segunda-feira, 16 de abril de 2018

Tribunal Penal Internacional

Os governos são frageis face a movimentos revolucionarios, manifestações, minorias armadas e subpopulações hostis. Face a estes phenomenos, o poder tem que estar pronto a exmagar os focos de revolta, e a exilar corpos extranhos. Se não o fizer, é a porta aberta à anarchia, à violencia, e ao crime de massa. À guerra civil, em suma. O Estado não pode permitir isso: tem a obrigação de manter a segurança no seu dominio.

Exmagar revoltas é sempre sangrento, e implica sempre a morte de civis – homens, mulheres e creanças – porque estes phenomenos veem por natureza da sociedade civil. Estas mortes são naturaes e necessarias, e não se deve ter dó de quem contribui para o chaos. É preciso fazer um massacre de vez em quando para se guardar o poder, e para se manter a paz.

É ahi que entra o Tribunal Penal Internacional (TPI). Ao attaccar systematicamente os governantes que se defendem, sob o titulo dramatico e theatral de crimes de guerra, crimes contra a humanidade, limpeza ethnica e outras accusações ainda, o TPI enfraquece a capacidade de reacção dos dictos governantes. Estes passam a ter dois inimigos, um interno, e outro externo. Na practica, o TPI acaba por tomar partido pelos movimentos hostis e violentos dos quaes os governos se defendem. O TPI collabora com o crime.

Nesta perspectiva, dramatiza-se muitos as retaliações que os governos exercem sobre as populações – e se estes não fossem attaccados, ellas não seriam necessarias nem occorreriam – mas fecha-se os olhos aos crimes das organizações e das massas rebeldes.

A justiça internacional acaba tambem por ser um instrumento imperialista contra os fracos victimas das grandes potencias. São sempre nações vencidas, como a Servia, ou nações frageis e pobres como os potentados africanos, as principaes victimas do TPI. Ainda está para vir o dia em que os governantes das grandes nações do Occidente se sentarão no banco dos réus pelos seus crimes.

Esta justiça internacional não presta, é immoral e nefasta, e devia ser fortemente reformada, senão abolida.