccionarios, sempre à beira do collapso. É altamente cartellistico. É um aspirador de bailouts gigantescos, mamma rios de dinheiro do banco central. Com as consequencias que dahi adveem: irresponsabilidade, inflação, concentração dos recursos da economia, booms economicos artificiaes seguidos de crises economicas com falencias e despedimentos. Não ha estabilidade bancaria nem monetaria. Os bancos são castellos de cartas, e a moeda não serve a sua função de reserva de poupança. Rejeitou-se o ouro e a prata como meio de troca, e está-se agora na era do dinheiro digital, completamente artificial.

As verdades são caladas. Não ha censura previa, mas ha censura posterior, por causa do perigo dos processos em "diffamação", que não deixam fazer os attaques pessoaes que se impõem. Isto da theoria é muito bonito, mas na practica é homens concretos que se combatte. Na medida em que o paiz falla, é a propaganda repugnante do systema que se ouve. Lavagem cerebral constante, papaguear sem sentido, illusão de informação e cultura, debatte sobre pintelhos de hippopotamos, histerias successivas sem amanhans. Jornaes de Esquerda na sua maioria, com uma pitada de filhos da puta corporatistas e militaristas à mistura para dar o troco da "pluralidade", TV do Estado, cartel televisivo privado pouco melhor, endoutrinação obrigatoria das creanças até à vida adulta, nas escholas do regime. Ou seja, merda com carimbo official. Merda chique. Merda cona. Merda banana. Merda de Lisboa, de Hellywood. Merda da boa. Miam Miam.

O systema politico está hyper-centralizado, como nunca esteve ao longo da historia. Lisboa é um sorvedouro implacavel de dinheiros e de competencias locaes. Os municipios só pouco decidem da vida local. Tragicamente, vê-se terras e regiões inteiras a despovoarem-se e a morrerem lentamente.

De norte a sul do paiz, vê-se centros historicos a cahir de podre. As nossas mais bellas cidades foram destruidas pela lei das rendas, uma sacanice feita aos proprietarios para comprar os votos dos inquilinos. Sem contar com impostos immobiliarios. Como o controlo das rendas acaba com o incentivo do proprietario em restaurar a sua propriedade, as casas caem regularmente na cabeça do inquilino malandro que nellas mora. Cem annos de controlo das rendas passaram por aqui, e Deus escreve direito por linhas tortas.

A nivel de trabalho, a situação é absolutamente desastrosa. O desemprego nunca esteve tão alto. O salario minimo, o subsidio de desemprego, e a destruição de empresas viaveis com aumentos recorrentes de impostos teem dessas coisas. Os trabalhadores, que apoiavam o Estado quando esse promettia "bens sociaes" a torto e a direito, suppostamente sacados aos capitalistas, são agora esmagados por impostos extra para financiar os taes direitos. Como não pode estar toda a gente a mammar, acabam por soffrer para financiar reformas de funccionarios publicos super-privilegiados, "rendimentos de inserção" de pretos e ciganos, e subsidios de desemprego de manhosos preguiçosos. Sempre os mesmos, que mammam muito mais do que pagam para o systema. Ou seja, não só ha pouco trabalho, como aquelle que ha, ainda por cima, é mal pago. Os trabalhadores pagam pela cobiça que teem do dinheiro dos seus patrões. Justiça divina. A TSU paga pelos patrões sobre os salarios dos empregados, supposta "conquista social" que permite financiar a "Segurança Social", tem como consequencia fazer baixar os salarios liquidos, porque diminui a procura por trabalhadores. Alem disso, todos os outros impostos pagos pelos patrões desencorajam a accumulação de capital, o investimento, e logo diminuem a quantidade de bens e serviços postos no mercado pelas empresas, o que implica um aumento de preços, nomeadamente para os trabalhadores-eleitores-ladrões... Em suma o nivel de vida não sobe tanto quanto poderia. Bem feito: na peidinha.

Portugal anda conservador e repressivo na questão dos vicios, no mau sentido da palavra. É uma mixtura extranha de repressão conservadora e de controlozinho progressista. Nas questões das drogas, da putaria, do jogo, está-se hoje mais controlado do que no tempo do Salazar. Nessa altura, tractava-se essas coisas feias como deve ser. Mantinha-se longe da vista do burguezinho, mas tolerava-se. Hoje em dia, os palhaços dos nossos politicos, em vez de fecharem os olhos e sacarem umas massas para ajudar a pagar as reformas aos velhos, destroem esses negocios, e forçam-nos para o mercado negro, onde lhes fogem completamente. Nem para ladrões servem. Em vez de apanhar ladrões, teem a pretensão tonta de acabar com coisas velhas como o mundo.

Ainda nessa onda, Portugal está feminizado e "maternal". Num mau sentido. É leizinhas ridiculas por toda à parte. Colete obrigatorio que nos faz parecer como palhaços na berma da estrada, cinto obrigatorio, capacete obrigatorio, anuncios anti-fumo no tabaco, plaquinhas verdes de sahida nos edificios, panelleirices sem fim da ASAE, seguros obrigatorios para actividades anodinas... Ja não se tem a minima noção do ridiculo, e põe-se mulheres em funções judiciaes, policiaes, e até militares, com a maior naturalidade. A maioria dos professores dos niveis mais baixos, e a maioria dos burrocratas, são mulheres... Em suma, uma palhaçada authentica, que tracta o cidadão como uma creança. Um estylo de autoridade execravel, porque não é franco e viril, mas não menos auctoritario por isso. Um controlozinho permanente, psychologizante, culpabilizante, que só pode levar os homens, mais tarde ou mais cedo, à explosão. E, destruindo a virilidade, à infelicidade das proprias mulheres. Sem contar com o enfraquecimento de toda a sociedade, ao acabar progressivamente com todos os valores que uma ordem patriarchal defende.

Adoptou-se a ideia malefica que não só as mulheres são iguaes aos homens, mas que ainda por cima devem fazer o mesmo que os homens. Numa sociedade normal, ha uma attitude de paternalismo face às mulheres. São protegidas e supportadas, são respeitadas quando se dão ao respeito, mas não se lhes deixa mandar ou abusar. Tem-se consciencia que são todas tontas, fracas, parciaes, inconstantes e emotivas. Que teem um fundo ruim, ciumento, venenoso, pequenino e cruel. Que são bastante deshonestas, sempre abusadoras e ultra-manhosas. Que são umas provocadoras, umas subversivas e umas manipuladoras natas. Que por essas e por outras, precisam de ser seguradas com redea curta por homens a serio. E castigadas quando é preciso. Tem-se consciencia que é a maternidade o verdadeiro dominio da mulher. O unico dominio onde é imprescindivel, aquelle em que ella é venerada, a sua funcção social mais importante, aquelle onde se revela todo o bem que possa ter dentro de si. Não o trabalho, onde costuma ser pouco productiva, e pouco creativa.

Pela rejeição dos papeis tradicionaes do homem e da mulher, sobretudo pela promoção do trabalho da mulher, pela facilitação louca do divorcio, pela humilhação systematica dos homens por intermedio de juizas putas e modernaças, pela destruição de familias normaes em beneficio da mafia dos orphanatos, pelo subsidio ao aborto, e por outras ainda, o paiz está como está: moribundo. Não faz filhos. Rejeitou a tradição, rejeitou a sua fé catholica que o preservava destas decadencias, fodeu-se. Tudo incentivado pelo trabalho de destruição das fundações da sociedade que foi applicado, ao longo dos trez ultimos seculos, por maçons, esquerdistas, respublicanos, adeptos da lahicidade, igualitaristas, feministas, socialistas e judeus. Que é tudo a mesma merda: o Demonio.

Todas estas coisas aconteceram com a cumplicidade do manhoso do povo, que se embebeu das cantigas modernas, bem mais agradaveis ao ouvido do que as verdades austeras do padre, e apparentemente menos duras do que as responsabilidades duma sociedade livre.

Esta decadencia, esta falta de vontade de viver, esta ausencia de procreação, esta ausencia de fé, esta perversão da cultura, este abandono dos valores tradicionaes, esta ausencia de sentido de missão, é o maior mal de que soffre Portugal. O Estado pode opprimir muito um povo, as leis podem ser muito injustas, mas se houver no povo vontade de viver, arranja-se um caminho, dá-se a volta. Destroe-se todos os obstaculos ao crescimento. A cultura dum povo é mais importante do que as suas leis. Quando um povo abandona, quando deixa de ter vontade de luctar, caminha rapidamente para a morte. A vida, a prosperidade, a sociedade, o successo, o Bem, não existem por si. Existem emquanto forem defendidos.

Mentalidades, philosophia constitucional, leis, estructuras politicas, povo, elites: está tudo podre.

HAJA JUSTIÇA

O discurso publico costuma concentrar a sua hostilidade sobre as elites de todo o genero. Quaesquer que sejam as verdades que se digam dessa forma, é sempre um trabalho inacabado, um tanto ou quanto futil. É a marca duma certa cobardia. É um broche feito ao povo. Um appello da democracia e da imprensa à sua inveja, à sua ganancia e à sua deshonestidade. Uma festinha immerecida no sentido do pello. Uma demagogia. Um estimulo aos seus instinctos victimarios. É querer estar do lado da maioria. É não querer ver o coração dos seus. É não ver que as massas são cumplices de toda a javardice que ha no paiz. Que apoiam todas as elites que as maltractam. É fugir à verdade essencial: o povo é canalha. Os portuguezes gostam de se foder uns aos outros. São uns pederastas sem orgulho. São porcos.

Portugal é um bairro social. Portugal cheira a Morte. Portugal tem um povo de sacanas. Um povo de ladrões, de immoraes, de abutres, de cynicos, de aves de rapina, de galinhas de rapina, de cobardes, de hyenas, de nabos, de bobos, de Sanchos Pança, de revolucionarios mexicanos bigodudos, de fanfarrões de taberna, de manhosos, de tretosos, de verbosos, de actores de opereta, de deshonestos, de bananas, de bebês, de chorões, de burros, de fracotes, de molles, de impotentes, de molluscos. De metrossexuaes depilados a laser. Um povo de cornos mansos. De galinhas inferteis aputefiadas e badalhocas. Um povo torto e negro. Um povo decadente e moribundo. Uma gente sem orgulho. Um povo falhado. Um povo que é simultaneamente lobo implacavel, e ovelha feliz. Gente de coração muito duro. Uma raça inferior, sem amor à liberdade.

Sodomitas totaes, sodomitas permanentes, sodomitas systematicos, sodomitas de competição, sodomitas insaciaveis, sodomitas de anthologia, sodomitas de luxo, sodomitas de creação, sodomitas epicos, sodomitas inalcançaveis, sodomitas inigualaveis, sodomitas de longo curso, sodomitas activos, sodomitas passivos, sodomitas versateis. Anilhas gulosas. Scientistas da sodomia, engenheiros da sodomia, especialistas da sodomia, glutões da sodomia, athletas da sodomia, maratonistas da sodomia, navegadores da sodomia, magicos da sodomia, missionarios da sodomia, genios da sodomia, luzes da sodomia, artistas da sodomia, aristocratas da sodomia, principes da sodomia, reis da sodomia, imperadores da sodomia, heroes da sodomia. Deuses da sodomia!

Que vivam na pobreza, na oppressão e na decadencia! Que vivam no meio do crime mais assustador. Que paguem muitos impostos até ao fim da vida! Que cada trabalhador portuguez supporte pelo menos cinco funccionarios publicos e suas familias completas até aos primos em 3º grau! Que morram num hospital publico cheio de estaphylococcos e doenças nosocomiaes! Que os caralhos da bofia lhes sirvam de ethylometro nas operações STOP. Que sejam forçados a rezar cinco vezes por dia virados para Bruxelas. Que sejam forçados a comer muitos legumes. Que sejam obrigados a vestir cinto de segurança quando andam de bicicleta. Que envelheçam e que as suas cidades se despovoem. Que desappareçam, comidos e assimilados por outros povos! De preferencia, por pretos vigorosos, com trabucos de proporções bocageanas. Ou salafistas argelinos, se não houver pretos que cheguem. E um ou outro pencudo do FMI, para condimentar. Sem fallar de todos os rabetas do Bairro Alto, que lhes deviam engravidar o anus e as orelhas com muita maldade.

Não ha povos innocentes. Os portuguezes teem aquillo que merecem. Teem todos aquillo que o seu coração, a sua cabeça e as suas tripas valem. Tudo! Até à ultima gota.

Chupem Cabrões!