quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Unidade Religiosa



Os principios da liberdade religiosa e do Estado laico podem ser defendido dum poncto de vista philosophico, liberal e christão. E applicados politicamente. Mas na practica, nunca duram muito. Do mesmo modo que nunca dura muito uma sociedade que dá liberdade de expressão, de associação, e de accesso ao poder, a communistas (por exemplo). A tolerancia religiosa é moralmente digna, quando não é uma cobardia, mas é suicidaria. A abertura politico-religiosa, isto é, a democracia e o Estado laico, é sempre temporaria. Não tem meios de se defender contra ideologias e religiões "fechadoras", isto é, anti-democratas, anti-liberaes, e anti-laicas. Os filhos da tolerancia são parricidas. 

As religiões, como os communistas, querem o poder. E quando o alcançam, não respeitam a propriedade, as liberdades, a vida, e a egualdade politica daquelles cuja tolerancia lhes permitiu chegar onde estão. Essas forças não conquistam pela sua força propria, mas porque as suas victimas lhes dão os instrumentos da sua propria auto-destruição.

A Europa é, na origem, um conjunto de povos catholicos. Unidos na fé de Christo, e sob a auctoridade do Papa. É esta a characteristica commum de todos esses povos. Quando essa unidade na diversidade não foi respeitada, foi sempre occasião de guerras totaes (por opposição a guerras locaes, "provinciaes"). Guerras com objectivos não simplesmente territoriaes. Antes objectivos religiosos, isto é, fundamentaes, isto é, incapazes de permitir o compromisso.

Não por accaso, ao longo da sua historia, desde o tempo do Imperio Romano, a Europa foi sempre intolerante a nivel religioso. Apesar do "espirito" da fé, revelado nomeadamente atravez dos Evangelhos, ser de amor, de perdão, e de tolerancia. Não dá para ser muito tolerante com gente intolerante e violenta. Accaba-se sempre por ter que se sahir da meditação, e caminhar para o campo de batalha. Não por culpa propria, mas por culpa do "outro". Quando isso não é feito, é-se conquistado e destruido. Veja-se as terras de Marrocos á Palestina, todas pertencentes ao Imperio Romano christianizado, todas conquistadas pelos muçulmanos.

Os 1400 annos de guerras com os muçulmanos. Um sem-fim de expulsões de judeus, colonizadores do poder, e inimigos das nações, por tudo o que é sitio. Centenas de annos de guerras e de tensão com os protestantes. A quebra com o mundo orthodoxo, principalmente com a Russia. O conflicto com os communistas (uma forma de religião). Tudo isso são os fructos da liberdade religiosa, da abertura religiosa, da tolerancia, da democracia, da liberdade associativa, da liberdade de expressão. As feridas da unidade.

Ha que accabar com a democracia e com o Estado laico. Os christãos devem, antes de mais nada, dar respeito á sua liberdade, á sua fé, ás suas terras, ás suas tradições, ás suas egrejas, á sua Egreja. É doentio, é uma inversão immoral, pôr o "outro", mau ainda por cyma, antes de si e dos seus.

Os catholicos da Europa e do mundo devem antes de mais nada pôr ordem na sua casa. Voltar á sua fé. Descobril-a. Estudal-a. Restaurar a monarchia catholica. Reservar o poder aos christãos. Prohibir mesquitas, templos, e synagogas. Converter as que existem em egrejas catholicas. Restaurar a unidade religiosa. Isto, ninguem tenha duvidas, vae accontecer, e vae implicar decadas de guerras civis por toda a Europa e mais alem. Não vae ser possivel fugir á necessidade de pegar em armas. O organismo social precisa de vomitar aquillo que lhe faz mal. E vae vomitar.

Só essa purificação interna pode travar o recuo que o mundo christão soffre actualmente. Só depois desse trabalho será possivel voltar a avançar, reconquistar, recolonizar, re-evangelizar: o mundo islamico, a Palestina, as terras protestantes, o mundo orthodoxo. Iniciar mais uma phase das Cruzadas. O Christo bem advertiu os seus seguidores: elles semeariam o conflicto pela Terra.