quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Expandir a Guerra

Imagine-se que a Allemanha começava a armar, alojar e financiar grupos jihadistas, no seu territorio, para commetter attaques terroristas contra a França, com o intuito de instaurar um caliphado ou uma republica islamica. Nestas circunstancias, seria perfeitamente legitimo a França não só se defender no seu territorio contra estes attaques, como tambem seria necessario e legitimo declarar a guerra à Allemanha, e conquistal-a em parte ou no todo, até que parasse a sua politica de apoio aos islamistas.

A situação foi identica no caso do Ultramar portuguez. Podia-se entregar as provincias ultramarinas aos grupos terroristas que as attacavam - o que foi feito depois do 25 de Abril - ou podia-se ter expandido a guerra para os paizes que durantes annos albergaram no seu solo inimigos de Portugal: o Senegal, a Guiné-Conakry, o Congo e a Tanzania, nomeadamente.

Ahi, teriam surgido immediatamente em scena os apoios, do mundo occidental, a estes movimentos terroristas. A França, os Estados-Unidos, a União Sovietica...

Pode-se dizer que Portugal não tinha força para combatter estas forças maiores, o que é verdade. Por outro lado, não tinha escolha. Quem é attaccado tem que se defender, mesmo que seja para accabar vencido.

Esta questão vae-se pôr novamente nas proximas decadas com o surgimento de movimentos islamistas pela Europa. Estes movimentos serão apoiados por forças extrangeiras que se revelarão quando os seus "meninos" começarem a soffrer derrotas. Ahi, passar-se-á inevitavelmente da guerra civil para a guerra internacional. A Europa podia, noutros tempos, permitir-se abandonar as suas colonias. Não vae poder deixar de luctar pelo coração das suas nações.