A classe governante portuguesa é, no
total da população, uma pequena minoria. É uma elite. Essa minoria
não é completamente uniforme, mas é relativamente homogénea. Tem
traços distinctivos que a distinguem do resto da população. É
relativamente fácil identificar os seus membros como fazendo parte
duma sociedade à parte, uma sociedade dentro da sociedade, um mundo
vedado à maioria das pessoas.
Essa classe governante é composta pela
cúpula, pelo círculo mais alto, de diversas profissões e funções
sociais. Como seria de esperar, encontra-se neste círculo agentes do
Estado (o aparato coercivo), mas também membros do sector voluntário
(empresas, associações, sindicatos) que são, apesar da sua
pertença ao sector civil, promotores, cúmplices e beneficiários
das políticas parasíticas e decadentes que afligem o país. Neste
círculo de elite vai-se encontrar, tudo ao molho, juízes,
procuradores, advogados, jornalistas, artistas, académicos e
intelectuais, políticos e activistas, funcionários públicos e
burocratas, polícias e militares, espiões e diplomatas, membros de
organizações secretas (maçons, bilderbergs), banqueiros,
capitalistas, famílias ricas, administradores de grandes empresas
(privadas e estaduais), sindicalistas, representantes patronais e
dirigentes corporativos (Medicina, Advocacia, Engenharia, etc...).
Frequentemente, um indivíduo pertence a várias categorias
simultâneamente.
No seio dessa elite, há rivalidade e
competição, mas poucas inimizades verdadeiras. Comem todos na mesma
manjedoura. Andam todos nos mesmo círculos sociais. Vêem-se
regularmente. Têm todos interesses em comum, que transcendem a
divisão Esquerda-Direita. Mais específicamente, estão todos em
sintonia quanto à necessidade e legitimidade de chular a classe
produtiva. Estão unidos no interesse em preservar o Estado. São
todos beneficiários de privilégios estatais (monopólios,
subsídios, satisfações pessoais advindas do domínio alheio). Só
mesmo em situações muito raras é que essa união acaba - guerras
civis, por ex.
Essa gente forma a Corte. Uma Corte que
é tão Corte como as de antão, apesar do Rei já não exisitir. Uma
Corte que, como qualquer outra, usa principalmente da violência e da
manha para satisfação das suas necessidades e desejos. Uma Corte
que, em suma, se opõe ao campo, ao país, à classe produtiva, e
cujos interesses são opostos e incompatíveis com a sociedade que
suga. Essa Corte é, em suma, um corpo parasita. Uma classe à parte.
Nessa elite podre, a grandeza de alma,
o espírito de sacrifício, a honestidade, a verdadeira inteligência,
a defesa do belo, o sentido de justiça, o amor à verdade, são a
excepção. Não é o caso de se dizer que essas virtudes são pouco
frequentes. São literalmente a excepção. Essa elite não é,
portanto, uma elite natural que se distinga por qualidades
superiores. É uma falsa elite, uma elite imoral, uma elite
desprezível. É uma elite maléfica. Mas é essa gente má que
governa, que manda. O Mal triunfa. A triste e avassaladora verdade é
que o Mal está aos comandos do Estado, da cultura, das corporações
de toda a ordem, logo, da sociedade.
Veja-se as ideias, as atitudes e as
características dessa gente, para dissipar quaisquer dúvidas a seu
propósito.
AMBICIOSOS:
Antes de mais, são sedentos de poder,
de dinheiro, de honras, e de sexo. Sobretudo de poder. Do mesmo modo
que um homem perverso gosta de brutalizar as mulheres na cama, esta
gente entesa com o facto de dominar os outros. Esse gosto de poder é
desprezível, e um mal em si, porque o poder é por natureza
ilegítimo: é dominação coerciva, não aceite. Também o desejo de
honras é fútil. Quem dá essas “honras” é uma gente reles
(políticos, putedo da Cú-ltura). Querer agradar-lhes é um sinal de
fraqueza moral, e até mental. Quanto ao sexo e ao dinheiro, a sua
busca pode até certo ponto ser compreendida (é preciso viver, é
preciso reproduzir-se, e não há mal em divertir-se), mas sempre com
moderação. As pessoas de bem, as pessoas com um pouco de moral e de
religião sabem que essas coisas devem ser tratadas com calma, sem
exageros e sem ganâncias excessivas.
Estas ambições doentias provêm
frequentemente de mágoas de juventude que não se soube ultrapassar
de forma positiva (pobreza, falta de sucesso com as raparigas,
etc...). Independentemente disso, não são respeitáveis.
AMIGOS DOS AMIGOS:
Conhecem-se todos. Andaram todos nas
mesmas escolas, nos mesmo círculos sociais. Desde pequenos. E são
nepotistas até à ponta dos cabelos. Até certo ponto isso é
natural. No mundo das empresas, das organizações e do Estado,
enche-se as vagas e as posições hierárquicas com os “seus”
antes de mais (familiares, amigos, partidários). Porque alguém tem
que ocupar esses lugares, e os nossos têm tanto “direito” como
os outros. O problema não está tanto no “tribalismo” (que é
uma característica da natureza humana), mas nas consequências que
tem num sistema político altamente centralizado e poderoso como o
nosso. Num sistema desses, com os impostos, controlos e monopólios
que o caracterizam, esta promiscuidade tribal significa que são
sempre os mesmos a mamar, e sempre outros, a maioria silenciosa e
impotente, a serem chulados para sustentar o conforto e o prestígio
dos seus lordes. Sob a aparente capa da “renovação democrática”
e da “igualdade cidadã” face ao poder (o “livre acesso” às
funções do Estado), esconde-se na realidade uma dominação tribal,
com uma classe parasita relativamente homogénea e fechada. Isto
vê-se por exemplo com famílias influentes e poderosas que passam de
geração para geração, e até de regime para regime (os Relvas, os
Soares, por exemplo). Esse elitismo não é completamente natural.
Deve-se em grande parte a barreiras legais liberticidas e ilegítimas.
No fundo, está constituída uma certa aristocracia.
Além do mais, essa promiscuidade pode
envolver muio mais do que uma simples solidariedade para facilitar a
obtenção de trabalho ou de subsídios. Pode envolver cumplicidade
activa para o crime. Envolver o encobrimento e a facilitação de
crimes graves por parte de juízes, políticos e jornalistas (casos
de pedofilia, por exemplo). Aí, já se entra no domínio do
inaceitável.
ANTI-RELIGIOSOS:
As elites têm desprezo pela religião.
Desprezo e ignorância (o que lhes impede de defendê-la, mesmo
quando ela o merece, o que é o caso dos valores do Cristo). Mais do
que isso, têm-lhe frequentemente um ódio visceral, principalmente a
religião católica, que é a tradicional do nosso país.
Isso deve-se a vários factores, e
revela muito sobre as nossas elites. O principal é o seguinte: a fé
e tradição cristã defendem os valores imutáveis do Bem
(independentemente da maior ou menor perversão dos membros do
clero). As teorias da Igreja são um contrapeso ao Estado omnipotente
(vide Bertrand de Jouvenel, “Du Pouvoir”), e como tal, os seus
agente ressentem-na. Quem tem fé sabe que está sempre debaixo do
olho duma Potência superior, e isso torna humilde, capa a soberba
dos arrogantes.
Daí os conflitos entre os reis e a
Igreja, e também entre os movimentos socialistas e a Igreja, a
partir do século XIX (movimentos socialistas estes que pelo seu
desprezo da propriedade privada e do mercado livre só podiam assumir
um carácter totalitário ao qual a Igreja se oporia). Daí o
surgimento da maçonaria, cujo trabalho histórico, por todo o lado
(França, América, Portugal, México, Califado) foi o derrube de
regimes sob influência religiosa (a aliança do Trono e do Altar).
A Igreja, além disso, a nível dos
costumes, sempre defendeu uma tradição constructiva, que permite o
crescimento e a prosperidade da sociedade. Sempre promoveu o
casamento (e o que vai com ele: a autoridade do homem sobre a mulher,
assim como a defesa da verdadeira função social da mulher, a
reprodução), o valor da vida (oposição ao preservativo, ao
aborto), e sempre se opôs a perversões morais como a
homossexualidade, o divórcio e a fornicação. É por isso que as
elites, principalmente as “elites” de Esquerda, que banham nessas
práticas (e até outras piores, como a pedofilia e os rituais
satânicos assassinos), e cujo relativismo moral pretende dar
a essas práticas o mesmo valor que às práticas familiares e
sexuais tradicionais, têm um ódio de morte à Igreja.
A Igreja diz a verdade ao Diabo, e esse
estrebucha. Há portanto que desconfiar de gente visceralmente
anti-religiosa ou anti-clerical. É quase sempre uma gente reles. Uma
gente perdida, literalmente, no sentido religioso da palavra. A fé
cristã torna as pessoas mais humildes e generosas, e por isso, uma
pessoa de bem, mesmo que não acredite em todos os dogmas da Igreja
(milagres, histórias da carochinha,etc...), sabe ver o valor da fé
no bem-estar da sociedade. Sabe ver, além disso, que a decadência
demográfica que se tem verificado no Ocidente se deu paralelamente à
rejeição da fé e da moral tradicional, o que não é um acaso.
ARROGANTES:
Por ideologia (ideologias estatistas,
logo apologistas da dominação dos poucos sobre os restantes), por
viverem desde a infância em meios parasitas, e por inclinação
própria, as elites são muito arrogantes. Vêem e tratam a sociedade
como o seu domínio (o que é na prática, se bem que não em bom
Direito). Defendem práticas liberticidas que os beneficiam, sempre à
custa dos outros, como é óbvio, com o maior desplante e a maior
falta de vergonha na cara. E tratam com escárnio e humilhação
(processos, fisco, assassínios) qualquer pessoa que, defendendo os
seus legítimos interesses, se lhes oponha.
Pense-se por exemplo nos cabrões que
têm servido de presidentes da Ordem dos Curandeiros ou dos
Palradores. Não há um único que tenha defendido aquilo que
realmente poderia melhorar o bem-estar da população: a abertura à
concorrência da sua profissão. Bem pelo contrário, fazem tudo para
restringir o acesso a esta, através de lobbying político, afim de
beneficiarem de rendimentos monopolísticos à custa dos pacientes e
clientes.
Também são arrogantes porque têm
todos os meios de controlo do seu lado: a polícia, o dinheiro, as
leis. Dessa forma, ráramente levam um tiro nos cornos, ou umas
cacetadas no focinho. Se porventura levarem, aproveitam o facto para
se victimizar, em vez de admitir de forma adulta os seus erros.
Tendem a esquecer-se que, também eles, são uns simples homens. Que
também eles tinham burbulhas na adolescência, e eram uns
punheteiros patéticos.
BANANAS:
As nossas elites podres são muito
bananas. Ráramente tomam uma decisão dura, ráramente tomam
posições francas. Não batem com o punho na mesa, sinal que estão
perfeitamente conformados com a situação vigente. Não são homens
viris, com colhões. Pense-se só no arquétipo dos bananas, o Cavaco
Silva, um presidente de “Direita” que aprovou mais de 90% das
medidas do seu primeiro-ministro Sócrates, de Esquerda. Um
presidente-anedota desses, incapaz de pôr na ordem quem quer que
seja, só era possível num país de bananas como é Portugal.
Como é óbvio, um homem da verdadeira
elite, da elite natural, não é banana. Tem tesão, firmeza e
coragem para dizer as verdades e pegar o touro pelos cornos. Não
tolera o mal, combate-o. Sabe que há domínios em que não se deve
fazer concessões, nem negociar.
É a Direita que produz o maior número
de bananas. São constantemente enrabados pela Esquerda, mas nunca
têm coragem, quando chegam ao poder, de rasgar o que essa fez. Aliás
nem quando têm capacidade para travar a Esquerda o fazem. Vide
Banana-Silva.
BROCHISTAS:
Estão dispostos a todos os
agachamentos para chegar ao poder. A mudar de opiniões em função
do clima de opinião pública, ou da vontade do chefe. A esconderem o
que pensam. A dizer coisas incompatíveis a plateias diferentes. Há
prova mais clara da sua baixeza do que essa propensão quase cómica
a rastejar perante outros homens, só para que lhes lancem um
croquete?!
BURROS:
Há muito burro nas nossas elites,
principalmente à Esquerda. Essa burrice é profunda, genética. Essa
gente tem uma grande dificuldade com os números, com a lógica, com
o pensamento abstracto. Como fazem parte dos bons grupinhos, como têm
o bom Pedigree, e como o sector do Estado não precisa de gente
competente, visto que vive do racket fiscal), lá se vão mantendo em
posições de chefia, apesar da incompetência. Mas só dizem merda,
só fazem merda. E fazem figuras tristes à hora do telejornal.
CHICOS-ESPERTOS:
Essa gente é duma pequenez moral
impressionante. Quando confrontados pela sua imoralidade, usam de
todos os estratagemas para se defenderem, excepto reconhecerem os
seus crimes e manhas, ou responderem francamente aos seus críticos.
Armam-se em ingénuos, em sonsos. Dilatam processos com manhas
processuais. Vitimizam-se. Põem as culpas sobre pessoas alheias, os
próprios amigos às vezes. Desresponsabilizam-se.
De fraqueza em fraqueza, de manha em
manha, acabam por criar uma sociedade em que eles próprios se tornam
vítimas das leis e dos exemplos que criaram.
CÍNICOS:
As nossas elites podres são cínicas,
no mau sentido da palavra.
Há um cinismo que é simplesmente um
realismo, uma consciência das motivações íntimas das pessoas
(políticos, mulheres, judeus, patrões, religiosos, etc...), que são
geralmente bem porcas. Qualquer pessoa com um pouco de experiência
de vida se torna cínico, nesse sentido. O que é perfeitamente
normal e aceitável. É o cinismo bom.
Por outro lado, há um cinismo que
advém duma generalização abusiva do cinismo realista anterior, e
que usa essa desconfiança como justificação para o crime e a
imoralidade. Esse cinismo imoral não acredita que as pessoas possam
ter boas intenções. Pior do que isso, também rejeita os próprios
valores da sociedade sobre a qual se exerce. Mesmo os seus bons
valores. O cínico imoral, por isso, tende a gozar com pessoas puras
e inocentes, e em geral, com aqueles que defendem o bem. Além disso,
a sua descrença na existência de valores universais e bons, a sua
amoralidade, leva-o à imoralidade. Como não acredita em princípios,
não limita a defesa dos seus interesses por nada além da sua
conveniência. O cínico imoral é, portanto, uma pessoa perigosa.
COBARDES:
As nossas elites não têm coragem
moral. Não têm coragem de defender posições justas que vão
contra a maré. Isso porque têm medo da solidão e do ostracismo que
essa atitude de justiça e de verdade acarreta. As nossas elites
querem antes de mais nada dinheiro, poder, sexo e conforto. Ou sejam,
são porcos que querem empanturrar-se e chafurdar na lama. E essa
fraqueza não lhes permite defender uma visão, um princípio, com
constância e determinação. São poucos mais do que animais. Sabem
que mal saiam do muito pequeno consenso ideológico-político-cultural
que governa a nossa sociedade, perderão o emprego e o “prestígio”,
tendo que começar a trabalhar no duro, longe das facilidades da
Corte.
Essas elites também são cobardes a
nível físico. Não têm coragem nenhuma para a porrada, salvo raras
excepções. Mas isso não as impede de mandar os outros para a
matança, a maior parte do tempo por razões fúteis (geostratégia
de algibeira), em vez de reservar isso para coisas essenciais como a
defesa da pátria.
CONSPIRATIVOS:
As elites são conspirativas. Não são
francas, abertas, claras. Por temperamento, mas também por
necessidade: aquilo que defendem é mal (opressão, decadência) e
por isso têm que trabalhar na sombra. Fazem as coisas pela calada
quando não podem fazê-las abertamente. Pense-se simplesmente na
penetração completa do Estado (justiça, polícia, política,
secretas) pela maçonaria. Ou pense-se nesta mania de pertencer a
organizações internacionais mais ou menos secretas (Bilderbergs,
Council of Foreign Relations, Trilateral Commission), financiadas por
ricaços manipuladores (famílias Rockefeller), que certamente não
terão o melhor interesse das nações do mundo a peito. Pense-se na
falta de imparcialidade dum juiz maçom a julgar outro maçon num
caso qualquer que o envolva.
Este espírito conspirativo, quando não
é perigoso, é ridículo. Até políticozinhos de província têm
tiques desses. Quem já observou “notáveis” locais sabe que
passam muito tempo juntos, no café ou em casa uns dos outros, a
planear “ofensivas” contra os adversários, e a tentar controlar
os mais novos que entram em política, de medo que lhes tomem os
tachos. É uma gente sem noção do rídiculo, que age a nível local
como se estivesse a fazer grande política internacional.
CORPORATISTAS:
Sempre. Quer sejam funcionários do
Estado, ou membros de alguma corporação privada privilegiada por
este, defendem sistemáticamente os seus privilégios, mesmo que para
isso se tenha que foder o povinho à grande e à francesa, com
impostos, com monopólios, com burocracias, com inflação e com
guerras. Não há nem um com sentido de justiça, capaz de se
abstrair dos seus interesses particulares.
CORRUPTOS:
São corruptos a vários níveis.
Corruptos em termos económicos, primeiro, e como é óbvio. Gostam
de usar do dinheiro do Estado, extorquido aos contribuintes, em
benefício próprio. Para isso, arranjam toda a espécie de esquemas
e evasões. Gostam, no processo legislativo, de se deixar comprar por
interesses particulares, em troca de subornos e tachos futuros.
Isso mostra cláramente que não
acreditam nas tretas que nos servem para justificar a extorsão
fiscal que nos impõem (“é preciso pagar impostos para financiar
os serviços públicos dos quais beneficiam”). Nem nas balelas que
nos servem para justificar leis mesquinhas cujo único objectivo é
beneficiar os interesses organizados (“estamos aqui para promover o
bem público”). Também mostra que ninguém devia hesitar em fugir
ao fisco e a leis injustas, se é que pode fazê-lo sem grandes
riscos. Não há obrigação nenhuma de alimentar chulos.
A personagem mais marcante desse tipo
de pessoa, a ilustração de nível académico, é o Mário Soares,
cuja gula até se reflecte no físico e na cara.
No fundo, e principalmente, são
moralmente corruptos. Defendem toda a violência e todo o crime do
Estado porque dele beneficiam, ou querem vir a beneficiar. Não é
princípios que os move.
CULPADOS:
O povo é burro e imoral. Mas não é
ele o principal responsável pela situação do país. São as
elites, pela defesa intransigente dos seus privilégios e das suas
taras, ao puxarem sistemáticamente por mais poder, que são as
principais responsáveis pela pobreza e imoralidade que vigora.
CÚMPLICES:
Quando um deles faz crimes, calam-se
sempre, protegem-no, mentem descarádamente para safá-lo. Matam
testemunhas problemáticas se for preciso.
DECADENTES:
É bom olhar para a vida privada das
elites, porque é muito mais importante do que habitualmente se
reconhece. É um erro a não cair o de pensar que só as opiniões
políticas e as acções duma pessoa contam.
Em primeiro lugar, uma pessoa imoral na
vida privada, com pessoas que lhe são próximas, difícilmente o
será com pessoas afastadas. Depois, muitas vezes, estas elites não
só têm estilos de vida decadentes (divórcio, não-casamento,
échangisme, abortos, paneleirice, ausência de fílhos, blasfémia,
anti-religiosidade maçónica, etc...), como ainda por cima os
promovem. Comportamentos e características dessas são
frequentíssimos no parlamento, por exemplo. Isto mostra bem que esta
gente não é apta a governar. Não é apta, porque não tem dentro
de si esta vontade fundamental para a sociedade, que é a vontade de
transmitir algo para o futuro (o sangue, o nome, os valores, a fé).
São hedonistas que vivem no presente. É isso que significa ser-se
decadente. E como nem sequer para si têm vontade de viver (viver no
sentido lato do termo: transmitir a vida, crescer, prosperar),
estão-se completamente marimbando para o triunfo da sociedade em que
vivem. Não têm força interior para defender os bons costumes, as
boas instituições e as boas leis. Mesmo que não sejam abertamente
hostis a esses valores, são necessáriamente mais tolerantes com
certas práticas.
O mau, portanto, não é só essas
elites serem degeneradas, mas sim o facto de terem o poder. Se não
tivessem o poder eram muito menos perigosas, e muito provávelmente,
nem eram elites. O problema com a presença de gente decadente nos
comandos da sociedade é que isso leva a que o Estado, os meios de
comunicação, a cultura e as leis, em vez de defenderem os bons
valores tradicionais (incluindo a religião), usem de toda a sua
força para atacá-los. Quem estuda um pouco a história da maçonaria
e da Escola de Frankfurt vê esse processo em marcha, ao longo dos
últimos dois séculos. E duma forma intencional, ainda por cima.
Essa gente não vive os bons princípios, a maior parte do tempo não
acredita neles, e por isso é improvável que os defendam. O que é
provável, óbviamente, é o contrário: que os encarem como
inimigos.
O caso é particularmente anedótico em
certos partidos como o Partido Popular, que é chefiado por um
paneleiro, e cuja bancada parlamentar tem lá uma boa dose de
picolhos. O caso é irónico, porque é suposto o PP ser o partido
conservador, o partido reaccionário, o partido que faz oposição
aos “avanços” marados da Esquerda, ao nível da economia e dos
costumes. Ora como é óbvio, essa gente não tem hipótese nenhuma
de fazer esse trabalho, pela simples razão que tem telhados de
vidro. Maçons paneleiros de Lisboa não têm os mesmo interesses do
que burgueses católicos de província.
Além disso, como bons paneleiros
decadentes que são, nos momentos em que há combate, em que é
preciso tomar uma posição e sofrer as consequências, dão sempre o
cú, aceitam sempre um compromisso, arranjam sempre uma esquiva,
fazem sempre uma concessão em nome da “paz social” e do
“interesse da comunidade”, para evitar o conflito aberto. Agem
como mulheres (as mulheres falhadas que, como paneleiros, são). Como
as mulheres, estão mais interessados em manter a harmonia da
comunidade, e limitar-se à politiquice, do que em desencadear as
rupturas que se impõem. É por isso que o PP, quando está em
coligação com o centrão, acaba sempre por aprovar todas as
javardices que este faz (aumentos de impostos, por exemplo), apesar
disso ir contra as aspirações do seu eleitorado. Não o fazer
implicaria fazer cair a coligação, e não mamar mais. Implicaria
provávelmente perder as próximas eleições. Implicaria entrar na
oposição, na resistência. É mais confortável ser a
mulher/parceiro do PSD.
DESONESTOS:
Essa gente é duma grande
desonestidade.
Para começar, não cumprem as suas
promessas.
Segundo, são intelectualmente
desonestos. Nunca aplicam os princípios gerais que defendem ao seu
caso particular, ao caso da sua classe. Quando confrontados com a sua
desonestidade, fazem-se de sonsos, ou perdem a coerência. Por
exemplo, é possível que um advogado, convidado para uma plateia de
televisão, defenda mais competitividade para a economia portuguesa.
Mas se lhe pedirem se ele está de acordo para abrir à concorrência
a profissão de advogado, é provável que arranje imediátamente
toda uma série de argumentos tretosos para justificar a manutenção
do status quo monopolista, e até para reforçá-lo.
ELITISTAS:
Essa gente vive numa bolha. São um
pouco inconscientes, vivem desconectados da dureza da vida. Passam
vidas inteiras no colo do Estado (escola, função pública,
reforma). Muitas das vezes, já vêm de famílias do funcionalismo
(professores, militares), ou de profissões super-privilegiadas e
super-protegidas (médicos, engenheiros, advogados). Por isso, a sua
educação esteve em consonância desde o berço com os interesses da
classe mamona. Está-lhes profundamente entrincheirada no corpo.
Nunca tiveram que trabalhar no sector privado, no sector
desprotegido, isto é, no sector produtivo. Não sabem o que é ser
um pequeno empresário, um garçon de café, uma empregada doméstica.
Sociológicamente, são parasitas. Mais do que isso, como elites que
são, são o topo da classe parasita, e isto ainda os afasta mais do
homem do povo.
Isso afecta-lhes a cabeça. A dada
altura, deixam completamente de ter noção que vivem à custa dos
outros, e que têm que ter um pouco de decência e de contenção com
o hóspede do qual vivem. Têm mentalidade de parasitas
descomplexados. Passam a confundir os seus interesses de parasitas
com os interesses do país. Perdem a vergonha. As discussões
orçamentais, repetitivas, são o exemplo mais claro desse fenómeno.
Aí, a distinção clara entre pagadores de impostos e comedores de
impostos, entre sector privado e Estado, é clara, para uma pessoa
mínimamente lúcida. É óbvio que o Estado vive à custa do sector
privado. Mas a discussão é sempre posta noutros termos. Sempre que
há necessidade de cortar na despesa, e logo nos salários da função
pública, isso é sempre assinalado como uma “destruição da
economia”. O que é exactamente o contrário da realidade: quanto
menos recursos forem para o Estado, mais haverá para a “economia”
(o sector privado). Tenta-se confundir os interesses incompatíveis
da classe parasita e da classe produtora para, óbviamente, foder
mais e melhor estes últimos.
FINOS:
Essa gente é mundana. Gostam de ser
“in”, de fazer parte de grupinhos. Armam-se em modernaços,
gostam de cag-arte moderna, de “arquitectura” moderna. São
superficiais, nas amizades, nos gostos. Não são pessoas simples.
Apesar de defenderem toda a espécie de filho-da-putices satânicas
(guerras, impostos, monopólios, controlos, traições), chocam-se
muito quando encontram uma pessoa mais básica a dizer-lhes as
verdades com termos menos floridos, mais injuriosos (como eles
merecem). Em suma, são umas putas finas.
HIPÓCRITAS:
Não há mais hipócrita do que um
político, e em geral, do que as falsas elites que governam a
sociedade. Isso até se lhes vê na cara quando eles falam.
Um hipócrita é alguém que defende
valores nos quais não acredita, e aos quais não pretende aderir. É
uma espécie de mentiroso.
As elites, na prática, são sempre
hipócritas. Não podem defender os valores comuns da sociedade (não
matar, não roubar, não agredir, não dominar), sem caírem nesse
pecado. De facto, o que as elites defendem é sempre uma forma ou
outra de estatismo, ou seja, de crime (impostos, guerras, monopólios,
proibições). Um juiz que num dia penhora os bens de alguém que
fugiu ao fisco não pode, noutra ocasião, condenar um ladrão de
supermercado sem demonstrar grande hipocrisia.
INCESTUOSOS:
É tudo farinha do mesmo saco. Esquerda
e Direita. São incestuosos, no sentido que casam todos entre eles,
vivem entre eles. Mais do que isso, são ideológicamente
incestuosos. Partilham das mesma concepção do Estado e da
sociedade: são social-democratas, corporatistas, europeístas,
atlantistas. A diferença entre partidos deve ser vista como se veria
uma rivalidade pelo poder dentro da Máfia. São famílias diferentes
da máfia, mas têm em comum o desejo de saquear os que não fazem
parte dessa máfia.
INJUSTOS:
As elites podres são injustas por
natureza. Quem faz parte do topo da hierarquia parasita que domina a
sociedade só pode ser injusto. Para lá chegar é preciso cometer
muita imoralidade. É uma gente que não tem sentido de justiça. E
como não sofrem as consequências das suas acções, não tendem a
melhorar. O seu conceito de “justiça” é tribal. “O que
beneficia os meus, e o meu cú, é bom. O que faz sofrer os meus é
injusto.”
IRRACIONAIS:
Em geral, as elites são racionais
naquilo que toca aos seus interesses. Ráramente fazem algo que ponha
directamente em causa os seus rendimentos e o seu poder. Dito isto,
nem isso é garantido. Nalgumas ocasiões, tomam decisões que os
levam, assim como as sociedades que governam, à perdição e à
destruição. O caso mais típico é o das guerras, que levam à
perca de independência e a mortes massivas (vide o caso da Alemanha,
da Polónia, da França, durante a Segunda Guerra Mundial), até no
seio das próprias elites.
Também a nível intelectual tendem a
ser irracionais. Um pouco por desonestidade, um pouco por interesse,
um pouco por burrice, um pouco por incapacidade e um pouco por
ceguice, defendem tretas ideológicas (keynesianismo, marxismo,
outros “ismo”) cheias de buracos intelectuais e nocivas.
MANIPULADORES:
Essa gentalha é maquiavélica, muito
calculadora. Não age espontâneamente, de forma pura. Calcula tudo.
Trair pessoas, promessas e princípios não é, para essa gente, uma
escolha moral. É um cálculo de interesses, uma avaliação das
forças em jogo.
Eles gostam de utilizar as pessoas de
forma falsa, em proveito próprio, fazendo-lhes crer que têm os seus
interesses a peito. Gostam de montar pessoas umas contra as outras,
de dividi-las, para que não se unam numa resistência comum ao
manipulador e opressor.
MAUS:
ESSA GENTE É MÁ. ANTES DE MAIS DE
NADA, E ACIMA DE TUDO, É PURA E SIMPLESMENTE MÁ.
SÃO PESSOAS RUINS. NÃO TÊM AMOR
AOS SEUS. NÃO TÊM AMOR AO SEU PAÍS. NÃO TÊM VALORES. NÃO TÊM
BONS SENTIMENTOS. NÃO TÊM CORAÇÃO. SÓ TÊM INTERESSES E MANHAS.
SÓ ASSIM SE EXPLICA TANTA MENTIRA, TANTA MALDADE, TANTO MATERIALISMO
EM TUDO O QUE FAZEM, TANTA LEIZINHA MESQUINHA E INTERESSEIRA.
MENTIROSOS:
Face a ladrões, face a gente má, face
a gente curiosa, é legítimo mentir. Há ocasiões em que esse
comportamento não é repreensível, ocasiões em que é
compreensível. Mas a maior parte do tempo, a mentira é um mal. Traz
injustiças e sujeira no seu seguimento. Quebra a harmonia da
comunidade. Trava o seu bom funcionamento. Provoca a discórdia. Por
essa razão, as pessoas de bem não gostam de mentir. Sabem que
mentir é imoral, e que na verdade e na franqueza se vive mais
tranquilamente. Não mentem por iniciativa própria.
O facto das nossas elites serem
compulsivamente mentirosas, patéticas de tão óbvias, ilustra bem a
sua pequenez.
OPORTUNISTAS:
As elites são completamente
oportunistas. São equilibristas, calculistas, viscosas. Não têm
força interior. Não têm espinha, porque não têm outra missão
senão a defesa dos seus interesses.
PARASITAS:
Sendo o Estado uma organização
coerciva, separa a sociedade em duas categorias: os vencedores e os
vencidos. Com o Estado, a sociedade deixa de se reger únicamente por
relações voluntárias, e passa a ter um elemento de predação. As
elites podres são, a todos os títulos, parasitas. Primeiro, porque
defendem leis e práticas parasitas. Segundo, porque beneficiam
delas. Terceiro, porque as aplicam.
PROVINCIANOS:
Muitos, na elite podre, são dum
provincianismo sem limites. Não gostam do seu país, e muito menos
da sua terra. São atraídos por Lisboa, e até por outras cidades
“brilhantes” e “modernas” (Londres, Paris, Nova-Iorque), como
as moscas pela merda. Para alcançar esses lugares de elite (não só
em termos geográficos, mas também em termos sociais), estão
dispostos a todas as traições, a todos os abandonos. Estão
dispostos a desprezar as tradições e os costumes saudáveis do meio
em que nasceram. A mudar a forma como se vestem, até como falam.
Tudo isso para poderem entrar noutros círculos mais “modernos”,
mais “progressistas”, mais “respeitáveis”.
O melhor exemplo de provincianismo
português é-nos dado pelo Sócrates, que da província, foi para
Lisboa, onde chegou a primeiro-ministro e fodeu o país bem fodidinho
durante mais de quatro anos, tendo-se de seguida refugiado do
desprezo popular em Paris, vivendo agora uma vida vazia de lorde
corrupto, com rendimentos tirados não se sabe de onde.
Um homem sério, à medida que
amadurece, aproxima-se cada vez mais da sua terra. Não da
Conchinchina.
RIDÍCULOS:
Infelizmente, o ridículo não mata.
Bem precisávamos de ver um ou outro canalha da elite morrer de vez
em quando.
As elites conseguem dizer e fazer as
maiores asneiras, com a maior cara de pau. Não têm noção do
ridículo. Pense-se em notáveis locais a participar em “sessões
solenes” duma qualquer Confraria do Bacalhau ou do Leitão Assado.
Pense-se no grotesco das cerimónias maçónicas, com o pessoal
vestido de avental (especialmente tendo em conta que essa gente goza
com tudo o que tenha a ver com a Igreja, nomeádamente o seu
cerimonial). Pense-se na palhaçada democrática. Nas fanfarronadas
das sessões parlamentares, e nos egos balofos dos deputados a
pedirem a palavra para defenderem a sua “honra” (de putas
carreiristas). Pense-se na treta dos debates, com a sua pseudo-busca
da verdade. Pense-se na palhaçada que é, em si, o princípio
democrático, que afirma que o que uma maioria deseja é bom (ou
seja, “princípio” esse que é uma falta completa de ideias
concretas sobre o bom, o bem e o belo).
E depois pense-se bem que são esses
palhaços que nos governam.
RUINS:
As elites são pequeninas no dia-a-dia.
Fruto da sua ausência de objectivos nobres, são ruins e vingativas.
A sua falta de idealismo obriga-as a ficar-se pelas coisas
corriqueiras do quotidiano.
SATÂNICOS:
Quem se ataca sem fraqueza ao estudo
das elites acaba por descobrir coisas própriamente horríveis.
Níveis de depravação inimagináveis. A palavra certa, face a isso,
é a seguinte: satanismo. Coisas que, à primeira vista, parecem
saídas de filmes de horror. Coisas que, de tão improváveis,
parecem grotescas. Coisas que, quando contadas aos “leigos”, dão
reputação de maluquinho a quem as desvenda. Mas essas coisas
existem mesmo, e certas elites banham nelas. Pode-se ser incrédulo a
priori, mas só se não se investigou o assunto.
Certas elites participam em “missas
negras”, em que se adora o Diabo.
Por todo o Ocidente, há casos de redes
pedófilas com protecções e participantes a alto nível (maçons,
juízes, polícias, políticos). Investigue-se as histórias na
Bélgica, na França, na Inglaterra. Nestas sessões de pedofilia, as
crianças são violadas, torturadas e mortas. Os encontros, muitas
vezes, são filmados. Quem investiga esses casos é morto (polícias
até!), demovido, promovido para longe, preso por ninharias. As
investigações bloqueiam por pressões vindas de cima.
No domínio da guerra, os governos
provocam, por intermédio dos serviços secretos e de grupos armados
e terroristas por eles controlados, falsos pretextos para a guerra.
Com as mortes e a destruição que isso provoca. Através de inúmeras
provocações, levam o inimigo a atacar primeiro, para ter um
pretexto de iniciar uma guerra, e “argumentos” para atiçar o
espírito combativo do povo. Nesses jogos sujos, usam das suas tropas
como engodos, sabendo que vão ser destruídas (Pearl Harbor). Também
usam de agentes provocadores e de ataques sob falsa bandeira para
levar à guerra civil facções duma mesma comunidade.
A nível alimentar ou médico, promovem
produtos e medicamentos que sabem pertinentemente ser perigosos, e
forçam o seu uso sobre a população através do Estado (subsídios,
monopólios, distribuição nos hospitais públicos).
Em termos de justiça, são muitos os
homens e as mulheres que foram injustiçados, que foram presos
injustamente, por culpa de polícias, juízes e procuradores imorais
que sabiam da sua inocência, mas que por alguma razão se queriam
desfazer deles (rivalidades amorosas, por exemplo).
Quem é capaz de fazer tanto mal aos da
sua própria tribo, às crianças e aos fracos, ao mesmo tempo que
pretende protegê-los, é própriamente satânico.
TRAIDORES:
As elites, por serem ambiciosas, estão
sempre dispostas a trair os seus. Fazem-no para subir na hierarquia
social, ou simplesmente para manterem os seus tachos. Para subir,
apoiam-se numa certa base. Mas uma vez que chegam a uma certa
“altura”, têm que agradar a lóbis rivais, para alcançar outros
patamares. Às vezes, nem o fazem por ambição, mas simplesmente por
atracção parola pelos “círculos” superiores. Deixam-se
corromper pelos círculos em que andam, fazem amizade com
representantes de interesses alheios, e deixam de ter garra para
combater pelos seus.
É a partir daí que entra a traição.
Trair os da sua terra, para ser bem visto em Lisboa (destruição das
pescas e da agricultura de cidades de província por deputados
eleitos pelo próprio círculo, para aplicar burocracias europeias).
Destruir a independência do seu país, para agradar ao Império
americano (base das Lajes, seguidismo carneiro à política
estrangeira da NATO). Atacar os contribuintes que o elegeram, para
ter um lugar no governo (versão Paneleiro Portas). Dar subsídios
aos bancos para os compensar por percas que são da sua
responsabilidade, enquanto se corta nas reformas e nos subsídios
para paralíticos (versão Esquerda traidora). Promover a fusão de
freguesias e concelhos depois de, enquanto nortenho, ter criticado o
excesso de concentração do poder em Lisboa (versão traidor minhoto
Carlos Abreu Amorim). Etc, etc...
O facto das elites estarem sempre
dispostas a traírem os seus apoiantes, os seus próprios
compatriotas, as terras onde foram criadas, mostra bem quão reles
são. De facto, a tendência natural das pessoas é pelo contrário
de defenderem tribalmente os seus. Uma tendência protectora que,
aliás, o homem sábio deve temperar por um certo sentido de justiça.
Ao traírem os seus, mostram bem que os desejos reles têm tanta
força no seu peito que até o seu próprio clã estão dispostos a
esmagar para subir na vida. São piores do que criminosos que se
atacam ao “estrangeiro”, ao inimigo, ao rival. São criminosos
contra os seus. São particularmente depravados. E merecem por isso
todo o nosso desprezo.
TRETOSOS:
As nossas elites são muito verbosas.
Falam, falam, falam, mas não dizem nada. Engonham. Se entesam, não
esporram. Não vão ao essencial, porque para fazê-lo teriam que
atacar realmente a estrutura social existente, o que necessitaria da
sua parte uma independência, uma inteligência e uma coragem que não
têm.
Além de verbosos, são uns
pseudo-rebeldes. Quer sejam jornalistas burros e irritantes, ou
esquerdistas mentalmente adolescentes, a sua rebeldia nunca passa
além do espectáculo. O jornalista pode atacar uma pessoa ou outra,
mas quase nunca ataca o Estado em si, e as teorias que justificam as
políticas que aplica. Intelectualmente, não vai ao fundo das
coisas. Quanto ao Esquerdista, o que ele quer antes de mais é um
tacho, um subsídio. Ora viver à custa dos outros é o contrário de
ser rebelde.
VELHOS:
As nossas elites são velhas. Isso por
si é natural. Só com o tempo é que se costuma adquirir os poderes,
as conexões, as riquezas e os conhecimentos que permitem mandar. Mas
essa velhice traz consequências, derivadas da psicologia dos velhos.
Os velhos são muito cínicos. Raros são aqueles que mantiveram o
idealismo da juventude. Por isso, tendem a ser cínicos, imorais e
materialistas. A isso, acrescentam a manha que muitos anos de
experiência lhes deu. E não hesitam em utilizar os jovens como seus
escravos (soldados em guerras inúteis, reformas,...).
Raros são os homens que, como o Ron
Paul, conservam a ingenuidade e a pureza de coração ao longo dos
anos.
…
Essas características são fácilmente
observáveis por qualquer pessoa atenta que acenda a televisão ou
compre os jornais. Também, por qualquer pessoa que faça o esforço
de aceder a fontes de informação alternativas. Como é óbvio, esta
gente não merece nem o nosso respeito nem a nossa colaboração. O
que realmente mereciam era levar com um taco de baseball na cara, até
terem os miolos espalhados pela calçada.
O povo, que está por baixo dessa
corja, é quanto a ele tudo menos santo. É cúmplice na manutenção
do sistema parasítico vigente, e portanto, na sua própria opressão.
Mas é apesar de tudo menos ruim, mais humilde. Tem que baixar a bola
e trabalhar. Como tem pouco tempo livre, não tem disponibilidade
para dominar os outros, e impôr-lhes vários "ismos"
manhosos. A sua profissão não é parasitar, mas sim produzir. É
cúmplice, mas só passivamente. Está mais próximo dos valores sãos
da sua tradição católica, e do simples bom senso. Só pela sua
posição de submissão, por não ter poder e influência, não tem
ocasião de fazer o mal. Já o Poder, pelo contrário, atrai pessoas
ruins que gostam de dominar e enganar as outras. E como as funções,
no topo, consistem principalmente em dominar os outros, mesmo uma
pessoa decente acaba por se tornar perigosa quando chega a essas
alturas. Quem tem uma guilhotina só consegue fazer uma coisa: cortar
cabeças. E o Estado poderoso que temos hoje em dia é uma guilhotina
bem afiada, e bem grande.
Há pouca coisa que as pessoas de bem
podem fazer para mudar esse estado de coisas. A javardice é tanta. A
espécie humana produz predadores. Mas o pouco que podem fazer, têm
obrigação moral de fazê-lo: falar verdade, viver pacíficamente e
produtivamente, educar os seus filhos com bons valores. Sobretudo,
têm que resistir à tentação de competir por um lugar na Corte.
Devem fazer tudo por se manter afastadas do Putedo de Lisboa. Devem
zelar pela sua independência. Devem ter consciência da existência
desse putedo, e do seu carácter tóxico. O único "círculo"
ao qual devem almejar é o da elite natural. É aí que está a
verdadeira nobreza. Ora esse círculo é inimigo do outro, tanto como
o divino é incompatível com o diabólico. Não dá para
comprometimentos.