segunda-feira, 15 de maio de 2017

Conquistar

Em todas as instituições humanas, das empresas aos estados, passando pelas associações, ha sempre dois partidos em lucta pelas posições de poder. Ha sempre dois grandes “blocos” politicos, com uma practica e uma cultura algo semelhantes: uma Direita e uma Esquerda.

Se alguem quer influenciar esse systema, tem que crear uma força terceira que se vá inserir na lucta existente à partida. Junctando meios humanos e financeiros, mesmo que minoritarios, consegue-se alcançar a “força de baloiço” entre os dois partidos principaes. É a força minoritaria – os extremistas – que acaba por dar a victoria a um campo ou outro, o que implica que os partidos de poder precisam de cortejal-a para atingir os seus objectivos.

Essa realidade aplica-se às instituições politicas da Europa. Arredondando, existem hoje trinta membros na União Europeia. Alcança-se uma maioria com quinze nações. Tendo em conta as variações eleitoraes, a diferença entre os dois polos politicos da Europa não passará de cinco a dez membros.

É isso que é necessario para mandar na Europa: meia duzia de nações. Quando uma nação conseguir junctar à sua volta uma poucas outras, fixará o rumo da Europa. O centro terá o exercicio visivel do poder, mas será o extremo a fixar a linha politica seguida. E o mesmo se pode dizer relativamente ao Mundo, atravez das instituições das Nações Unidas: quando um par de continentes se junctar, o mundo inteiro terá que prestar attenção.

Se Portugal encontrar um chefe com firmeza e com visão, sem grandes ambições pessoaes, poderá alcançar aquillo que como nação pequena e fraca precisa: segurança e tranquillidade. Basta-lhe ser manhoso, e não se render.