quarta-feira, 16 de julho de 2014

A Hora da Burka

Nas sociedades occidentaes, a burka tem má fama. He considerada oppressiva, retrograda, medieval, machista. Felizmente, essa imagem passadista está em recuo. Cada vez mais mulheres estão a descobrir as virtudes desta indumentaria. A partilhar os seus gostos com as amigas. Estereotypos antigos estão a desapparecer. Hoje em dia, ja he considerada por muitas mulheres uma roupa tendance.

Tambem os homens, de forma crescente, estão a reappreciar o seu papel, a sua funcção social, a sua utilidade. Este phenomeno ainda está nos primordios, mas ha cada vez mais namorados e maridos a offerecer burkas às suas caras metades por occasiões especiaes. Ja lá vão os tempos grosseiros do kit sadomasochista, com ligas, chicote de cabedal e algemas.

Pode-se proveitosamente fazer uma analyse sociologica, economica, politica, cultural, religiosa e historica da burka. Mas essa he tarefa dos departamentos de sciencias sociaes das nossas universidades. No curto espaço dum artigo, o que se impõe he uma simples appreciação practica:

Commoda:

Com a burka, desapparece um dos principaes dilemmas das mulheres: o que vou vestir hoje? Não he preciso ajustar diversas cores e feitios de calças, sapatos, saias, camisas e chapeus. A uniformidade, a simplicidade, formam a regra de ouro dum uso classy da burka.

Disciplina:

A burka pode ser usada para castigar mulheres mal comportadas. Se pisam o risco, podem ser forçadas pelos maridos a vestil-as em casa, alem do uso diario em lugares publicos.

Para as mais fugidiças, basta pôr uma pega no topo da burka, e está-se perante um authentico sacco de mão para homens. Anda cá Maria!

Diversidade:

Apesar da sua homogeneidade, que não he nada mais do que uma harmonia, a burka permite satisfazer os gostos das mulheres mais coquettes. Vem em varias cores: branco argelino, preto saudita, azul afegão.

Libertadora:

As roupas modernas apertam as formas da mulher, exhibem a sua carne, de forma a fazer della um mero objecto sexual, um consumo masculino. Com a burka, a mulher ganha outra vez a sua tranquillidade, a sua independencia. Volta a pertencer-se.

Alem disso, por baixo da sua burka, a mulher está á solta, á vontade. Tem espaço de manobra. Se quizer, ja não precisa de pôr soutien nem cuecas. Adeus comichão!

Practica:

A burka he um objecto multiuso. Permite fazer contrabando, escondendo o que se queira debaixo da roupa. Pode-se guardar armas e explosivos ou, mais prosaicamente, generos alimenticios comprados sem recibo alem-fronteira. Se tem comichão, a mulher pode-se coçar onde quer e quando quer sem dar má impressão. Dá para cozer bolsos interiores, e guardar lá as necessidades do quotidiano.

A policia tem reticencia em revistar e apalpar mulheres com burka, de medo de provocar tumultos arabo-islamicos. Sossego garantido.

Protectora:

Para as mulheres mais feias, a burka he uma protecção. Se accordou de cara desfeita, e não tem tempo para se maquilhar, não ha problema. Põe a burka, e hop, ni vue ni connue.

Alem disso, a cara fica protegida das moscas e das picadas de mosquitos. E nos paizes nordicos, protege as orelhas e o nariz do frio. 

Finalmente, quando as mulheres estão em grupo, podem tagarelar e gozar com os homens: não dá para saber quem fallou. 

Pura:

So as mulheres decentes põem burka. A burka he uma marca de pureza, e ella propria purificadora. Um sinal de amor e de entrega exclusiva que uma mulher offerece ao seu marido. No seu devido tempo, o homem recompensal-a-á com algo que ella goste. Electrodomesticos modernos, por exemplo.

Refrescante:

Ao contrario do que se pensa, a burka não suffoca a sua utilizadora. Pelo contrario. Sabe-se que os nomadas do deserto tapam o corpo de baixo a cyma. Não he acaso. Isso permite guardar o suor debaixo da roupa, criando assim um “revestimento” de frescura. O principio he o mesmo com a burka. Não por coincidencia, he nos paizes quentes e deserticos que esta success story se manifestou inicialmente.

...

A burka he mais do que uma simples peça de roupa. He um avanço civilizacional.