sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Xenophobia

Marcello Rebelo de Sousa, Presidente da Republica, tambem conhecido por Miss Republica, alerta regularmente para o "perigo dos populismos e da xenophobia". Para a extrema-Direita, em suma.

Em primeiro logar, pode-se perguntar porque não alerta para os perigos da extrema-Esquerda, que sustenta o governo. E porque é que, sendo de Direita (segundo se diz), se sente assim tão distante da Direita radical.

Tambem, pode-se levar a questão um pouco mais longe. Se é mau ser xenophobo - literalmente, aquelle que tem medo do extrangeiro - a questão põe-se de saber até que poncto. Se por exemplo, um milhão de africanos vierem viver para Portugal, ainda é mau ser xenophobo? Não chega? Vamos mais longe. Se cinco milhões de paquistanezes vierem para Portugal, os portuguezes teem razão para estar descontentes? Ainda não chega? Se toda a Africa, a Asia e a America Latina vierem estabelecer-se em Portugal, e os portuguezes se concentrarem nalgumas aldeias, como os mirandezes, digamos, ha razão para se temer esta situação? Não? Sim? Não haverá, neste scenario, talvez, só talvez, possivelmente, quiçá, o perigo de Portugal ser, hmm hmm, usemos a palavra, destruido e dominado?

Quão cretino é preciso ser para desejar uma situação dessas para o seu paiz?

E se o problema é a xenophobia, o racismo, as hostilidades identitarias e religiosas, será que se accredita que só os brancos são capazes destes sentimentos? Será que, digamos, os pretos ou os arabes não são elles tambem sujeitos a estes sentimentos? Será que quem se offende com essas attitudes se dignou, por um ou dois annos, ir viver a Africa, trabalhar, comer, alojar-se, debatter, viajar, investir, para investigar a questão?

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Marcello, o perigo não está na xenophobia, está nos extrangeiros.