quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Elogio do Castigo

Os pensadores politicos contentam-se geralmente em pedir a abolição de leis e práticas injustas. Essa é uma tarefa necessária e respeitável. Mas é insuficiente, pois está virada únicamente para o presente e para o futuro.

Também faz falta castigar sem concessão os criminosos do Estado pelo que fizeram até à data. Tendo em conta que quem se especializa no exercício da violência são o polícias, os guardas prisionais e os militares, são eles que há que punir em primeiro lugar. Há que puni-los de forma justa, em função da extensão e do número dos seus crimes, matando-os, obrigando-os a fazer trabalhos forçados, violando-os, quebrando-lhes os membros, paralisando-os, torturando-os, raptando-os e sequestrando-os, e finalmente, despossuindo-os dos seus bens em proveito das suas vítimas. Nem a fuga e o exílio deve proteger essa gente do seu merecido castigo: se for preciso há que ir caçá-los ao estrangeiro.

Uma das vias para realizar este trabalho é a via politica, trabalhando no systema. O que passa por conquistar o poder, tirando de seguida a sua imunidade aos agentes do regime, para que as suas vítimas se possam legalmente vingar sobre eles.

A actividade do Estado não consiste em simples crime solitário. Trata-se mais própriamente de crime organizado. Ou seja, há toda uma cáfila que promove e prepara os crimes que os agentes da violência posteriormente executam. São os políticos, os burocratas, os agentes do fisco, os juízes, os ideólogos, etc... Quanto a estes, um mínimo de decência exige que sejam despedidos, perdendo assim os seus rendimentos vindos do Estado. Além disso, que lhes seja cortado o acesso a qualquer reforma estatal, para que sejam obrigados a passar os seus últimos anos de vida a fazer trabalho produtivo, em vez de coçarem os tomates à custa dos tributados. E finalmente, que percam a protecção do Estado, para que não sejam usados recursos tributários a proteger essa ralé da vingança popular. No fundo, como há tanta gente com culpas no cartório, é preciso não se contentar com mudanças cosmeticas, e derrubar a mesa.

Seja feita justiça!